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De que é feita nossa literatura? De obras-primas? A resposta é, mais uma vez, não. Mas quando um livro original é escrito – não aparece um há mais de um ou dois séculos –, os homens de letras o imitam, isto é, o copiam de maneira que são publicadas centenas de milhares de obras tratando exatamente dos mesmos temas, com títulos um pouco diferentes e combinações de frases modificadas. Isso os macacos, essencialmente imitadores, devem ser capazes de realizar, com a condição não obstante de que utilizem a linguagem.
Benditos sejam os que têm olhos encantados, os que são capazes de enxergar em cada pequeno detalhe da vida a grandiosidade da obra de Deus.
Para admirar a beleza implícita em um poema, faz se necessário ler as tristes entrelinhas, esquecidas, incompreendidas, esdrúxulas, mas que fazem todo sentido. Aí está o encanto do rico texto, a confusão que levara o autor a compor mais bela obra.
A verdadeira obra de amor, é acolher tudo o que ninguém mais quiser, porque é tudo que Deus mais quer.
Mão De Obra
O que seriam dos patrões
Se não fossem os trabalhadores
Que costuram os sacos vazios
Que não param em pé?
Que cagada.
- Mesmo a melhor das cobras é uma cobra...
- Concluiu, decepcionado, o pintinho,
Já se transformando em obra.
Todos somos artistas, nossa vida é a nossa grande obra de arte. Uma obra em constante processo, sempre inacabada. A maneira como a fazemos é o que nos torna como somos, é o nosso charme.
Se eu não me amo, não me reconheço como obra de Deus. Logo, não posso amar o outro pois também não o reconheço como alguém que merece ser amado.
"A Obra na Rua dos Debates."
Flávia Falácia e Denis Desonesto eram dois amigos que sempre se encontravam andando pela Rua Dos Debates trabalhando para o Sr. Igor Ignorante.
Todos os trabalhadores que tinham um pingo de integridade intelectual admitiam que Igor Ignorante era um péssimo homem. Até a pobre Letícia Leigo admitia os absurdos do chefe, mas Flávia e Denis sempre estavam do lado dele.
Levantou-se um valentão, Bruno Bacharel, opondo-se com toda sua sabedoria ao chefe, mas não por muito tempo... Igor - sempre junto com seus dois prodígios - não tardou e disse: Vencê-lo-ei! E assim foi; não com argumentação, mas sim com aquele jeitinho típico que já levava o nome da família.
Era impossível opor-se ao chefe, Igor Ignorante. Quem fosse que tentasse sempre era vencido pelo cansaço; sempre ganhava mais trabalho.
Tempo vinha, tempo ia e Igor insistia em aparecer na Rua dos Debates arruinando o Castelo do Conhecimento e sempre cansando os que ali estavam.
Fazer a Obra de Deus não é facíl, primeiro devemos fazer o que Deus planeja e não o que nós planejamos, segundo fazer com a convicção de que as lutas e obstaculos virão, mas a vitória sempre virá no final .
