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PÓLO DOS SEGREDOS

É eu vi, os seus beijos
sassaricando a minha volúpia,
enquanto meu coração pulsava...
Meu corpo tremia de ansiedade
e as labareda da minha paixão,
crepitava na sofreguidão das suas mãos.

Com seus beijos...
O vento parou de farfalhar
os pássaros encantados
deixou de chilrear
nossos olhos reviravam pelas marcas,
geodésica dos nossos corpos.

Visitamos os pólos dos nossos segredos
para logo depois cochilarmos
nas águas mansas dos oceanos.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Goteja dos teus lábios o mel
O sumo do teu amor.
Qual colibri.
Suga a essência divina
Do sumo de uma flor.

Inserida por JorgeMaciel

A espantosa semelhança entre o macro e o microcosmo sempre nos leva refletir.
Somos pequenos universos, tão perecíveis, supostamente oriundos do macro, ou seria o inverso, infinita e eternamente perplexos, ante tantos mistérios que nos rondam.

Que importância nós temos para essa imensidão de energia que pulsa? Somos parte desta energia, dizem.
Como?
Observo a matéria inerte que apodrece após a morte. E grita o contraste com a manifestação que ali havia, desta matéria, repleta de vida.
Havia algo bem mais vivo, ali. Infinitamente mais inexplicável que a carcaça que habitou.

Que equação misteriosa é essa, tão difícil de decifrar, que poderia nos fazer ver o que hoje não conseguimos, com esta rudimentar capacidade de entender esse mistério que nos cerca? Melhor mesmo é seguir sem entender. Aceitar o mistério eterno. A resposta deve ser muito óbvia. Bem por isso não a enxergamos... bem por isso contemplamos o céu em eterna interrogação... Ajusto o foco, apenas mais dez cliques pra garantir a captura. E só mais um gole de vinho. Hora de juntar tudo e aterrisar.

Inserida por Adrianacarvalhoadam

ERRO DA LUA

A lua perdeu-se do céu
zanzou chorosa pela solidão
sem o sol, ficou pálida
não tinha mais a cor da prata
que pairava no seu coração.

A noite sem lua...
Só tinha escuros em suas sombras
o lobo, não urrava mais a sua dor
inebriado pela escuridão
sentia apenas o cheiro da sua flor
mas na visão...
Perdeu o tato, do seu grande amor.

Corujas sem rumo...
não via o trilho do seu revoar
em seus medos, ouvia apenas...
os batimentos dos seus corações
ficaram sem ventos, para planar
e perderam o timbre do cacarejar.

A noite com isso...
Ficou fria entristeceu, sem sua lua
chorou suas lagrimas de orvalhos
soprou ventos de medo nas ruas.

Que medo, que medo...
os silvos das serpentes
o choro na lata de lixo
os zumbidos das balas perdidas
que medo, que medo...
Que medo, dessa de gente.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

TEIA DO BEIJO

Encontrei nos lábios seus
seus frenesis a me enfeitiçar
enfeitiçar minhas vontades
vontades e meu acelerar.

Acelerar com aquele amor
amor que pra você escolhi
escolhi com tanta paixão
paixão d'aquelas, que nunca vi.

Vi você ali, desabrochar
desabrochar nos braços meus
meus ensejos de desejos
desejos sem mais adeus.

Adeus, e viajamos ao céu,
céu que envolveu-me em sua teia
teia que me prendeu na volúpia
volúpia em centelha, encontrei.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Escrever não é somente entender a norma culta, é fazer do nascer das palavras o sentir com a alma.

Inserida por biohelioramos

Desatinada doçura de um duetista tão etílico que louva a Eleutério de forma contumaz

Inserida por biohelioramos

Eros em sua perfeição trafegando por suas formas erógenas, trás a perfeição de seus nuances evocativos que faz exsudar a pele com fascinante desejo da posse.

Inserida por biohelioramos

SONETO DO ENCONTRO

De repente ali, eu e tu, numa colisão
O coração disparado tal doce jornada
Os olhos então calados, a mão suada
E o peito sussurrando toda a emoção

Aí uma voz fez saber da tua chegada
E neste silêncio seco, uma explosão
De um olá! Então me vi num turbilhão
Pouco se fez o tempo, na veloz toada

Busquei descerrar minh'alma fechada
Para devorar-te numa franca devoção
Tal qual a paixão no cerne encarnada

E então neste soneto a minha canção
Pra celebrar a quimera aqui cantada
De amor, que é possível, que é razão...

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

MEDO

O medo existe...
Que medo?!
... Medo do tarde, do triste
medo do cedo, do segredo
da tarde da noite
medo do degredo.

Medo do existir, ou não existir.
Da ida, da volta
do ir, e vir
de passar por aquela porta
o medo porta, torta, entorta,
o medo, importa.

O medo existe, alegre triste
... Entre choros e agouros
medo da aglomeração, do estouro
... Medo da cor do ouro...

Medo da fome...
Do homem, lobisomem
daquilo que nos consome...
Medo... Do imposto torto
da alegria do loco
dos olhos d'aquele morto.

Medo do medo
medo do terrível segredo...

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

ESSA ANGUSTIA

Essa angustia, esse stress
... Uma prisão sem porta
porta sem janela
língua sem tramela
dias sem dobradiças
duvidas não ouvida.

Essa angustia esse stress
... Correntes com cadeados
aleijado sem muleta
banguela sem dentes
aglomeração de enguiço
encruzilhada com feitiço,
maleta preta.

Esse stress, essa angustia
... Escuridão sob gruta
choro sem lagrimas
nó que não desata
domino e as cascatas
fim do verde,
fim das matas, sede
... Chibata que bata.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

A poesia

A poesia pode estar no desencanto ou no encanto,
Pode estar no sossego, no desassossego e na dor.
A poesia pode estar na paixão, no ficar ou no amor.
A poesia não tem rumo certo, pode estar na rua ou em qualquer canto.

A poesia não é humildade, nem solenidade, nem desencanto,
Poesia não tem falsidade, só tem a verdade e a dor.
A poesia é espontânea, é a verdade na alma que explode o calor.
A poesia é vasta como o universo e se explode em partículas de encanto.

O pensamento do poeta se concentra para espalhar encanto,
A vida se completa, mas nunca se contenta e se transforma,
Porque a poesia é a alma do poeta, que é inquieta.

A poesia é uma arte e não uma etiqueta,
E o poeta é um artista do cotidiano que acompanha a transformação,
E a cada etapa destas passagens faz palavras, sentimentos e dores virar encanto.

Inserida por LazaroMCarvalho

Se a vida é cheia de espinhos, é para que você chegue até as rosas.

Inserida por Poetalucasferreira

O Poeta vive das migalhas dos sentimentos humanos.

Inserida por Poetalucasferreira

Antes eu só conhecia a palavra amor, mas só descobri o real significado depois que lhe conheci.

Inserida por Poetalucasferreira

Saudade

A saudade não sabe mais parar
Perdeu o meio, o começo e o fim
Tirou de mim a poesia e o sonho
Escondeu dentro do infinito
Procurei entre as estrelas, mas nada encontrei
A palavra está calada, aflita
Só lhe restou saudade

Inserida por daniellapinfildi

SONETO DA PAIXÃO

Há que bom seria, poder tocar-te
Enrolar as minhas mãos no carinho
Entrelaçar o meu olhar no teu linho
Das carícias, assim, então amar-te

Há se eu pudesse trilhar o caminho
Dos sonhos que te fazem à parte
Dos ardentes desejos, ó doce arte
Bebida no afago, em taça de vinho

Onde andas tu ó cálida paixão baluarte
Venha e da solidão arranque o espinho
No vitral do sentimento és estandarte

Te quero no peito, coração, no verde ninho
Te espero no tempo que a demora reparte
Qualquer hora, não seja tarde, aqui sozinho!

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

A poesia é um estado sem fronteiras !

Inserida por LeoniaTeixeira

ACALANTO DA NOITE

Chover sem horas
adormecer aos sonhos...
Notas dedilham um violão
uma canção, de abandono.

Braços sobre a lua
suspiro a voar na rua
as luzes se fecham ao sol
a felicidade continua.

Orvalho ao alvorecer
as flores no jardim
o choro calou a noite
o silencio surgiu no fim.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

É eu sei
Tudo o que eu disse foi mentira
Sei que não tens motivos pra acreditar em mim
Não novamente
Eu jamais pensei
Que chegaria a esse ponto
Mas, eu apenas disse
O que você deveria e precisa ouvir
Mesmo que fossem mentiras
Agora...
Tenho que estar longe
De você e de todos

Inserida por Victorfrei

Ela inspira

Veem calada
Veem séria
Veem jogada
Conhecem com miséria.

Acham que sabem
Que sabem do que veem.
Eles veem com os olhos
Do que o coração está cheio.
Moça de poucos fins e muitos meios
Vivendo, sorrindo
Com esperança de recomeços.

Mesmo amada
Fecha-se a cara
O dia cinza
Sem pensar em nada.
Alma escondida, evita ferida.

Sabe o que sente
Sabe o que quer
Contra a mente
A dele
A própria.

Terá vida
De sutil glória.

Pele bronze
Sorriso branco,
Tenho certeza que nunca a verei em prantos.

Pois é forte.
Só veem o que há nela
Quem vê além.
Não além da morte
Além da sombra que a disfarça.

Vejo além:
No fundo dos olhos
No sincero do sorriso,
A verdade divina
Que lá resguarda.

[Eduarda
Amada.

Inserida por DanielleValladares

Acorde não fique de bobeira na cama,fume um cigarro,beba café e aprecie um bom poema.

Inserida por tayandrade

Poema da Administração

Administrar é se envolver,
É se encantar com o que faz,
É buscar ideias onde ninguém ousou andar,
É provar que fazer as coisas bem feitas,
Qualquer um, mesmo sem dom, é capaz.

Administrar é correr riscos,
É construir pontes para fazer novas alianças,
É buscar enxergar novos potenciais,
Derrubar as barreiras do pessimismo, sair do convencional,
É empreender a partir da base, utilizando-se de novas nuanças.

Rozilda Euzebio Costa
Rozilda Euzebio Costa, escritora Brasileira, natural de Araguaína
Inserida por bellamagnolia

FILHO E PAI.

Ainda bem que eu tenho parte da família
do grande homem.
Eu fui criado depois do filho que mais
defendeu o seu nome.
Sim falo por todos nós que somos filhos teu...
Pois falo as claras, por esta falando com Deus.
Eu sei que tem sim, um em especial um
Senhor um filho seu.

Esse quando menino, sempre obediente, mas
brincava de bolita.
Sim! Lá em cima no universo, eu sei que
contando ninguém acredita.

Pois bem... O seu pai que sempre amou o seu
filho com carinho.
Resolveu fazer o universo para ampliar o seu
amar.
Decidiu com amor transformar as bolitas do
seu filho.

Jogou-as no universo e transformou nesses
planetas... Todinhos. Feito, logo
se interessou por um planeta de uma
esfera especial...
Pelo nosso, planeta terra... Povoou com
muitos seres, até com nós, seres humanos.
Humanos, sim!.. Essas criaturas que com
deslealdade tentou trair o magnífico plano.

Bem o seu filho entediado e sem bolita para
brincar... O seu pai mandou descer para o amor
da nossa humanidade, concertar.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Os instantes tem sabor de fantasias, que povoam o inconsciente e realiza a incessante busca do paradisíaco amor.

Inserida por biohelioramos