Tag moderno
Os indígenas em seu nudismo selvagem conseguem manter o respeito e o trabalho mútuo entre eles, enquanto nós, vestidos da sabedoria do homem moderno, nos atropelamos nos interesses que nos afastam da coletividade.
Estamos em 2020 e o meu liquidificador ainda consegue ligar mais rápido do que o meu computador com processador de alta tecnologia.
Soneto do(a) lobo/ovelha
Somos todos brancas ovelhas,
Em um rebanho soturno e misterioso
Quando da verdade ascendem a centelhas
Adentro no rebanho surge um lobo.
O preço faz caro, muitos danos e perdas
Livres ao caos, reluzem as máscaras
Caídas na grama entre tantas ovelhas
Qual for lobo, não será identificada
Sou eu, um lobo ovelha?
Ou uma ovelha lobo?
Um caçador dissimulado, de fábula velha
As máscaras estão aqui e também ali
Criamos nossa própria ovelha
E andamos pela sombra, disfarçados por aí.
O homem moderno perdeu o brilho no olhar, por não saber sonhar.
Vivemos a pré historia intelectual e nos glorificamos pelo avanço tecnológico.
Amor moderno.
Para alguns não sabe amar,nem oque é amor.
Eu confesso que amo demais.
Amor moderno há muitas formas de amar.
Amor a distância
Amor sem rosto sem perfume.
Amor com paixão.
Amor que escraviza.
Amor proíbe amar.
Amor violento e triste.
Amor wasp.
Amor face.
Amor de promessas não cumpridas.
Amor de chorar saudade,mesmo de mais dadas.
Amor a três.
Amor calado.
Amor que se falar poucos vão aceita.
Amor sem cor ,sem tabu.
Amei, e amo todos os dias ,cada olhar ,cada sorriso a cada toque de mão.
Vou amar sempre sem medo me machuca ,amor não machuca amor e lembrança e saudade e vida no leito de morte.
16.02.22 A.:t.:d m3squ1n1 A13x
Mesquini Alex.
Sua chance de errar será maior se sucumbir aos tempos modernos do imediatismo, pois até as máquinas tiveram seu tempo de evolução.
O ditado olho por olho e dente por dente se encaixa perfeitamente nos relacionamentos modernos do moderno século 21. Quem trai é traído por vingança. Quem é traído se vinga.
Fica de exemplo aqueles poucos e raros casais de velhinhos que se casaram século passado e continuam a ser felizes e fiéis. Quem disse que a modernidade é próspera perdeu o olho no ditado acima ditado.
Estamos numa época que eu chamo de inversão de valores: tudo que tem valor tornou-se obsoleto e tudo que tem preço passou a ser moderno.
Em meio a pressa do mundo moderno, o homem se perdeu de si, pois em seu caminho, passou a enxergar apenas o externo.
O consumidor é ambíguo e controverso, ele paga pela elititização em vez da simplificação. Paga pela sofisticação tecnológica, pelo visual atraente, por vendedores visualmente apresentáveis, por uma aparência bonita e moderna.
Se ser “moderno” é ignorar ou mesmo infringir um modelo padrão tradicional e ser “ultrapassado” é seguir o modelo familiar judaico-cristão; então prefiro seguir o arcaico e ser chamado de quadrado! Pelo menos não trairei minha consciência lógica e isso mostrar-se-á que não tenho uma mente cauterizada!
Bem-vindos à modernidade
Vivemos novos tempos. Tempos dito modernos ou contemporâneos, tempos de mudança e transformação. Tempos de inversão de valores, perda de princípios morais e éticos e afastamento de Deus.
Tempos de sexo fácil e amor difícil.
Tempo de corpo belo e alma feia.
Tempos de copo cheio e alma vazia.
Tempos de corpo sarado e mente doente.
Tempos de bandidos soltos e cidadãos de bem presos atrás das grades da própria casa.
Tempos de muitos contatos e poucos amigos.
Tempos de diminuição da fé e aumento da solidão, depressão, angústia e ansiedade.
Tempos de famílias juntas na selfie perfeita e separadas por quilômetros de ausências dentro de uma mesma casa.
Tempos de fartura de celulares, tablets, lep tops, jogos eletrônicos e escassez de livros.
Tempos de variedade na mesa e falta de vitaminas no corpo.
Tempos de muito tempo nas escolas e pouco aprendizado na mente.
Tempos de apreço das marcas e grifes e desprezo do diploma.
Tempos onde a beleza é prioridade e conforto é deixado em segundo plano.
Tempos de rapidez tecnológica e lentidão dos serviços de saúde, educação e transporte.
Tempos de encurtamentos das distâncias e distanciamento de Deus.
Tempos de pais ocupados demais e filhos com muito tempo sobrando.
Tempos em que tudo se arruma com cirurgia plástica, mas o caráter fica cada vez mais distorcido.
Tempos em que o professor faz papel de pai, enquanto o pai curte descompromissado a sua vibe.
Tempos em que as crianças são estimuladas a se tornarem adultos precoces, ao passo que, os seus pais decrescem dentro da síndrome de Peter Pan.
Tempos onde as mulheres trocam filhos por amores virtuais cada vez mais passageiros.
Tempos de muito barulho e pouca música.
Tempos de muitos presentes aos filhos e pouca presença.
Tempos de muitos parceiros e nenhum compromisso.
Tempos de redes sócias cheias e teatros, cinemas e bibliotecas vazias.
A verdade é que, mais do que tempos modernos, vivemos tempos de destruição e desprezo do que tem valor e de uma supervalorização do que tem preço.
É feliz quem tem muitas historias e sorrisos espontâneos para contar, e nenhuma necessidade de provar que é feliz.
O homem moderno tem a mente extremamente treinada e o coração negligente, sabe muito de negócios, mas queda no amor.
Nada é tão perigoso como ser moderno demais. Fica-se com uma tendência a virar antiquado de repente.
As temidas Flores do Feno.
Plantas de caule brilhante
e negras como cipo,
muitas, dezenas de flores.
De um rosa sujo e amarelo manchado
que teve fim em garagens esquecidas.
Flor, flor amarela, flor pintada em jardim.
Flor durona e feia de espinhos
ventando pra tão longe.
Tenho que levantar e pegá-la de novo,
mas sou arvore sem folego, e ela
flor do mundo. Seca, gasta, quebradiça.
São muitas, dezenas,
onde nesse mundo obvio
carrego suas pinturas na grama
como um louco moderno.
...Locke negou a existência de ideias inatas. A mente é um papel em branco, no qual as sensações escrevem suas impressões, que a mente combina em ideias mediante a reflexão
