Tag pesquisa
Não assuma como default que qualquer pessoa vai dar certos: achar um matching pode ser mais importante do que se pensa, especialmente para pessoas que seriam consideradas “geniais”, personalidade forte.
Eu tenho a sensação de que pessoas possuem tolerâncias diferentes à negação (burocrática) da escolha: eu tenho pouca tolerância à negação da escolha, em especial burocrática (que é a pior e mais violenta na minha visão).
Ao estudar o assunto para esse livro, notei que as pessoas em grupos de Facebook™ repetem a parte utópica e idealizada do processo, como se nunca tivessem participado realmente de um processo de revisão, ou se participaram, estavam tão alienadas que não refletiram sobre as rachaduras nas paredes
"O que os jovens fazem bem, como ver linhas de tendência no mundo científico, os mais experientes não fazem bem. Ao passo que o que os mais experientes fazem bem, como coordenação e orientação, os mais novos fazem mal. Precisamos de colaborações, não competições fúteis e egocêntricas." paradoxo "síndrome de Cassandra"
a autonomia intelectual ajuda o jovem a expressar sua fênix de criatividade, e com isso, sempre renovar os caminhos tendenciosos e viesados das ciências, especialmente dentro de instituições burocráticas, que podem facilmente entrar em ciclos viciosos em busca de recursos financeiros.
Coloquei dois T’s no Costta
Para ficar diferente,
Para que numa pesquisa
Se encontre mais de repente,
Já que tem Antonio Costa
Por trás da gente e na frente!
“Toda relação tem o potencial de seguir a direção de resolução de problemas, ou polarização : quando seguimos a direção de polarização, mesmo pesquisadores podem se tornar extremistas, emotivos, e apegados aos seus pontos de vista” Manual de bolso do jovem pesquisador
Eu vivo sempre no mundo da lua
Tenho alma de artista
Sou um gênio sonhador
E romântica (o)
Eu vivo sempre no mundo da lua
Porque sou aventureiro
Desde o meu primeiro passo
“As ciências caracterizam-se pela utilização de métodos científicos, mas nem todos os ramos de estudo que empregam esses métodos são ciências.”
Eu tenho a impressão de que além de cortes de verbas que expulsa jovens pesquisadores da carreira acadêmica, a forma como os pesquisadores sêniores tratam esse jovem também contribui muito para a decisão de seguir outras carreiras.
O pior: existe essa narrativa construída de que tem que tratar mal os jovens, isso é necessário. Eu discordo.
Respeito constrói muito mais caráter do que agressividade e humilhação.
Uma das coisas mais difíceis para mim quando descobri o verdadeiro ambiente de um cientista: i) a verdade não é a prioridade; ii) aprender não é a bússola; iii) curiosidade é somente para loucos; iv) o prazer de aprender deve ficar fora do ambiente acadêmico; v) errar não faz parte do jogo. Quem ousa focar em qualquer um desses fatores são expulsos em algum ponto. Diferente do meio empresarial onde o lucro não é surpresa, na academia isso fica escrito entre linhas.
Toda teoria está errada e incompleta em relação a alguma coisa, assim como os mapas. Mapas de uma mesma região diferem de acordo com a finalidade do usuário. Nenhum mapa, tampouco nenhuma teoria, é uma representação literalmente correta de cada detalhe.
A universidade assegura a colocação de elementos intelectuais ociosos da classe dominante, a quem temos chamado a "mão-sem-obra". Este papel adquire suprema importância no país subdesenvolvido, pois lançariam na pura e simples vadiagem social se não encontrassem ocupações simbólicas nas quais se entretenham, justificando na exterioridade uma existência realmente sem proveito coletivo. É aí que intervém a universidade, oferecendo aos marginais superiores as suas cátedras, seus laboratórios, suas conferências, cargos de "assistentes", "pesquisadores", "assessores", etc., e tantos simulacros de trabalho válido. Há neste fato mais do que simples troca de favores. A classe dominante, ativíssima nos seus negócios, sabe muito bem quanto é ociosa, e quase diríamos, parasitária, a existência desses doutores inaproveitáveis... na universidade pouco se trabalha, e dificilmente se estuda... A universidade não foi concebida nem é dirigida em função do trabalho social útil, mas do estudo ocioso, da cultura alienada, da pesquisa fortuita e sem finalidade imperiosa...
A QUESTÃO DA UNIVERSIDADE - Editora Cortez
Para mim, a dúvida não é uma barreira, mas uma força motriz para a investigação. Frequentemente, utilizo-a para questionar e analisar conceitos existentes, além de explorar e considerar novas ideias.
Apesar do sistema de métricas, que vamos criticar aqui, valorizar a padronização: a beleza da inteligência nasce da diversidade. Nenhuma métrica atual consegue pegar isso: toda métrica reduz algo em torno de algo que não é em nome de relatórios e tentativas de usar discursos generalistas, sem embasamento.
A PESQUISA CIENTÍFICA É UMA VIAGEM
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“Iniciar uma Pesquisa, em qualquer campo do conhecimento humano, é partir para uma viagem instigante e desafiadora. Mas trata-se decerto de uma viagem diferente, onde já não se pode contar com um caminho preexistente que bastará ser percorrido após a decisão de partir.
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Se qualquer viagem traz consigo uma sensação de novidade e de confronto com o desconhecido, a viagem do conhecimento depara-se adicionalmente com a inédita realidade de que o caminho da Pesquisa deve ser construído a cada momento pelo próprio pesquisador. Até mesmo a escolha do lugar a ser alcançado ou visitado não é mera questão de apontar o dedo para um ponto do mapa, pois este lugar deve ser também ele construído a partir da imaginação e da criatividade do investigador.
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Delimitado o tema, o problema a ser investigado, ou os objetivos a serem atingidos, o pesquisador deverá em seguida produzir ou constituir os seus próprios materiais – pois não os encontrará prontos em uma agência de viagens ou em uma loja de artigos apropriados para a ocasião – e isto inclui desde os instrumentos necessários à empreitada até os modos de utilizá-los.
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É assim que, se qualquer viagem necessita de um cuidadoso planejamento – de um roteiro que estabeleça as etapas a serem cumpridas e que administre os recursos e o tempo disponível – mais ainda a viagem da Pesquisa Científica necessitará deste instrumento de planejamento, que neste caso também será um instrumento de elaboração dos próprios materiais de que se servirá o viajante na sua aventura em busca da construção do conhecimento. Este é o papel do Projeto na Pesquisa Científica”
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[BARROS, José D'Assunção. ‘O Projeto de Pesquisa em História”. Petrópolis: Editora Vozes, 2004]
Em nossa breve passagem pela vida, cada ato em prol da humanidade é como uma semente lançada ao vento. Na segurança pública, protegemos vidas, mantemos a ordem e zelamos pelo bem-estar da sociedade. Na administração, organizamos recursos, lideramos pessoas e criamos estruturas que sustentam o progresso. No direito, defendemos a justiça, asseguramos a dignidade e equilibramos os pesos da balança social. Na medicina, aliviamos dores, prolongamos vidas e restauramos a esperança. Na docência, transmitimos conhecimento, formamos mentes e inspiramos futuros. Na pesquisa, desvendamos mistérios, impulsionamos o conhecimento e pavimentamos o caminho para inovações que transformam vidas. Nas artes, expressamos a essência humana, damos forma aos sentimentos e preservamos o que é eterno no efêmero. Tenho feito a minha parte em cada uma dessas áreas, deixando marcas no mundo e contribuindo para que ele seja um lugar melhor. Tudo o que fazemos para melhorar o mundo é um eco de nossa própria busca por sentido, uma prova de que estivemos aqui e que nossas mãos tocaram o coração da vida.
✍️...😉💭
Toda e qualquer ventania
que este mundo evidencia,
e transforma em mania,
eu passo pelo filtro da pesquisa.
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Em resumo, estudar fora da bolha ideológica proporciona o progresso. Estudar apenas o que te oferecem é se manter estagnado ou domado. Pesquisar é filosofar com um futuro autônomo.
#th_historiador
