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P'RA QUE
Chorar p'ra morrer...
Morrer p'ra que?!
P'ra que chorar, p'ra que morrer...
Se morrendo, vou para um céu
que mesmo chorando aos tendeu
vivos não poderão ver.
... Nesse mundo o invisível
olhos nenhum, nunca viu!
Promessas eterna incrível
discursos, realidade imbatíveis
aquele que se vai... Sumiu.
Morrer p'ra que...
Se a vida, esta tão boa,
renascerei em outra pessoa?
Se me vou, como serei,
como irei, como sou...
quem virá me avisar
que dia, que hora vou?
Eu quero ficar aqui
todo pulo, todo fôlego,
nesse mundo de nós todos
não quero ir para uma vida...
Que para sempre serei bobo.
Antonio Montes
Ato do Amar
Quero me embriagar no Teu amor...
Sentir o teu pulsar no centro do Meu ser...
Saboreando o teu sabor e sentir todo seu estremecer de prazer.
QUANDO EM QUANDO
Quando ando,
vez em quando... Canso
nesse fago,
que me afago... Manso.
No meu tranco,
levo um branco...
E respiro tonto, tanto!
Que quando em quando...
em meu encanto
eu desando... Pranto.
Perdido no canto do meu silencio
eu desencanto...
Em sentimentos prontos.
Eu desato aquele clima
d'aquele ponto propenso
e aos mandos do meu casulo tenso,
Eu abro, assas coando...
Os tímpanos do meu comando.
Antonio Montes
FLECHA DA VIDA
A noite invoca...
Chave na porta,
escancaro do medo
... A porta entorta,
coragem importa.
Aonde esta a solidão?
se não aqui!
Ela me deu a mão
impulsionou o meu silencio
desencantou meus sentimentos...
intensos
tensos
propensos...
Quebrei, voltei
chorei na volta
quem se importa!
Se importa um coração
que aporta solidão...
Vejo o meu sonho...
Ritmos toca-me uma canção
acordado...
Sentimentos desentortam
e passos irão a oca.
Mas se toca a sua joça
a sua joça toca...
ainda que possa,
poça.
Livro fechado
cadeado, poca
flecha da vida
... Fossa.
Antonio Montes
A ORAÇÃO
A reza virou roque...
Folks, trote...
Baião lambada e xaxado
não se espante...
A oração virou funk.
Hoje a reza ora por ai...
Como hally
com bleik, hip hop e happy
Como, blues em azul
expandindo mimica,
fazendo reality show...
Com soul de norte a sul
para baixo e para cima
bateria e violão,
guitarras tina, suas rimas...
A reza, é show
para todos os lados...
Show que não pertence
a reles coitados.
A reza esta por ai...
Aos saltos, pelos palcos
pelas mãos e requebrados,
a reza hoje te quebra...
Com dizimo p'ra todo lado.
Antonio Montes
Nossas diferenças não são por gêneros.
Não são físicas. Nem religiosas.
Não é o dinheiro que levamos no bolso.
Não é a quantidade de amigos que conquistamos.
Não é a cor do nosso cabelo.
É o que levamos dentro do peito.
A vida é feita de contratempos e negar isso é negar a veracidade das coisas. Ser feliz é saber ressignificar suas tristezas, mas também saber passar por elas.
E não há nada melhor do que um gostar mútuo. Do que uma troca de afeto. Do que uma troca de risos sinceros. Do que um gostar pelo que se é. Um gostar pelo que se tem para oferecer.
Não quero saber do que não foi nem do que vai ser. Quando estou ao seu lado, vivo só as horas que são. O “agora” vem carregado com momentos tão bonitos!
O que acontece ao meu redor nunca fará sentido se eu não compreender o que se passa dentro. Que dentro seja meu re(pouso), seja onde me faça flo(rir), seja o melhor de mim!
Nos faltam palavras para definir o que é “felicidade”, mas sabemos claramente quando a estamos vivenciando. É um sentir que vem de dentro.
Coragem. É o que eu te peço, Senhor! Que a energia que eu gasto em pensamentos seja revestida em movimentos. Que eu saiba a hora certa de colocar minha ousadia à frente dos meus medos.
Sua consideração por alguém sempre será mais evidente quando o orgulho não atravessar o seu caminho. Seja direta ou indiretamente, demonstre.
Se você não pode me acrescentar, então não me diminua. Fique na sua. Não atrapalhe o caminho do outro apenas pelo fato de não ter um.
“É que eu preciso de mais espaço dentro de mim, porque eu já não me caibo. Vivo de transbordamentos, de exageros. Vivo além.”
E, apesar de todos os pesares, que a simplicidade marque o caminho da gente, porque eu continuo enxergando delicadeza nesta vida rotineira. Eu me apego aos detalhes. Eu gosto dessas particularidades, dessas “pequenezas” que adoçam o coração da gente.
