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"Pena que os túmulos mintam ou, no mínimo, omitam. Se contassem a verdade, permitiriam que os mortos fossem professores dos vivos: 'Aqui jaz uma besta que pagou com a vida para aprender a não ser otário'."
("Eu matei JK". Editora Pandectas)
Os mortos não cheiram rosas
Não recebem lírios
Não amam margaridas
Os mortos não ouvem os prantos
Não lêm elegias
Não nos ouvem os cánticos
E tu não nos vês aqui
Chorando por ti
Os mortos não lembram os dias
Não pensam nas memórias
Não sabem das horas
Os mortos não sentem o peso
Não sabem o que penso
De nós não têm dispreso (talvez nem apresso)
E tu não nos vês aqui
Lembrando de ti
Os mortos não choram nossas lágrimas
Nem doces, nem salgadas
Não choram nossas máguas
E Os mortos não cheiram rosas
(Vermelhas, pretas, azuis...)
Não lêem prosas
Nem lembram das glosas
Inspirado por: Adilson Saprata
Posso não seguir as regras, mas vou te dizer uma coisa: se seguíssemos o manual, nós estaríamos mortos agora!
não entendo porque as pessoas desejam tanta luz aos mortos. excesso de luz ofusca, até cega. prefiro a penumbra, a luz indireta e suas sombras, o amarelado dos contornos não cem por cento definidos. a luz precisa dar margem à dúvida. quando eu morrer, e isso não está longe, desejem-me um abajur.
Poesia, um rabisco no papel? Uma frase a ecoar? Uma perda de tempo ou uma vantagem para sonhar?
Sentado numa mesa tenho a oportunidade de aprender, não apenas física, matemática, biologia ou português, posso rasgar às páginas e descobrir que sou livre para pensar, e ser quem sou, que o sentindo da vida é viver.
Eu? Nasci para aprender, para sonhar, desabravar o mundo pelo meu olhar, sem pressão social porque como tinta no papel sou livre para criar a minha própria história, fazer memória e recriar.
Sim! Recriar meu próprio passado dilacerado, sufocado e apertado, recriar não o tempo, que não se altera mais, mas beija-lo e fazer dele o meu próprio amor.
Porque é amando o tempo que a gente se ama, e é nos amando que conseguimos amar de verdade quem está ao nosso redor, é se doar sem se sufocar, sem pela corda dar um nó, mas construir laços de amor.
É vibrar como a flor a desabrochar, com o canto do pássaro que nos faz sonhar no ritmo de nossos próprios passos, pois cada um tem seu caminhar, de forma singular, de abraçar, de amar, de fazer e ser feliz.
Sonhar? Sim, sonhar! Por que não? Oh, vida! Não permitas que meus sonhos sejam retirados por ninguém, pois não quero chegar ao fim da vida, sem notar que a minha cortina fechou sem aplausos, não por que mereço, porque digno de nada sou, basta o meu respirar e nada mais, apenas gostaria de dormir tranquilo e ao chegar o fim do dia , simplesmente sorrir, e quando os meus olhos no último instante fecharem, eu descobrir que fui o homem que deveria ter sido, ter aproveitado cada instante de sopro que a vida nos dar, se hoje não deu, agora eu ainda posso sonhar e mudar minha própria realidade, ser diferente e fazer diferença, independente de crença eu quero olhar daqui de cima, enxergar o mundo de forma diferente, mudar a vida de muita gente.
Porque um dia eu fui transformado por alguém que me permitiu contemplar o que nunca avistei, agora posso concretizar o que sempre sonhei.
Muito obrigado!
O Capitão,
Meu capitão!
Toma-me como cifra ... como a um acorde toma me e faz me "ser"
Vem e move o fluir do teu querer
Na direção dilascerante e estonteante não há voz ...
Minha mente o meu querer ...
Cega-me a um olhar que se perde ... e minha morte q se demore ... pois oque sei da alma q ferozmente me domina até o fim, é que em ti meu corpo respira ...
Tempo do corpo tempo da fome ... toma-me e torna me por entre os vãos de suas mãos purpura tátil, matéria lúcida no seu destino, e vou morrendo novamente ... aos poucos ... febril ... noturno ... insone ... desde sempre em mim ... um sopro sem fim ...
Vem ... toma-me ... aos amantes é lícito o muro dos mortos ... O tempo pode ao morrer ou viver ... renascer .... e quantas vezes em mim há de morrer ... portanto apenas toma-me.
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Eu sei que o medo é uma droga pesada
E na porta do céu,
Eles pesam as almas dos mortos
Só me interessam correntes de ar quente
E o que sente um golfinho
Nas grandes rotas do mar.
Eu não tenho casa, eu não tenho grana,
Vai fazer frio, vai fazer frio
Benditos são os mortos e os não nascidos, malditos somos nós, os vivos, aprisionados nesta terra de amargura, dor e sofrimento, onde para ser exaltado você precisa primeiro ser humilhado!
"Caros mortos/vivos,"
Quantos de vocês,
realmente tiveram
vida?
Quantos de vocês,
viveram vocês mesmos,
ao invés de viver os outros?
Caros mortos,
Quantos de vocês
viveram mais que muitos vivos?
Caros vivos,
Quantos de vocês
já estão mortos por dentro?
Caros mortos/vivos,
Quantos de vocês
deixaram de viver?
O episódio da transfiguração no monte Tabor, em que Elias ascendido e Moisés falecido se colocam ao lado do Senhor glorioso alcança com estupor os olhos de Pedro. Isso o intriga por descortinar uma nova realidade: "eles estão entre nós!" Constatou isso a pedra fundamental da igreja.
Ó, morte, onde estás?
Entre os que a abraçam a negação da Verdade e da Vida.
GUERRAS
De um lado alardeiam
MEDIDA E JUSTIÇA…
Mas trabalham a força.
De outro lado clamam
RETIDÃO E MORALIDADE…
Mas usam mentiras.
Não há JUSTIÇA e MORALIDADE na guerra
Matanças trazem o pior de nós
Ódio sem fim se alastra;
Não controlam população
Não treinam soldados
Só monstros e mortos.
Virtudes… Só na PAZ…
VERDADEIRA…
A união de todos os conceitos;
A tolerância a todas as crenças;
A preservação de todas as culturas.
Onde os fortes protegem os fracos,
Os pequenos respeitam os grandes.
Todos compartilham
A graça da terra,
A bênção da água,
A beleza da vida;
Ou perderão TUDO
São os verdadeiros loucos os que praticam rituais que invocam os mortos.Não são irmãos dos filhos de Deus.
Nem os mortos são privados do direito de existir, pois até mesmo eles, sempre viveram e sempre existiram nas mais profundezas intimidades da consciência humana.
As histórias contadas pelos mortos são fundamentalmente diferentes, porque elas não são contadas para esconder as feridas deles.
2 de Novembro
E hoje na cidade dos mortos, há flores, choros e gemidos.
Amanhã, as flores estarão mortas. ''E os mortos, de novo esquecidos''.
Dito transtorno orgânico;
Aonde a maioria não vê é ataque de criaturas em decomposição se utilizando de seus campos elétricos de terminações nervosas que transitam ilegalmente na dimensão da terra através dos centros de luz e reuniões de energia.
"Sou uma lenda em minha mente; Lá e somente lá, mantenho os mortos, vivos e alguns vivos, mortos; Lá e somente lá, meu navio dos sonhos não ficará à deriva e chegará ao seu destino em tempo hábil."
A psicanálise proporciona ao sujeito, andar pelo lado escuro da rua sem medo, passar na porta do cemitério a noite e não temer os mortos.
Estão cientes de que a base da sociedade é o confinamento respeitoso dos mortos? Deixamos de ser primatas quando cavamos os primeiros túmulos. Foi o nascimento da civilização. E será o fim dela quando pararmos de honrar os que vieram antes de nós.
Hoje é dia dos finados !
Amei em vida , fiz homenagens em vida,e textos de aniversários.
Não esqueço datas de aniversário,nem de morte ,e até mesmo de um dia feliz.
Vivi os verdadeiros lutos , aprendi a deixa-los em paz ,pois o que fiz foi em vida .
Ame o seu próximo hoje , pois debaixo da terra ,ninguém ouve um "eu te amo "
