Tag poema
Ricardo Cabús
Beijos Comprimidos
(Cacos Inconexos)
No vagar da tarde
sonho
com teus beijos compressores
No vagar da tarde
pede-me ficante
faze-me pecante
traça-me picante
E deixa o Sol rastrear nosso odor
e deixa a dor rastejar solo ardente
e rilha, rilha, rilha
cada dente siso
cada cadeira básica
cada porta tesa
E eu te aguardo
para beijos comprimidos
beijos compressores
no vagar da tarde
Ricardo Cabús
Cabeça Dura
(Cacos Inconexos)
Foram três tentativas vãs
Quando o prego não quer
O quadro cai
À noite vou-me deitar
Contigo no coração
Fecho os olhos para sonhar
Sonho com o teu beijar
Que o teu corpo estou a amar
Numa Profunda paixão.
Quando acordo fico louco
Porque não queria acordar
Em sonhos amei-te tão pouco
E tinha tanto para te amar.
Vou continuar a sonhar
Na esperança de encontrar
Um dia para te ver
Para então realizar
O sonho de te amar
Sempre antes de adormecer.
És toda a minha paixão
És real, não és surpresa
Meu amor és a razão
Que do sonho á emoção
Tu existes, e és certeza.
És a certeza da vida
Neste amor que eu alimento
Mesmo que estejas perdida
És sempre o meu pensamento.
Ah! O amor..
Que definição poderemos dar a esse sentimento incontrolável....
Será possível descrevê-lo na sua plenitude?
Todos nós sentimos esse pulsar maior....
Às vezes mais outra menos, mas como evita-lo?
Foi assim que não pude evitar ...
Então fico em extase ...
É como o brotar de uma flor que nasce rasgando o botão....
Deixando então aparecer às pétalas de dentro para fora....
Esse sentimentos que nos incomoda tanto...
Que nos faz parecer tolos e ridículos......
Como tantos dizem, porque não são capazes de senti-lo...
A idade do amor é a idade da eternidade....
Eterno será sempre o amor que brota de dentro para fora....
Eternizar no tempo, na estrada da vida, no buscar e no pulsar dos corações....
Penso que o amor seja uma criança que ao vir ao mundo.....
Pode nos mostrar toda a delicadeza e toda a beleza do criador....
O sol, o céu, o mar, as estrelas , a vida são simplesmente uma forma de Deus...
Expressar seu amor, porque o amor nada mais é....
Do que o próprio Deus se doando para nós...
(Ao meu amado dedico esse poema.)
Sendo Poetisa
Minha sombra
Se concretiza
Nas minhas verdades
De poetisa
Pois devo viver
Com tudo que tenho
Pela porta vou conhecer
No mundo me embrenho
Ja tive tantos amores
Tantos sabores
De todas as cores
Com tantos momentos frustrantes
Eu nem sei mais o que viver
A saudade sempre arde por você
Eu sempre desabafo aqui
É, ultimamente tô muito cabisbaixo
Com lágrimas nos olhos e um pouco de rancor
E lembrando de tudo aquilo que vc causa ou causou
Um poema é muito mais que a escrita
É desejo, é uma alma viva
Simplesmente ouça ou leia
A vida é recheada de momentos
Uma hora você se toca
A paixão é um fogo de palha
Em seguida as cinzas são levadas com o vento
E a falta de ter alguém por perto se deve a ausência de compreensão
Ou o amor que foi em vão
Sinto saudades exageradamente do seu cheiro e do seu abraço
Tudo que envolve você ou de tudo que te rotúla
Até mesmo das suas amigas falando que a gente ia ser sempre feliz
Ou dos inimigos querendo separar a gente por qualquer circunstância
Foi por um triz que não tive sucesso na sua volta
Foi por sua ida que eu me perdi na volta
Foi por todos os espinhos e palavras mal ditas
Que hoje só sobrou cartas e despedidas
Domingos clássicos.
Eu quero uma aventura, uma amizade e um amor de domingo.
Que às vezes me deixe sozinho e ao mesmo tempo feliz e alegre.
Que me saiba esperar e vi até a mim.
Sem ter pressa de amar e de aconchegar.
Que me saiba querer quando há lugar e coração à tua espera.
Eu quero uma aventura, uma amizade e um amor de domingo.
Que se sente tão devagarinho mas ao mesmo tempo feliz.
Que conversa à lareira com o vinho clássico para aquecer o coração de ambos.
O sossego e uma ideia de um gênio com uma mente brilhante e muito fértil.
Sabe a paz e a pão quente da aldeia e bem gostoso e caseiro.
Eu quero uma aventura uma amizade e um amor de domingo.
Que vem e que volta ao ninho e nos diz eu estou aqui.
Que vem e que vai até aos confins da terra e do universo.
E que vem e que vai até a ti.
Ao domingo que sabe tão bem beijar-te e abraçar-te.
Eu quero uma aventura, uma amizade um amor de domingo.
A janela da chuva e do vinho e do amor e da aventura.
De horas cheias de nada te aquecem.
Melhor nada da vida e do momento.
Só e mais nada te diz assim.
Tu e eu, e a almofada e a cama e a lareira.
Eu quero uma aventura, uma amizade e um amor de domingo.
No silêncio que não está sozinho te vem dizer-te eu estou aqui.
De cabelo mal atado mas selvagem e belo.
Maquilhagem de lado porque uma deusa grega não precisa de maquilhagem.
De aconchego infinito deitado ao teu lado.
Eu quero uma aventura, uma amizade e um amor de domingo.
Que vem e que volta ao ninho para te dizer o quanto te desejo e te quero.
Que vem e que vai.
E que vem e que vai.
Ao domingo que sabe tão bem dizer-te estou aqui e vem e que vai.
E que vem e que vai.
Ao domingo que sabe tão bem amar-te e fazer amor contigo.
Ao domingo que sabe tão bem beijar-te todinha.
Ao domingo que sabe tão bem amar-te e sermos felizes neste domingo clássico.
Domingos clássicos.
Eu quero uma aventura, uma amizade e um amor de domingo.Que conversa à lareira com o vinho clássico para aquecer o coração de ambos.
O sossego e uma ideia de um gênio com uma mente brilhante e muito fértil.No silêncio que não está sozinho te vem dizer-te eu estou aqui.
De cabelo mal atado mas selvagem e belo.
Maquilhagem de lado porque uma deusa grega não precisa de maquilhagem.
Exato, tchê. É uma sinuca de dois bicos, é uma tacada de dois legumes. Faca e queijo na mão, berinjela, goiaba, chanflis, toco y me voy, não se passe, venha com você agora toda a virtude que nunca percebestes que o caminho é sem fim desde aqueles momentos que tu viestes ao pranto sem saber qualquer virtude que nunca te acontecestes até tu sentir o que se passa pela tua cabeça porque tu nunca usastes um filtro solar nem um boné. O sol te pegou, a vida garrou, você fumaste, bebeste, saíste, e nem pensaste em trabalhaste porque o trabalho de certa forma te consumistes sem saber o que pensastes da vida. A vida que é uma vida só, que não pega e não passa, não vem e não laça, o laço vem, o laço materno, umbilical, cordão umbilical, cortou no nascimento mas tu ainda guardas o cordão do teu filho num armário porque tu achas que algum dia tu vai ser primário pra achar que o leite materno vai te salvar. Oxalá, passa pra mim, vem, toque y me voy. Traz pra mim de volta a previsão, previsão que pra mim virou apenas uma previsão de vida que já tem um fim. Então eu digo aqui que eu falo do tempo, previsão do tempo. Tempo chuvoso, as vezes sol, as vezes nublado, as vezes com granizo, as vezes seco, as vezes frio, e a vida é assim. Por isso que eu digo que a previsão do tempo é sem fim, mas tudo tem um fim, tchê. E o meu fim chegou, e assim eu vou. Nessa vida que vai ser muito notório, e o pior é que agora com o covid não vai ter nem velório. Então, eu me despeço e dou tchau. Tchau, tchau, tchau.
Mãe Africa.
O que o papá ainda não me contou sobre você?
O desejo é de conhecer-te melhor do que as lagrimas que escorrem no teu rosto, as tuas partes tristes deixam o mundo abalado.
Ajude-me a ajudar-te mãe, a deixar-te sorridente mãe África.
A grama vai continuar a crescer, embora que esteja a ser pisoteada.
Foi assim com aqueles que morreram, em momento algum baixaram a guarda. Nós, manteremos-nos firmes, com ou sem fome, por que a força de vontade é o que temos até de sobra.
Continuaremos a lutar por você, África.
O amigo fiel é aquele para todos os momentos, não guarda rancores mas guarda segredos.
É aquele que está sempre atento para aliviar nossas dores, suavizar nossos medos e nos mostrar que sempre vale apena amar...
A primeira morte é uma coisa terrível, nos sentimos tão vazios, mas com o tempo nos acostumamos com a ideia de morrer e continuar existindo.
Você nunca irá esquecer, até o simples fato de lembrar que esqueceu alguém ajuda na idéia de que você nunca esquecerá.
Não importam os nossos momentos,
esses estão esquecidos.
Defino a paz comigo,
sem bagunçar meu coração.
Não quero reviver essa história,
aquilo que foi, é poeira.
Desfez-me por inteira,
não há o que lamentar.
Nem sei como agradecer.
Podemos nos desconhecer?
Seria um prazer tentar!
