Tag poema

9076 - 9100 do total de 17284 com a tag poema

⁠Poema: "Relógio"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel
Dedicado para @xbarbiemarley.jpg

tanto tempo que eu tento escrever
tudo que eu sinto aqui dentro pra você,
mas o nada e o vazio sempre estão aqui
tomando todo o tempo, e o meu viver,
o meu precioso viver, e tão curto o tempo

eu não sei o que fazer,
eu já não sei aonde caminhar,
se meu olhar já não brilha mais,
então por que continuar?

em busca de uma resposta,
por ter tanto medo do inconcebível,
inimaginável, singular,
o eterno fim que nos aguarda

se vago pela estrada suja e sem asfalto,
é porque nela nasci, dela não consegui fugir,
sabendo que também nela será o meu fim.

Inserida por diego_fernandes_5

⁠Poema: "Contagem Regressiva"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel

O barco está afundando, 
e não existe mais no que se ancorar. 
Aquilo que se espera há tanto, tanto tempo... 
se tornou mera questão de tempo. 

Então o que restou, 
senão incendiar tudo 
antes de inevitavelmente se afogar 
no infindável mar?

Os cacos que cortam as minhas mãos um dia foram belos mosaicos,,
e na aterrorizante escuridão que há aqui dentro
já houve cores, luz e esperança 

Inserida por diego_fernandes_5

⁠Poema: "Aurora"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel

eu até que tentei,
apegado na esperança de retomar,
fazer tudo ser como era antes,
mas eu sabia que iria falhar, mas mesmo assim tentei,
disse tudo que eu sentia,
disse tudo que temia,
os pesadelos em que eu vi
tudo que iria acontecer,

o monstro debaixo da cama é tão real,
e ele me impede de gritar,
ansioso sempre pelo que está por vir,
mas o que está por vir senão viver sem você aqui?

vazio ou inundação,
estou perdido, e as estrelas não mostram direção
não há mais salvação,
me afogo no sangue dos cortes,
sem poder negar, gritar: "não!"

Inserida por diego_fernandes_5

⁠Poema: "Pósludio"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel

o sol vai se pôr,
e eu vou com ele.
meu corpo vai se transformar em cinzas,
e minha alma será extinguida .
não vou sentir medo,
porque sei que estou indo para Lugar Nenhum. meu lar, 
Nenhum Lugar.

Inserida por diego_fernandes_5

⁠Poema: "A medíocre história do princípio ao seu final"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel

cimetidina, metoclopramida,
ketamina, nitrito de sódio.
em total controle do que é mais meu do que de qualquer um,
o poder de decidir partir me faz sentir alguém digno de não ser mais um incompetente. 
abraçar o oblívio, ou encontrar deus e o diabo,
já não restam opções, nem sentido em continuar.
portanto sigo em direção à luz.

Inserida por diego_fernandes_5

⁠Poema: "Escuro"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel

O abismo é meu único lar. É o único lugar onde me sinto verdadeiramente seguro e confortável. 
Por anos ali fiz morada, e dali olhava para fora, vislumbrando os fracos que não tinham este tipo de privilégio. 
Com o tempo voltei a ser um fraco, a sombra deu lugar a luz, e a luz me cegou e queimou. 
Hoje volto de joelhos, me entregando ao estável vazio, implorando por aceitação e certo de que ali é meu lugar, e que nunca mais devo sair de lá, pois lá nada me atinge, nada me aflige, e posso esperar o doce abraço do oblívio. 

Inserida por diego_fernandes_5

⁠Poema: "Saudade, Pepe Linarez"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel

tão longe quanto podia enxergar,
tu foste para não mais voltar, 
no indivisível, no interno invisível,
no subconsciente adormeceu. 
de Pepe Linarez nunca mais se ouviu,
por tanto, mas em vão esperei, 
aos poucos que não lhe esqueceram, 
restaram somente lembranças com lacunas, 
memórias perdidas sem gatilhos, 
formou-se mais um abismo para quem já vive deles.

se pudesse voltar no tempo e lhe dizer que o fim seria seu destino, sei que você gargalharia. 
se pudesse te contar todas as desgraças,
que nem mesmo sua honra e dignidade sobreviveriam, 
e te mostrar que sou o reflexo nos espelhos, 
a soma de teus descuidos, produto de sua inconsistência, 
de certo te faria se salvar do futuro marasmo, 
ou quem sabe desistir de maneira digna. 

Inserida por diego_fernandes_5

⁠Poema: "Mármore"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel

em mármore profundo o fogo arde,
superaquecendo o meu peito, onde existe o inferno.
nele meus demônios me torturam,
desmembrando e mutilando tudo que há dentro.
certo de não haver escapatória, choro em vão,
certo de não quebrar correntes, já não me movo mais.
as luzes já piscam, 
os avisos são ignorados,
e já aceito, 
não há nada de excepcional em meu ser. 

Inserida por diego_fernandes_5

Poema: "Nenhum Lugar"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel

me afogando entre copos e garrafas,
não enxergo mais nada,
pois o mundo gira mais rápido,
tão mais rápido do que eu imaginava.

ouço sussurros de demônios
com a minha própria voz,
implorando por mais um brinde,
só mais um brinde, nada atroz.

e balbuciam frases inaudíveis,
talvez não haja nada demais
nestes tons agressivos,
ríspidos e de teor fugaz,
que invadem minha mente,
arrancam-me a razão,
sobrando apenas a vontade...

a vontade de que talvez algum dia eu chegue lá,
em Lugar Nenhum, para lá poder me esvair,
talvez me dissipar, partindo para Nenhum Lugar,
pois lá é melhor que aqui.

Inserida por diego_fernandes_5

⁠O egoísmo e a mágoa são incapazes de preencher o coração da verdadeira felicidade. Porque nele estará faltando sempre o que é mais importante no ser humano: o amor e o perdão. 

Inserida por IrairPaesLandim

"Conhecendo a fonte de determinados valores é a melhor forma de sabermos se ainda vale a pena ⁠continuar semeando e cultivando tais valores".

Inserida por IrairPaesLandim

⁠Eu transbordo
Transbordo sentimentos inimagináveis
Transbordo como a água que pinga sem parar 
Transbordo ouvindo Gal Pensando em como reparar
Reparar algo que sempre reparei
Te proferir palavras que jamais imaginei
Eu transbordo o inimaginável
Sou grande demais pra um amor miserável
 Cresci ouvindo MPB
 Então me perdoe se eu transbordo
 É que tenho uma idealização de amor diferente... 
 Amor que acrescenta
 Aquece
 Conforta e..
 Quando acaba
 Acaba com a gente

Inserida por REGINAMINDY

⁠Sinto falta das conexões que tínhamos
Mas não é sobre você
Até por nem mais existimos
Sinto falta de te ter.

O carinho que me aquece
A chama que me acende...
Agora me esquece...
Não estou mais tão carente.

Só sinto falta de ter
Mas não de ter a ti
Sinto falta de você
Mas nunca vou admitir.

Sinto você perto
Mesmo estando longe
Mas meu coração tá esperto 
Não quero que seja como antes.

Inserida por REGINAMINDY

⁠Este é o meu mundo
Este é o meu pouco
O que tenho, sou
O que sou, não temo dar
Mesmo que pouco
Mesmo que inteiro

Este é o meu eu
Este é quem sou
O que deveria ser, é
O que é, muito
Mesmo que tudo
Totalmente… eu

Este meu tudo é teu
Este que tão pouco é
O que é meu eu te dou
O meu tudo, o meu mundo
Mesmo que leve a nada
Mesmo que seja a muito custo

Que meu tudo não seja, pra ti, nada
Se lembre que custou tudo

Inserida por pedrosilp

Rodei por um tempo no vazio das palavras. Elas, emudecidas, não diziam nada, e eu? imersa nos labirintos do meu silêncio, onde os pensamentos se embaralham. Mas hoje... Quase agora... Uma palavra ousada se atreveu a sussurrar em meu ouvido, quebrando o amargo do meu silêncio. Chamou isso de liberdade. Sigo, e cumpre minha sentença. O crime? Sentir demais. O único imperdoável, ou inafiançável.

Inserida por Elainerobertaalves

É, outrossim da solidão
A solitude companheira
Sempre cheia de reflexão
E distante da barulheira

Solitude se torna solidão
quando não tem conclusão
Reflexões transvertem em ociosidade
Perdura-se o eco sem reversibilidade.⁠

Inserida por Currs

O amor é incompreensível,
Mas é concebível.
Em vão é compreendê-lo,
Apenas ame.

Inserida por Currs

⁠O POEMA DO MENINO ASTRONAUTA 

(Acredite: Eu acho que fica mais bonito quando declamado em língua de sinais)

"Sou do tamanho do espaço Surdo - infinito.

Sempre crescendo a cada novo sinal que vou aprendendo. 

O espaço Surdo é assim: expansivo e criativo.

Está vendo aquele ônibus que dá longas voltas para chegar ao seu destino?

Pois bem, aqui não se diz longo e demorado. Se diz _ônibus-cobra_, que é para encurtar. E todos entendem de pronto!

Isso deixa os blablablantes tontos.

E se pode imaginar uma cobra grande e com rodas, transportando as pessoas, dando voltas sem fim? A resposta é sim - sem problemas. Afinal, é um ônibus-cobra. 

Olha que incrível, e que tem bem mais a ver: imaginar a cena é mais prático que a descrever!

Os jogos das mãos; o ballet do corpo e das expressões - criativa imaginação que vira comunicação.

Percebo:

Os olhos também foram feitos para escutar - é assim que acontecer vai além de ser e estar.  [...] " (CODA, O MENINO ASTRONAUTA, p. 54 - 55)

Inserida por messiasbelem

⁠POESIA CODA

Sou muitas mãos
E muitas vozes
Também sou muitos ouvidos
E tantas outras expressões

Sou telejornal e novela das 8
Encarte de mercado
Promoção de biscoito
Sou a pausa – do sinal afoito

Astronauta em dois mundos
Indo e vindo neles... amiúde

Alguém que se reinventa
Sou um poema (nas mãos) de Nelson Pimenta

Sendo assim, deixa-me suspenso

Entre configurações de mãos 
e grunhidos de meus pais

Sinto deles o cheiro
(até hoje)
Quando falo em sinais

Inserida por messiasbelem

⁠(Para Bruno Alves, falecido de forma trágica em 2017)

“Bruno!” – Espero que ainda dê tempo de minhas palavras lhe alcançarem nesse grande mar.

Nessa turba de ondas de além, deixo-as ir em paz contigo, não há distâncias no Infinito; toda palavra é infinita e tu olhas assustado o grande mar revolto enquanto atravessa-o forçosamente. Uma pequena cabeça que insiste em não submergir, um grande coração na imensidão escura – a noite é só um pano de fundo; melancólico.

Atentos estão os seus conservos – no grande mar; nos fortes ventos
No horizonte que se aproxima enfim de ti.
No pequeno barco de papel, vem te receber o profeta – E de Gentileza te acolhe – o nosso barqueiro é mais gentil; sem moedas, sem espólio, sem alforge.

Até que tu te avistas – com a grande mãe dalém do grande mar; – “Salve Anastácia, rainha” – a mãe eterna dos pretos e pobres livres. Acolha este guerreiro forro em Aruanda; e me acolha junto – parte de mim ficou também no mar.

Inserida por messiasbelem

⁠Felicidade, profeta!
Sempre esteve em mim
Mas sempre fui poeta
Atrás d’outro Enfim!
Que coisa mais tardia
Chegar querendo cálculo
Da minha alegria
Se vivo ali no palco.
Choro, rio, jogo-me e sou
Nem plena e nem desatenta
Nem mesmo o que restou
Nem oito ou oitenta.
Entre as análises das dores
E das lições também dos risos…
Nunca deserto, nem flores.
Entre batimentos e juízos.
Nem tristeza e nem euforia,
Ainda que muito as seja,
Sou mesmo é a carniçaria 
Aberta na bandeja. 
E quando eu alcançar tudo 
O que me dói nos rins,
Diga a eles que inda acudo
Meus saberes, nãos e sins. 
Quando tudo fizer sentido,
Quando toda resposta houver,
Diga a eles que meu eu perdido
Inda lerá o que nem se é.
Fico mesmo é nesse papel
Branco, decalcado,
Nessa arte tão cruel
De tentar 
Significado.
Fico mesmo é na importância
De fugir da infelicidade
Porque mais do que ser feliz
Ser poeta
É ser verdade.

Inserida por poeticos

⁠Se meu sorriso aparece
quando a flor é posta
inda assim padece
pelos sem resposta.
Se vibro intensa pela 
pequena possibilidade 
inda assim, internamente,
me dói a
incapacidade.
Se vivo em confetes
pelo triz atingido
inda assim, me acomete
todo vivo matado 
e morrido. 
Se meu sangue chora
e, por vezes, sara
inda é cor de guerra,
inda me pinta a cara.
Se minha manga 
fica presa na maçaneta
inda tenho pitangas
para os sem camiseta.
Se não encerro a festa,
se não paro a dança,
inda leio
floresta,
inda me mata o que lhes cansa.
Se a cor é bela
e a vida é forte,
inda vejo nela
a falta de suporte.
Se acordo querendo
dar tudo de mim pelo pingo
inda entendo a giganteza
de quem trabalha outro domingo.
Se agora preciso de um colo
ou outro sim,
não desconheço o subsolo
de quem nem sabe de onde eu vim.
Se preciso de uma pincelada
da sua empatia
nada me impede, ralada, 
de ser também sua pia.
Se tudo o que peço
é um quase de paz
em meio ao meu mínimo turbilhão,
inda entendo cada jaz
e não comparo seu sermão.
Se deito com rosto molhado
e abro o sol com dente aberto,
ó, eu lembro do seu lado,
e meu sonhar segue desperto.
Se comemoro o vento da greta,
a montanha suada 
e a facilidade;
inda lembro da sua marreta.
Sua alegria é lembrada
da minha dignidade?
Porque, ah, se tiro a meia
e sinto o mesmo alívio que seus pés
após tanta maratona…
não diminuo sua areia,
mas esquece, atés,
que chegaríamos mais rápido
seguindo a mesma fé cafona.
@vanessabrunt

Inserida por poeticos

⁠Esse é o lema que vai ser guia. O principal oposto de felicidade não é tristeza, é agonia.
O caminho é a alforria. Melhor rosto molhado do que carne que ardia. E no alto da sua libertação, vão apontar em suas costas e urrar: pega-ladrão! Mas aprenda a ficção, porque o conto real é ser vilã para quem é vilão. Pele aberta roçando em fantasia. Melhor a busca do ponto do que a busca da cura. Veja a rua cheia que é vazia. O principal oposto da verdade é falta de postura.
(Vanessa Brunt)

Inserida por poeticos

Um Milésimo 


"Eu sou. Eu tenho. 
 De onde eu venho?
 Eu, eu, eu... Com a perspectiva 
 de uma câmera focada no umbigo." 

Inserida por DanteLocateli

"Eu, Eu, Eu...
Todas são palavras de museu,
não tem nada de novo."

Inserida por DanteLocateli