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Lidar com o desconhecido é sempre lento e penoso. Mas o que é a sabedoria além de aceitar tais penúrias de bom grado, por entender seu belo fim chamado “novo conhecimento”?
Seria mais produtivo tratar o egoísmo como deficiência intelectual, não moral. Se uma questão tem várias faces, a ampliação da que toca a si é um limitador para a compreensão e uma raiz para a estupidez
Posturas menos eficientes podem ser as únicas eficazes: a vida também também pode pedir engrenagem menor.
Escolher os amigos de acordo com seus princípios só não é mais tolo do que escolher seus princípios de acordo com seus amigos. Só posso formar princípios de acordo com o que sinto e raciocino. E só posso formar amigos entre os que discutem cordialmente qualquer princípio.
As leis do lugar onde você vive são as únicas coisas que você tem o dever de saber. As coisas que lhe interessam pessoalmente, você só tem o dever de procurar saber.
É mais seguro se reaproximar de uma pessoa que já te prejudicou do que de uma já prejudicada por você.
Ninguém está livre de ter impulsos idiotas. Mas o que constitui o idiota de fato é não conseguir freá-los.
Em nosso progresso pessoal, algo se mostra tão produtivo no que tange a nossos semelhantes quanto todas as benfeitorias, incluindo os aprendizados: o tanto que conseguimos ser refratários à negatividade deles, e assim livres do fardo que ela representa. A mesma sensibilidade à aprovação alheia, tão benéfica nos primeiros anos de vida, logo precisará ser perdida pelo que nos faz incluir para nós tal negatividade.
Parece-me existir dois tipos muito claros de índole humana, e que naturalmente geram antagonismo mútuo:
Os que fazem da sua compreensão o limite da sua verdade.
Os que fazem da sua verdade o limite da sua compreensão.
Como se sabe, o conhecimento é bom aliado da inteligência, porém virtude distinta. Se assumirmos que configura um tipo de inteligência, por exemplo, compreender o comportamento (ou a condição específica) de um semelhante (ou de si próprio) no que mais lhe pesa, e lhe promover bens maiores do que o conhecimento sozinho poderia proporcionar, conclui-se que ela habita esfera mais ampla, a mesma que a ética, e demonstra-se capaz de transcender os limites da erudição, e limites de (desnecessário grandes análises) espécie biológica.
A partir do momento em que um Ser teme a falta de autonomia, ao invés de temer o desconhecido, Ele automaticamente passa a viver os momentos em que à tem.
O ser humano tem ânsia pela descoberta de sua origem, pois se não se origina de si mesmo, se origina de algo maior e com mais poder, pois foi capaz de se auto criar e criar outrem, se tem a capacidade de se criar, de destruir também a tem, portanto a ânsia de descobrir uma origem vem da necessidade de barganhas para viver bem ou simplesmente viver, encontrando então como um dos sentidos da vida manter a própria existência.
NOSSAS ALMAS SE ABRAÇARAM...
COM O MESMO AFETO QUE UMA MÃE ABRAÇA UM FILHO...
E DESDE ENTÃO NUNCA MAIS SE SEPARARAM...
MESMO OS CORPOS DISTANTES PERMANECEM UNIDAS...
TAL QUAL O PARASITA A ÁRVORE...
QUE SE LARGA... MORRE...
A fé e a ciência ocidentais me ensinaram que minha mente administra meu corpo. Os anos por sua vez me mostraram equivalente necessidade do corpo comandar a mente, epecialmente na letargia ou na hiperatividade desta.
A Filosofia e muitos filósofos nos ensinaram a pensar, mas somente Nietzsche nos colocou com os pés na terra! Já em minha atividade filosófica vos convoco ao inferno mais profundo da consciência Social.
Por trás de qualquer vantagem da consciência sobre a fé; da laicidade sobre a religião, e da ciência sobre a pseudo-ciência; existe no fundo uma só: estas se apresentam como meios viáveis de comunicação entre todos. Agora, se a comunicação de fato entre as pessoas não for possível, um breve apocalipse parece uma hipótese bem provável.
