Tag passado
Será que você ainda pensa em mim?
No jardim de promessas que plantamos
Quase não choveu no outono
Não teve nada pra colher
Hoje sou diferente do que eu era
E talvez você nem me conheça mais..
Porque nada volta a ser como era antes
Sento-me na cadeira a frente da janela, relembro o passado, fico meses olhando as estações e nada mudou, continuo no presente.
E o passado não podemos mudar;
O futuro ainda não construímos;
Então...porque não nos permitimos sentir o presente?
Porque nos preocupamos tanto com o passado que já se foi e o futuro que ainda não chegou?
Não faz sentido deixar nosso presente virar passado para só então passar a dar importância!
O passado é doloroso, uma ferida mal fechada.
O futuro é assustador, uma porta aberta, mas com a luz apagada.
E o presente? O presente é confuso, pois é a mistura do passado e do futuro
PASSADO
Passado. Pra que desenterrá-lo
Se já passou e, assim, encerrado
O agrado se foi, então, é andado
É uma lembrança, antigo regalo
Então sinta sem o acaso vassalo
Pois, na recordação está fixado
E no tempo remoto, ali, deixado
O novo, porque não vivenciá-lo
Na verdade, tudo tem um final
E o que importa é estar amado
E na métrica do viver é ser real
E, mesmo que estejas indignado
Cuide bem, e que seja essencial
Deixando no outrora o passado!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02/09/2022, 05’55” – Araguari, MG
Quando olho para o futuro, vejo o presente sendo desenhado, apagando um passado vivenciado, sob a perspectiva de quem simplesmente aprendeu a concluí-lo.
Enquanto a escola não desconectar com o passado que a estrutura, não irá conseguir transformar a realidade de ineficiência que a mesma adquiriu ao longo da história.
O exaustivo discurso que ouvi, quanto educador, durante toda a pandemia foi que "temos que nos reinventar". Na verdade, acredito que a educação nunca saiu do passado porque estamos apenas nos reinventando e mantendo a práxis distorcida da fala.
Não há nada melhor do que esoerar a confirmação de que a tempestade tenha passado, para sabermos se ela foi realmente devastosa, do contrário é aumentar o sofrimento.
A vida é mais leve. A gente que coloca um fardo extra sobre nossos ombros.
Os erros do passado não podem, não devem definir o presente.
No presente acontece o que a gente quer que aconteça.
Não precisamos repetir um erro do passado.
Mas, sim experimentar o presente da vida que Deus nos dá todos os dias.
O caminho mudou apenas em aparência
Os pés são os mesmos
Antes descalços, hoje protegidos pela validade
E caminhamos
Caminhamos em círculos
Outro dia um jovem repetiu os erros de seu avô
A menina usou a saia da avó e foi dançar
Se conehceram no baile
O filho se chamará João, em homenagem ao avô do rapaz
Na parede um quadro velho daqueles pintados,
Têm 3 pessoas muito parecidas
O artista não manjava muito de caricatura
Mas quem liga?
A alegria é relembrar
As esquinas gritam o passado
Até o cheiro é igual
O pão ao menos não mudou muito de uns mil anos pra cá
E nem a fome
Minha pestana é idêntica a de um primo de minha mãe, ele era bem engraçado, não lembro o nome.
Inquietude
Que inquietude sinto ao saber que
a mim esperas ver.
Foram anos de ausência, mas vejo
que não ficastes diferente.
Tua doçura é a mesma, jeito e delicadeza,
são tuas marcas guardadas.
Quando chego ao caminho que me conduz
à ti, o coração dispara chego até a
sentir medo.
Mas quando a mim avistas, disparas em
uma corrida, e logo te sinto pendurada
ao meu pescoço, o mesmo riso, olhar e
beijo.
Volto ao passado, anjo mulher, dona do
meu desejo.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Ciências e Artes
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U B E
Roldão Aires - Poeta da Acilbras
Cadeira - 681
Patrono Armando Caaraäura -Presidente
Se ficarmos martelando sobre a mesma ferida
ela se agrava e demora sarar, então, o melhor a fazer
é procurar curá-la da forma menos dolorida possível.
A fórmula é pessoal, cada um encontra a sua,
uns mais rápido que outros. Cabe a nós encontrarmos
a melhor e ela será aquela que nos faz perceber
que o referido ferimento jã não faz parte
de seus pensamentos, pois o mesmo é passado.
É notável a necessidade que tenho de olhar no fundo dos teus olhos, como quem cuida de uma flor, e deixar que as lágrimas descrevam em atitudes o que sinto.
Reconheço que as palavras proferidas pela minha boca, não são capazes de minimizar, as atitudes executadas pela obra das minhas mãos... Mesmo sabendo que sobre elas não havia consciência alguma.
Minha vontade é de abraçar-te, nem que seja o nosso último contato... Talvez assim eu encerre a nossa história ou me afunde cada vez mais nesse abismo secreto.
Assim com fujo de um raio, me escondo embaixo de uma árvore de você, e sigo escutando dentro de mim trovões, que com tremores me dizem: "volta!".
Algumas vezes é preciso ressignificarmos nosso passado para que nosso passado não determine como será nosso futuro.
