Tag malandro
Há três tipos de pessoas: o honesto, o trouxa e o malandro. O malandro precisa do trouxa para sobreviver, e o honesto fica indignado em viver neste país.
Malandrão, eu? Não, ninguém é bobo
Se quer guerra, terá; se quer paz, quero em dobro
Mas verme é verme
Já foi há muito tempo que deixei de estudar
A família era pobre tive de ir trabalhar
Comecei na construção
Fiquei com calos nas mãos
Só eu sei o que passei
Três dias de escravidão
Eram muitos lá em casa
E dinheiro não havia
Mas eu trabalhador
Qualquer coisa me servia
Até de bar fui empregado
Estava sempre embriagado
O patrão um dia viu
E logo me despediu
Triste vida triste vida
Mais valia não nascer
Já fiz de tudo na vida
E não ganho para comer
Inventei umas canções
Um dia até fui gravar
Mas tinham mais de três tons
Já ninguém as quis comprar
Até fui arrumador
Já me chamavam parqueiro
Mas veio um vereador
Montou lá um mealheiro
Foi então que fui pedir
Para me alimentar
Mas ninguém me quis ouvir mandaram-me ir trabalhar
Triste vida triste vida
Mas valia não nascer
Já fiz de tudo na vida
E não ganho para comer
Se ficar em rodinha de banca falando, falando ´pra não dizer nada
Por favor, mais por favor ´memu, me deixa de lado
se isso é ser malandro, prefiro ser chapéu atolado
#MALANDRAMENTE
Não vacila...
Nem tenta a sorte...
Quem é do meio sabe como é...
Coração de malandro...
Bate na sola do pé...
Toda minha caminhada...
Nesse imenso mundo cão...
Com malandragem de sobra...
E liberdade para conquistar...
Caio fácil não...
E quando caio...
Logo me ponho a levantar...
Malandro que é malandro...
Sabe bem como viver...
Vou continuar assim em meu caminho...
Pelas noites de luar...
Malandro sabe onde ir...
Quando deve sair e a hora de entrar...
Sabe quando deve ficar mudo...
Sabe quando deve falar...
Já dizia o poeta...
"O mundo é dos espertos"
Malandro bom envelhece...
Pedindo força ao universo...
Não vê a morte tão cedo chegar...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Parem de atribuir o termo 'otário' às pessoas que fazem as coisas certas. Enquanto continuar assim, a 'malandragem' sempre vai parecer algo mais vantajoso.
Malandro, desce do teu altar de vaidade…
No palco escuro da vida, onde o orgulho é ator, dança o malandro, confiante, num delírio sedutor.
Crê que o sangue de sua linhagem carrega a centelha, que apenas na sua casa nasce a chama mais velha.
Mas o mundo, vasto, ri dessa pretensão miúda, pois a sabedoria não se prende à herança desnuda.
Não é o ventre solitário que molda o engenho, nem o berço dourado garante o desenho.
Há estrelas em vielas, há luz em becos sombrios, há mentes que florescem mesmo entre os desafios.
Quem se vê dono do gênio, numa vaidade tão vã, esquece que o universo cria mais do que uma manhã.
O vacilo é pensar que a sorte tem endereço certo, que o brilho só repousa no teto do mais esperto.
Mas o destino, astuto, tece fios imprevisíveis, e a inteligência floresce em terrenos impossíveis.
Assim, malandro, desce do teu altar de vaidade, o mundo é vasto, e a vida, cheia de diversidade.
Nem só tua mãe, entre todas, concebe a centelha, pois o cosmos gera gênios sob qualquer telha.
Malandro mesmo é o macaco: de galho em galho, anda a floresta toda, não gasta um tostão, conhece a galera da macacada inteira e ainda deixa de torcicolo os predadores.
Um dia você tem 7 querendo ter 12, chega nos 13 se sentindo o super herói, até os 18 mete o loko várias vezes, logo está nos 30, querendo voltar aos 8, loucuras ainda acontecem até os 40, aos 45 você repensa, 'começa' raciocinar, olha pra traz e vê que malandragem de verdade é viver.
Quem acredita que teimosia é sinônimo de persistência, normalmente é o teimoso, afinal prefere acreditar que está certo sem ao menos consultar a definição de cada comportamento.
