Tag paixão
Há pessoas que se preparam para atravessar a ponte.
Há pessoas que vão de qualquer maneira.
Sem preparo não se irá muito longe.
Com preparo se ultrapassa qualquer barreira.
Imediatista é a PAIXÃO, mas o AMOR é paciente, por isso a PAIXÃO com o tempo passa e se desvanece e o AMOR fica e se fortalece.
Já vi muitos culpados sendo inocentados ou passando a vida sem condenação por seus crimes, mas os que são culpados por abusos relativos ao amor, estes nunca escapam do flagelo.
Sempre teremos novas paixões e isso é muito bom, pois nos tira da mesmice e nos faz sentirmos vivos.
Em câmera lenta
Acompanho o teu suor
De encontro ao meu
A gota da seiva do céu
Ninguém faz melhor
Que você e eu
Entre as pessoas que se amam, sempre tem um apaixonado, o pivô de muitas ruínas, e esse nunca é a gente!
Não sou um grande fã do conceito de “paixão” quando se trata de carreira. Em vez de tentar responder à assustadora pergunta “Qual é a sua paixão?”, é melhor simplesmente observar o que você faz no seu tempo livre quando ninguém está olhando.
“O silêncio é quebrado por suspiro, quando a tenho em meus braços...
Suspiros meus e teus, que se entranham e enlaçam assim como nossos corpos e dedos.
Mãos que percorrem teu corpo, como se amanhã não houvesse... e na verdade, não há.”
Hoje eu quero ficar sozinho. Vagando na solitude. Por vezes, me pego pensando e percebo que não estou só. Encontro-me com um turbilhão de pensamentos. Estes, por vezes, torturadores e, às vezes, libertadores. Começo a falar com alguns deles. Percebo que eles falam, mas são emudecidos, não consigo ouvir, mas sinto, sinto a vibração dos seus movimentos em mim.
Hoje eu quero ficar sozinho. Porém, quero a minha companhia. Quero brindar com ela. Quero comemorar o caos, aquilo ali que nomeamos de sentimentos, seja ele qual for. Nesta festa, consigo bailar com alguns. Outros correm. Outros morrem. E quase sempre sou perseguido, atropelado por algo que jamais pensei que fosse aparecer na minha direção, na minha estrada.
Hoje eu quero ficar sozinho. Sim. Mas quero a sua companhia. Quero te encarar de frente e dizer mil e uma palavras. Faltam-me as palavras. Falta-me a melodia para usá-las na tempestade. O vendaval intempestivo se aproxima. Quais as minhas armas? No momento, o silêncio fúnebre e a Maria Fumaça sentimental. Vejo muitos vagões. Cada um reserva uma surpresa diferente nesse turbilhão de pensamentos. A locomotiva está a todo vapor.
Hoje eu quero ficar sozinho. Não por uma escolha, mas por uma necessidade. Preciso encarar os monstros. Os fantasmas pairam diante do abismo. Acho lindo. Venero-o. Bato continência. Sou regido por ele. Abraço-o. Ao fim, um grande rio... Oh, mãe natureza, brinda comigo!
Hoje eu quero ficar sozinho. Quanto ao amanhã... aí eu já não sei se quererei ficar sozinho. Possa ser que sim e, indubitavelmente, possa ser que desejarei a tua companhia, a tua doce companhia.
É tanto amor, que vazou do coração e foi parar na boca, depositei na sua, na urgência de um segundo beijo, e no terceiro e depois...
Tudo nessa vida me parece que é como um sopro; e, em um simples instante, já não existe.
O amor é agora!
Um dia pensei não haver mais amor,
Pensei que o cinza era a única cor,
Passos vazios dados sem direção,
Vida de rotinas sem comoção,
Até um dia o sol raiar outra vez,
Trazer cor e felicidades ao freguês,
Hoje sinto novamente a esperança,
Hoje deixo até demasiado amor como herança,
Oh minha minha menina,
De tudo és o que de mais belo existe,
Sua essência me contamina,
E o seu amor aqui reside.
Publicado em 1929, "Adeus às armas" é o segundo romance do escritor norte-americano Ernest Hemingway. O livro tem como tema central a paixão de Frederic Henry – que se alista no exército italiano como motorista de ambulância – pela enfermeira Catherine Barkley. Neste romance autobiográfico, a história de amor tem um final feliz, ao contrário da vivida pelo autor. Os protagonistas acreditam que podem se isolar em seu amor, simplesmente afastando-se da guerra. Em 1918, ferido em combate, Ernest Hemingway é internado em um hospital, em Milão, onde conhece a enfermeira Agnes von Kurowsky, por quem se apaixona. Porém, ela não aceita casar-se com Hemingway, deixando-o profundamente desiludido. Narrado em primeira pessoa, Adeus às armas revela-se uma obra como poucas, aclamada pela crítica como o melhor livro de ficção produzido sobre a Primeira Guerra Mundial. Hemingway conduz a narrativa de forma dinâmica, ressaltando o teor dramático da trama e proporcionando ao leitor algumas das páginas mais românticas e comoventes da literatura ocidental.
►Teu Escudo
Oh, minha querida flor que tanto me inspira
Hoje pensei em você, consegue acreditar?
Pudera eu ter o dom de controlar minha vida
Quisera eu ser capaz de me separar,
Desprender deste sentimento que tanto me apavora
Esta sensação, medo, de que você talvez vá embora
Como, amada minha, espera que eu suporte?
Sem ti eu provavelmente aguardaria, em silêncio, a morte
Mas, vida minha, estou buscando amizade com a sorte
Temo não ser forte o bastante para conquistá-la
Tomá-la em meus braços, encantá-la.
Veja, cá estou, choramingando sentimentos
Acordado, para evitar meus pesadelos
De vê-la partir sem um beijo, somente o vento
Murmurando em meus ouvidos em pleno tormento.
Jamais serei Hércules, tão pouco te prometo Aquiles
Um camponês já me serve, almejando aqui
O caminho correto para o arco-íris
Não posso e não irei, te prometer o mundo
Não devo e não irei arriscá-la em apuros
Minha linda prometida, ofereço-te, então, o escudo
Um amor, talvez não mútuo, incerto, inseguro, mudo
Talvez sem futuro, obscuro ou bruto
Mas que, apesar de tudo, transparece
Reflete o que sinto, muito me agrada seu sorriso
Juro, sem rodeios, que és o meu porto, então, te seguro
Meu mundo, confuso, imaturo
Meu mundo, nosso, que prezo, que cuido.
A paixão é um tipo comum de amor, é o amor mais doce e ao mesmo tempo o mais perigoso que se pode dar e receber.
O problema não é a paixão, ou o amor. O problema é a paixão cega, ou o amor cego. O problema é a falta da razão.
A paixão faz atrair e divertir,
o amor faz perseverar e durar.
A paixão foca no ego e nas semelhanças,
o amor busca o entendimento e a adaptação.
