Tag neve
Preciso disso...
Uma casa com a neve lá fora embelezando a paisagem,
as montanhas protegendo dos ventos gélidos,
o sol aparecendo brevemente entre as nuvens,
e você em frente a lareira para aquecer o meu coração.
Passagem aberta
Uma passagem foi aberta,
do outro lado da ponte vejo uma fogueira implorando mais uma companhia,
a noite cai, a lua ilumina as estrelas da cidade, ilumina os nossos olhos tão próximos,
a neve é a dona do terreno, o mar é o artista principal apreciado do alto da montanha gélida,
vale a pena deixar os sentimentos flutuarem nas enormes ondas da imaginação,
logo atrás, na casa com o teto coberto de neve a luz está acesa me convidando para entrar,
na montanha russa dos sentimentos encontrei um espaço em aberto, então tirei minha armadura e relaxei no templo do prazer, no tempo dela.
Mudando o cenário
Nas montanhas, no rio, na floresta a neve por toda parte,
a cor predominante é o branco,
dos altos e baixos, das idas e vindas o vazio é gélido é implacável,
não tão distante até aonde a minha vista pode alcançar um fenômeno da natureza quer se expressar,
vejo explosões em forma de fumaça gigantesca atingir o céu,
sinto o chão tremer com a mesma energia de um coração apaixonado,
o vulcão quer ganhar vida, quer mudar todo o cenário ao seu redor, sua força já está sendo sentida, suas mudanças já estão sendo vistas a distância.
E então, no topo daquela montanha a delicadeza da neve branca é tocada suavemente pela leveza das nuvens numa comunhão de paz e harmonia daquele fabuloso céu azul.
Saindo da bolha...
Dentro de uma bolha de gelo cercado por neve e com o tempo fechado a vários dias não pude ver nada de novo, nada de especial,
até que o sol brilhou novamente e deu vida assim como visibilidade aos meus dias, então pude voltar a sonhar de novo.
Neve
Nada existe
Nada se cria
Tudo se perde
Tornando branco
Onde outrora havia esperança
Agora só há de existir você
A gélida brancura
Ao redor árvores aos montes perdidas; cegas no seu branco
Buscando a luz que nunca vem
O Sol que Deus destruiu há tempos não mais aquece
Entocado estou
Ó abrigo de madeira
Agasalha mim do frio
Agasalha mim da própria perversão
Afasta mim de lembranças de outrora vida
Tão jovem era antes do branco eu pintar de carmesim
Num acesso de incoerência as ações brotaram
Fiz uso da cor proibida
A essencial cor da vida
A sua vida feita
Perante meus moldes
Dando a ti novo significado
Escondida e imaculada
Abaixo das copas das árvores
Almejando partir em voo
Porém não consegues
E permanece aqui comigo
Nesse mundo coberto por neve
Quando avisto em busca de alimento
Um cervo que se via preso
Pela própria Natureza
Cruel Natureza
Apronto meu instrumento de pintura
E num repentino soslaio
Personificada a belíssima Liese
Bem a minha frente
Sorrindo
Me esvaziando no olhar
Me matando no olhar
Me acusando no ato
Tento me aproximar
E ela começa a fugir de mim
Em tentativas horrendas em neve espessa
Eu chego enfim
No abismo
No limite do meu mundo
Para encontrar
Apenas restantes pedaços de vestido
Vestido esse cor sangue
Cor desvairada
Cor quebrante
Cor que clamava meu nome
Para usufruir dela
E assim o fiz
E nesse abismo feito de gelo e sangue
Eu hei de perecer
Igualmente como fiz a ela
Em culpa
Cheio da lúrida
Cheio da adoração
Mas ainda assim
Redenção não existe
Para meu glacial coração em danação
Se perdeu em teu vermelho.
Intensos
Fogo na lareira,
dois copos pintados de vinho sobre a mesa, dois corpos se estudando anatomicamente,
Vestido curto vermelho, clima temperado com o bom perfume,
música romântica ecoando entre as montanhas, olhares e risadas invadindo a noite,
Alguns gritos animados são ouvidos, algo esta acontecendo!
Até a curiosa da neve começou a derreter bisbilhotando da janela.
Peguei um pouco de neve e as espremi nas minhas mãos esculpindo-as num formato de bola,
logo, lancei em direção ao céu,
então percebi que havia criado um sol.
E eu que sonhei, que estava indo pra casa, junto com a minha filha, e de repente senti frio, olhei pro chão estava congelado, pensei, porque não vim de bota?
Olhei ao redor e estava nevando!
As pessoas felizes brincando com a neve, enquanto isso eu tentava abrir a câmera do celular para fotografar e não conseguia, então já brava perguntei pra minha filha:
- Você fotografou isso?
E ela toda feliz responde:
-Claro, fiz fotos e vários vídeos.
Olhei, peguei, vi a neve caindo, senti ela no meu rosto e falei:
-Então é só isso?
E acordei, e pensei:
Maria, Maria, você teve um sonho lindo, você sentiu e nem ligou, como você está insensivel!
Acordei brava porque não aproveitei a tal da neve!
No inverno, a natureza descansa, Em um manto branco de frio. Mas mesmo sob o gelo e a neve, A vida aguarda seu renascer.
Branca de Neve
Me chama de anão e me faz Feliz.
Não me deixa Zangado
Posso até me tornar Dengoso, se preferir
Mestre já seria um desafio a minha natureza. mas...
Dunga eu não consigo, eu uso barba.
Quem sabe ainda podemos tirar uma Soneca, juntos.
E se você gritar Atchim eu digo saúde.
MC
"Todo mundo morre, mas ninguém se vai. Alguma coisa fica, talvez a melhor parte. Afinal, neve é só neve quando cai, e todos nós vamos derreter um dia. Um senhor triste uma vez disse: 'O que sobrevive é o amor.'"
"Contam que séculos atrás um jovem casal fugiu pra que pudessem ficar juntos. Mas quando ele foi caçar, ele caiu numa espécie de poço que estava abandonado e morreu. A jovem não sabia da sua morte e se perdeu na floresta procurando por ele e nunca mais saiu de lá. Dizem que até hoje ela segue procurando seu amado e que é possível vê-la chamando e procurando-o na floresta nas noites de lua cheia. A irmã dela, que era muito apegada à moça, construiu uma fonte dos desejos igual à que a jovem desparecida admirava num livro. Ela jogou a primeira moeda e pediu que a irmã voltasse, mas ao invés disso, naquele ano, nevou. Muitos consideraram um “milagre” pois não nevava ali há quase um século e a garota desaparecida sempre teve o sonho de ver a neve que via nos livros. Desde então, todo ano, naquela época, não falta neve em Boaventura." Trecho de Amor nos Tempos de Quarentena
Apesar de a neve estar embargando seu coração agora, sua essência ainda está orientada para o sol que dissolverá a neve no momento que você abrir a porta de lá dentro. Eu sou a lua, você é o sol, eu sei que não podemos existir ao mesmo tempo, mas quando o eclipse engendrar, segure minha mão.
Por um acaso, cá estou, em recesso. Em recomeço quanto à minha identidade.
Espelho-me em sorrisos alheios e vozes doces. Desaprendi daquilo que me mantinha em bom humor.
Como em um inferno, astral, psicológico. Fase de sofrência.
Acumulam-se feito bolas de neve, os sentidos mais frios.
DERRETENDO
Não há o que escrever no fim da noite
Todas as ideias estão sob açoite
E nem mesmo com a chuva a cair
Não irá irrigar um novo sentir
Então por isso há que ser muito breve
Urso polar tão branco quanto a neve
E na escura geleira da consciência
Brecha de luz aquecendo transparência!
FADA PLUMINHA
Por onde anda seu marido?
Já não tinha mais o que ver
Caminhou por uma linda estrada
partiu, cessou de viver
O homem, foi honrado
quando em vida, sempre humilde
Sua esposa não deixou só
a bruxa, viúva, Matilde
Era mãe de duas filhas
amor pra uma, pra outra nada
Assim vivia a filha Clotilde
e Florença, a enteada
Pra Florença, só trabalho
apesar de seu esforço
Pra legítima, preguiçosa
deseja um belo moço
A beira de um fonte
Florença sempre ia fiar
Após um súbito cansaço
na água o fuso foi parar
E agora, o que eu faço?
Pensou Florença assustada
Se eu volto sem o fuso
Matilde fica revoltada!
Se esforçou para pegar
mas na fonte ela caiu
Muita água, pouco ar
desmaiou de tanto frio
Em um jardim maravilhoso
a jovem moça despertou
Vou fazer um ramalhete
a primeira coisa que pensou
Ao andar pelo jardim
escutou com atenção
A voz vinha de um forno
quem falava era o pão
- Florença, me tire daqui e me coma
será uma satisfação!
- Se demorar mais um minuto
virarei um pobre carvão
A menina agiu rápido
comeu o pão, não deu bobeira
Eis que surge uma outra voz
dessa vez, a macieira
- Colha aqui minhas maçãs
sei que devo merecer
- Estão maduras e pesam muito
não prestarão se apodrecer
Sem se quer pestanejar
atendeu e nada mais
Colheu todas e comeu algumas
dividiu com os animais
Continuou a caminhar
e encontrou uma velhinha
Se tratava de uma fada
a velha, fada Pluminha
A fada sacudia os travesseiros
e caia neve de verdade
Mas a força pra sacudir
se perdia com a idade
Vendo o esforço da senhora
se ofereceu pra ajudar
E na casa da velha fada
por um período foi ficar
O tempo foi passando
Florença não precisava mais de explicação
Fazia todos os afazeres
no sorriso, satisfação
Abriu os travesseiros na janela
e na chegada do inverno profundo
Sacudiu os travesseiros
e fez nevar em todo o mundo
Veio então a primavera
mas era chagada a hora
Com a benção da velha fada
se aprontou e foi embora
- Espere minha querida
sei que parece clichê
-Eu achei isso no lago
acho que pertence a você
Agradecida pegou seu fuso
e voltou sem acreditar
Mas no meio do caminho
seu vestido sentiu pesar
Olhando para suas vestes
se deparou com um tesouro
Viu os trapos que vestia
se transformar em puro ouro
Chegando em sua casa
contou o que aconteceu
Sua irmã e sua madrasta
do coração quase morreu
Se o que dizes é verdade
também posso conseguir
E os passos da meia-irmã
Clotilde decidiu seguir
Foi na fonte, jogou o fuso
fingiu até se afogar
Acordou em um jardim
soube que era o lugar
Viu o pão pedir ajuda
deixou que virasse carvão
Disse a pobre macieira
- Seus frutos apodrecerão!
Entrou na casa da velha fada
mas nunca quis ajudar
E nesse ano o inverno
nem se quer ousou nevar
É chegada a primavera
a moça decidiu partir
Vou ganhar o meu vestido
pela porta vou sair
No caminho olhou pra roupa
estava da cor do azeviche
E pela sua ingratidão
recebeu todo aquele piche
Antes que Clotilde voltasse
com seu vestido divino
Florença saiu de casa
era dona do seu destino
A neve matinal se despede da longa noite, fria… Parece uma artesã a bordar a minúcia das rendas com a sua luminosidade, acumulando invernos.
Vivemos em uma era singular, muitas vezes rotulada como a “Geração Floco de Neve”. Testemunhamos uma revolução global atípica, onde a menor das contrariedades parece nos ferir profundamente, fragmentando nossa resiliência emocional. Lágrimas são derramadas por trivialidades, como um suflê que não cresceu como esperado. Além disso, as amizades que cultivamos tendem a ser cada vez mais digitais e efêmeras, levantando questionamentos sobre sua autenticidade. A incerteza se faz presente: esses laços virtuais representam conexões verdadeiras?
Inadvertidamente, caímos em armadilhas de autossabotagem, infligindo danos a nós mesmos. Experimentamos uma solidão palpável no mundo concreto, onde o calor humano dos abraços e a contemplação de um pôr do sol sublime se tornam experiências raras. Quando olhamos para trás, somos tomados pelo arrependimento de não ter valorizado cada momento ao lado daqueles que amamos.
O Ciclo das águas
Nascendo como simples riacho na neve
Este Rio desce silenciosamente
Em suas águas há um encanto
De uma beleza natural harmônica e única
Estar diante dele é sublime
Os pensamentos entram em conexão com a natureza
Através de um magnetismo que inspira esperança e fé
Em sua trajetória percorre vasta planície
Até chegar ao encontro das águas
Onde duas forças naturais lado a lado
Se transformam no maior Rio do planeta
Seguindo em frente de forma esplendorosa
Até derramar-se no Mar
Quando o Sol aquece os oceanos
Suas águas se evaporam
As correntes de ventos espalham este vapor que se transforma em nuvens
Que se condensa em gotas de água que cai em forma de chuva, gelo ou neve.
Ele me confundiu
com o grande amor da vida dele
e exigiu
tudo para si
devo admitir
por um tempo foi demais
até tentei, mas errei
por achar que ele também, seria isso tudo pra mim...
Que te sirva de abrigo
todo silêncio que criaste
toda escuridão que buscaste
que a pretensão não consuma
aniquilando juramentos
a paz, arquitetada pelo céu
que te sirva de exemplo
ainda que nem todo amor valha a pena
ainda que os sonhos não sejam todos bons
ainda que ainda, resistam alguns aindas
que te sirvam de estradas
para que vás, onde teu desejo levar
e por lá fiques, até entenderes
que ao meu lado, era o teu lugar...
