Tag memória

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Eu sempre acreditei em saborear os momentos. No final, eles são as únicas coisas que teremos.

Deixamos algo de nós mesmos para trás quando saimos de um lugar. Continuamos lá, apesar de termos partido. E há coisas em nós que só podemos encontrar voltando lá.

As pessoas têm o hábito irritante de lembrar coisas que não deviam.

LUTO

De vez em quando... as estrelas necessitam brilhar mais...
E, aí, elas recrutam novos aspirantes, aqui na Terra.
Talvez, um deles possa estar brilhando somente no seu coração
Aí, sentem vontade de cintilarem para todos, no horizonte...
Para quando olharem para baixo,
Verem, como foi válido o seu esforço, e bendita a sua jornada...
Não chore! O reflexo das estrelas poderá ser visto até nos rios...
Basta que fiquem calmos, para que se possa ver, o esplendor do seu brilho.

*Em homenagem, à memória de todos aqueles que amamos... e que já partiram...

Saudade, em partes...
(Nilo Ribeiro)

Hoje minha saudade está dividida,
cada parte com sua estória,
cada estória tem uma vida,
cada vida a tua memória

a parte do teu corpo,
tão belo, tão esguio,
me dava tanto conforto,
mas também desvario

a parte da tua fala,
tua voz doce e meio rouca,
na conversa a paz buscava,
minha paixão ficava mais louca

a parte da tua alma,
que comungava com o espírito,
nosso caminho era de calma,
transcendia o infinito

a parte da elegância,
a parte da nobreza,
você é toda exuberância,
mulher de rara beleza

a parte da solidariedade,
o teu coração doador,
ser humano de muita bondade,
mulher com aura de amor

minha saudade está assim,
em partes ela se manifesta,
tenho por você amor sem fim,
e é assim que ela se completa...

Sentir saudade não significa que queremos voltar no tempo para reviver algo, mas que vivemos momentos incríveis com pessoas especiais que ficarão para sempre em nossa memória.

A censura nunca acaba para aqueles que vivenciaram a experiência. É uma marca no imaginário que afeta o indivíduo que sofreu. É para sempre.

Nadine Gordimer
Censorship and its aftermath (1990).

Nota: Trecho de discurso dado em 2 de junho de 1990, pelo Dia Internacional do Escritor International Writers' Day, para a PEN International.

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⁠Apologia da dor menos recente

Na indecisão clássica de suas responsabilidades e desprovido também de memória auto-valorativa, o sujeito faz apologia à dor menos recente, com o pressuposto de que ela está parando de latejar. O homem sobre o qual se faz apologia aponta para si o simulacro de uma vontade gigante de não transformar.

⁠O esquecimento é uma prateleira na memória onde a gente arquiva as lembranças. 

⁠A nostalgia é uma forma de lembrar pessoas, lugares e coisas, e desejar que não tivessem mudado. Tem uma certa doçura.

A vida é feita de memórias.

Memórias: 
o mais valioso e efêmero bem que o ser humano possui.⁠

Na memória
Pequenas palavras e vivências
De momentos inesquecíveis.

⁠Eu deveria ter dito que te amava todos os dias. Eu deveria ter te dado as estrelas. 

⁠Minhas cicatrizes me ensinam que sou mais forte do que aquilo que as causou. 

⁠Esse ligeiro desaparecer,
Que a memória devora,
Faz daquela presença,
Que parecia eterna,
Que tudo preenchia,
Exaurir,

⁠MINHAS MEMÓRIAS

Já dormi soluçando de tanto chorar
Também ri de doer a barriga
Tive bons amigos
Como sei o que é traição
Fui ferida
Causei algumas dores
Já amei e fui amada
Perdoada e também perdoei
Dancei sem música sem importar com o ritmo
Já perdi o avião
Caí de bicicleta
Chupei fruta direto do pé
Já arranhei o joelho
Quebrei a cara
Parti o coração
Sou feita de tantas memórias
Não importa se doces ou azedas
Ainda acho que a vida é perfeita
Cada qual é parte de mim.

⁠Nossa história será contada por aqueles cujas vidas afetamos positivamente, pelas amizades sólidas que cultivamos.

⁠a saudade é um barco velho
trazido desde longe pelo leito do rio
quando encalha na margem da memória
faz chorar quem desembarca o vazio 

Alguém se lembra do cheiro do seu cabelo.

⁠Algumas coisas você vê melhor de olhos fechados.

⁠O homem não será lembrado pelas leis que seguiu e sim pelas regras que quebrou em prol de suas virtudes. 

A⁠cesso de uma memória construída

Como descrever aquele momento? Estava calor, você foi se refrescar com uma mangueira de água encostada sobre a grama baixa, e eu, ali de longe vendo você, resolvi também me juntar!
Como a cena de um filme, você pegou a mangueira, abriu a agua de uma forma que ficasse pulverizada e começou a brincar, me molhando como se fossem duas crianças se divertindo sem preocupações. Nesse momento a água atingiu minha face, fazendo com que eu ficasse com os olhos fechados. Senti o momento, o riso, a brincadeira, a alegria e a refrescância. 
Abro meus olhos lentamente, em meio pingos orvalhados, escuto seu doce sorriso, e, por fim, te vejo em minha frente. Sua alegria me toma e irradia, seu olhar me observando enquanto discretamente afrouxo meu sorriso junto ao teu.
Assim está feito e memorizado, um pequeno e rápido momento, que em minha mente pode perdurar por quanto tempo for mágico.

Dizem que ao fazer a travessia, escuta-se uma canção. Uma que todos guardamos na memória. Você fica imerso numa luz mais inebriante do que qualquer sensação da Terra-média.

⁠Só morre pela metade todo aquele que deixa uma imagem de si mesmo nos próprios filhos.

Carlo Goldoni
La Pamela (1750).