Tag poema

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⁠Coleciono sonhos, amores, cicatrizes.
Toda e qualquer variação do que fui ainda reside em mim.
As decepções e dores passadas, não foram compensadas pelas alegrias de agora. Talvez, nunca serão.
Entretanto, sinto que as primeiras vão perdendo sua força, pouco a pouco, e já não incomodam tanto.
Já as alegrias, essas parecem iluminar mais forte a minha alma, como se eu pudesse percebê-las com novos sentidos.
Descubro em cada caminho novidades e destinos. Existem coleções inéditas a serem formadas.

Inserida por alicesantosEscritora

⁠Vem sorrir para mim, ao meu lado, a cada dia.
Deixa teus olhos encontrarem nos meus as verdades que não consigo dizer.
Encontra em mim a parte que te pertence, deixa-me encontrar em você o reflexo de mim.
Fale-me sobre as coisas que ainda não sei, e escute: eu tenho muito que dizer. Ame quem sou pelo que você é. Então, logo, amar-te-ei com tudo o que eu sou.

Inserida por alicesantosEscritora

⁠Na superfície dura e fria do espelho, o reflexo embaçado de um rosto me encara de volta.
É uma visão turva de uma expressão duramente composta, criada com o propósito de aparentar uma natureza distante daquela que atormenta o meu íntimo.
Uma caricatura do eu, imagem vendida por mim e aceita pelos outros.
Mandíbula cerrada, sorriso composto, postura altiva e determinada. É o suficiente. Embalagem perfeita para a vitrine da vida, mais uma na prateleira de objetos inanimados esperando receber qualquer estímulo externo, ou ganhar vida.

Inserida por alicesantosEscritora

⁠O Ódio de Liz Albuquerque

Que orgulho Liz Albuquerque sente de seu ódio. Um ódio desbravador, engajado, perspicaz; um ódio que ergue bandeiras, cria movimentos, causa desordem, desvia e encerra caminhos, abre esgotos a céu aberto.

Liz Albuquerque é o pseudônimo de Maricleide Rocha da Silva. Seu ódio ilustra manchetes, concede entrevistas, lê, escreve, desenha, pinta, esculpe, canta, dança, encena, sai de cena, ampara, abandona, prende, liberta, cura, planta, replanta, mata, desmata...
Odiosa e temida, a ativista é dada a lacres e clichês virtuais. 
O ódio de Liz Albuquerque, não é um ódio qualquer, um ódio a ser desprezado, ou confrontado. 
Não e não! Seu ódio, embora paciente, é justo, certeiro, impiedoso e livre de remorsos.
É preciso odiar muito para sobreviver ao ódio de Liz Albuquerque.

Inserida por TerezaDuzaiBrasil

⁠⁠Meu amor queima como uma pequena chama reluzente: permeando a eternidade e afora, vivo e resistente.
Eu o seguro aqui, protegido e intocável. Afinal, não são muitas as quebras que um coração pode suportar.
Entre términos e renovações ele permanece como um farol em meio a escuridão, a pequena e singular luz entre as trevas.
Não o guardo a sete chaves, porém, ele é livre e independente. Agora eu busco ensiná-lo a ser mais prudente.
É hora de assumir a responsabilidade e cuidar daquele que sempre será meu companheiro e amigo mais próximo, a parte de mim que me faz única e resiliente: o meu coração apaixonado.

Inserida por alicesantosEscritora

⁠ A vida é como uma onda desconcertante, com pequenos momentos de estabilidade e marés diferentes sempre chegando.

Inserida por alicesantosEscritora

⁠É como uma chama flamejante eternamente ondulando dentro de minha mente, com seus tentáculos que hora tocam, ora agarram firmemente o meu ser.
Sufoca, inspira. Necessita de ação.
Agonia é como viver só por estar vivo, sem sonhos ou desejos para realizar.
É um sentimento rápido para conseguir, difícil para deixar partir. É uma sensação turva e arraigada; sinônimo de desespero.
Agonia é a perca da paz e o ganho da urgência.⁠

Inserida por alicesantosEscritora

⁠⁠Precisava mesmo era de pertencer a algum lugar, a um alguém, a algo que pudesse me manter firme em minha caminhada pela vida. Minha existência caberia então a algo mais além de mim.

Inserida por alicesantosEscritora

⁠⁠Mas sei que devo optar por transformar meu conhecimento em progresso. A vida não é algo estagnado e indiferente às mudanças, e nem eu.

Inserida por alicesantosEscritora

⁠⁠Somos instrumentos imperfeitos de toda uma cadeia de acontecimentos cujo propósito não poderemos prever, no entanto, nos é dado o dom da esperança e, no fim, ela é a única que poderemos manter.

Inserida por alicesantosEscritora

⁠Hoje não fiz nenhum 
Poema, 
Nem sequer
Uma Cena,
Foi escrito,
Esse grito 
Silenciado
Me mantenho 
Calado, Frustrado,
Na mente um amaranhados
De versos perdidos.
Eu tentando fazer um
Verso perdido.

Inserida por WatilasLopes

Quero parir a poesia, lançá-la do alto da montanha e, se houver nela vida, será minha menina.

Inserida por marison_ranieri

Fetos ansiosos perfurarão as prenhas para testemunhar a chuva de meteoros invocada pela nossa troca de olhares. A ideia de um olá criará ciclones em Gravatá. Jorrará vida suficiente para reflorestar o sertão.

Será uma quarta-feira.

Inserida por marison_ranieri

⁠Desenhávamos o futuro com traços gordos e noites curtas. Adormecíamos juntos, civilizados como nunca mais.

Inserida por marison_ranieri

⁠Neste chão ressecado, teu milésimo encontra o meu:
finalmente estou vivo.

Inserida por marison_ranieri

⁠O desejo transcendental devora a realidade.

Inserida por marison_ranieri

⁠Nesta praia onde nossos caminhos se cruzaram, o rugido das ondas será nossa última canção.

Inserida por marison_ranieri

⁠Minha prece, seca de esperança, ricocheteia entre as paredes e a fórmica.

Inserida por marison_ranieri

⁠A cada troca de olhares na calçada, universos ainda não explorados pelo paladar.

Inserida por marison_ranieri

⁠Recife é apenas uma foto na galera, que aprecio aos cliques do mouse e ao berro da makita.

Inserida por marison_ranieri

⁠Black Orchid feita de mistério 
na essência o Universo
e abrindo o palimpsesto
do desidério em silêncio.

Serpenteia a Via Láctea,
ninguém detém as auroras
e nem do destino a escolha 
do absoluto quais serão as rotas.

Aquilo que tece o inevitável interior 
e o reconhecimento do que é 
de predestinação fortalece o amor.

Pacto intacto com o inabalável 
nosso hemisférico laço de titânio 
com o quê há de mais romântico.

Inserida por cellbit_jogando

⁠Semanas evidentes.

Hoje, sem forças me encontro
Na esperança de uma aliança.
Ainda que meu erro, minha sentença,
Seja feita de meu ser.
Nessa luta, nesse desespero,
Embora nessa linha, nesse espelho,
Esteja o meu erro,
A ausência do conforto do meu eu.

Na busca de me encontrar, me perco
Na luta de te esquecer, lhe encontro
É como se eu soubesse a resposta de tudo
Mas de nada me servisse a própria.
Como de nada, antes, me ocorresse
Algo que sei que jamais cogitaria
Tudo como um fruto de minha mente
Que fantasiada se ascendia.

Entre olhares que guardamos na memória,
E palavras que guardamos no silêncio,
Onde foi que nos perdemos?

E, nessa angústia, me derramo.
Procuro no mar às lágrimas
Um pouco de que me caiu do resto, a alma.

Já o tempo, esse estranho cúmplice,
Me leva as mágoas, e embeleza as dores
Mas nunca devolve o que já foi,
Pois não há como voltar em algo que nunca de fato existiu.

E amanhã, acordo-me
E recordo-me
Nesse erro, essa luta,
Como sempre, pois aos mares não há como se apressar
Como nunca, pois de fato apenas tenho a lidar, não sonhar.

Inserida por S1ngular

⁠Se um dia você expressar o desejo de não querer mais conversar comigo, ou fingir que nada aconteceu, eu respeitarei sua decisão sem te causar nenhum mal. Meu único desejo é te ver feliz, mesmo que minha vontade insana de te ver permaneça apenas como um desejo não realizado.

Inserida por Jeanclepton1

⁠"Moça"

Moça, bela moça
O que fazes sozinha  
Nessa noite tão escura?  

Moça, bela moça
Com essa pele tão pálida,  
Fazes o papel da Lua.  

Moça, bela moça
Cuidado com a rua escura,  
Pois não passa carro, nem pessoas.  

Moça, moça bela
Descalça no chão frio,  
Com tua velha vestimenta amarela.  

Moça, moça bela
Sinto falta da sua presença  
E das decorações tão sinceras.  

Moça, moça bela
Não vá tão depressa,  
Pois, assim como o tempo,  
Os carros não esperam.  

Moça! Moça!
Mas que decisão louca!  
Por que não olhaste para os dois lados da rua?  

Moça! Moça!
Logo uma semana antes do nosso casamento,  
Nosso "feliz" 3 de setembro...  

Moça... Moça...
Hoje só resta tristeza,  
Chorando em frente ao seu caixão,  
Em plena sexta-feira.

Inserida por ArmstrongBarbosa

⁠Não se sinta excluído, é Deus que estar separando o joio do trigo.

Inserida por Jeanclepton1