Tag madrugada
Eu tentei,juro que tentei,mas fechar meus olhos para adentar no mundo dos sonhos,não é o suficiente para me fazer adormecer, tanta coisa na minha cabeça que meu sono se torna praticamente impossível, tudo que se passou hoje desde as primeiras horas ate o fim do dia, virou materia prima para todos esses meus pensamentos de madrugada, na verdade este pequeno texto so revela a inquietação que agora sinto, principal causa dessa minha insonia, mas ao tempo vou me acostumando pois nao ter sono depois de uma maravilhosa noite, isso é um privilégio para poucos
Se em minhas madrugadas insones me fosse concedido um único desejo pelo gênio da Lâmpada de Aladim, não teria a menor dúvida em pedir para acordar sem nenhum dos meus problemas.
Sempre é muito tarde
"Eu sei, amor,
Já é muito tarde,
Não é hora de ligar.
Não posso na madrugada,
Depois do trabalho,
Te amar.
Talvez depois...
Já é muito tarde.
Talvez amanhã.
Nunca há tempo
Pra nós dois.
Na porta de um bar,
Meu carro parei.
Pedi uma cerveja.
Eu sei, já é tarde,
e junto a mesa
Me sentei.
Passam as horas
E já é muito tarde,
Bebo mais uma dose,
E não posso te querer.
E como é tarde...
Entre um copo e outro,
Embriagada pela noite,
Apenas espero amanhecer.
Meu corpo de desejo arde...
E queria nesta noite
Fazer amor...
Não podemos!
Eu sei!
Sempre é muito tarde..."
Para mim a noite não é uma criança
E tampouco sou seu brinquedo
Como raramente durmo tarde
Sempre acordo muito cedo
Eu gosto da madrugada. Gosto da madrugada fria, gelada, inóspita; ainda mais quando ela traz consigo a febre, o frio e o nariz entupido... Ela me faz pensar. Pensar: nas coisas boas que já fiz, nas besteiras, nas loucuras, nas proezas... Me faz pensar nos amigos, nos que tenho, nos que perdi; uns por minha culpa, outros também. Me faz pensar nos amores já tidos: alguns passaram despercebidos, outros permaneceram enquanto duraram, outro, fica até hoje, mas comigo, somente comigo, pois neste ainda não tive coragem de chegar e, se tive, precisei me contradizer, abrindo mão de uma felicidade futura. Penso nos que já foram, choro, medito e logo chego a conclusão: eles estão melhores que eu, certamente. Deito, mas os pensamentos não me deixam dormir, pois martelam-me à memória e trazem comigo as velhas lembranças, principalmente aquelas que me fizeram tão feliz, nem que fosse naquele instante, no rolar dos beijos, das carícias, do aperto, do chamego e do gemido... Enfim, penso, principalmente, em quem, na maior certeza do mundo, está dormindo, sonhando com alguém que não sou eu, ou, quem sabe, farreando por aí, com outras pessoas, sem, se quer, lembrar desse reles mortal...
Já é madrugada
Já é madrugada e o sono não vem
Já é madrugada e não tenho vintém
As ruas desertas, a brisa tão leve, o luar... aquém?
Delírios eu tenho ao lembrar de meu bem
Quisera ter você em meus braços, te fazer afagos, te beijar além
Jurar-te amor eterno, declamar os meus versos, para o meu mundo te chamo: vem?
Já é madrugada e não tenho vintém
Já é madrugada e o sono não vem
Na madruga, sozinho, pensando enquanto a cidade dorme eu vejo que as vezes é até bom perder algumas coisas: as chaves, as meias, o vôo. A cabeça, a fome, o norte, o ar... Ah, não! Perder não! Bom mesmo é quando te roubam isso.
para apagar no dia seguinte
tenho ideias madrugueiras
chegam como se fossem o último ônibus
me apressam a sair da cama
a largar o sono
a temperar a alma.
batucam em minha cabeça
a força de mil tambores
não me deixam dormir
acendem chama
são meus donos
me tiram a calma.
se cedo e levanto
viro costureira
que tece ponto a ponto
pano que não termina nem começa
coisas de amores, dores, rumores.
ao primeiro raio
tudo se aquieta
e o que era ideia
permanece
o que era insônia
desconto.
Eu vou voar num cometa
Eu vou trocar de planeta
Eu vou trazer minha casa pra esse lugar
Me deixe sozinho aqui,
Pois preciso respirar.
"Sou noites infindas acordada vivendo a vida das minhas distâncias. Sou silêncios barulhentos na madrugada tentando alcançar o que jamais me alcança."
Uma poesia vagueia.
Ela precisa de um abrigo
e invade o meu quarto na madrugada.
Por isso, atrevida, me acorda.
As palavras chegam e partem
(alegres ou tristes).
Ecoam seus versos
igual ao som de sino rouco.
Envolvem minha alma.
Em troca, florescem os meus sonhos.
Não existe hora pra lutar por aquilo que se acredita, todo esforço é válido para legitimar os sonhos.
NO ESCURO DO HORIZONTE
É madrugada
E eu aqui calada
Insônia, penso em você
Um gole de cachaça
Para ver se passa
Essa fossa danada
Que faz o peito doer
Não quero dar Bom Dia!
A noite já basta
Para maltratar meu coração
Que de pirraça
Vira a mesa sem emoção
Talvez a tristeza
Me leve para longe
No escuro do horizonte
Onde o dia não existe
Onde você não exista
E antes que amanheça
Eu adormeça
Deixando um sonho de herança
O DESPERTAR
Vago pela madrugada triste
Procurando transmitir o signo do amor
Colorindo a alma no brilho do horizonte
Num canto das aves anunciando o amanhã
Clareando o mar num murmuro longo e sombrio
Na pequena geada que cai do céu
Como se fossem gotas de felicidade
Envolvendo todos os seres da cidade
Vendo a paisagem que se forma
Lembro da outrora da minha vida
Que neste instante se torna sofrida e mal vivida
De repente o bramido das ondas da areia
Vejo que o mar também clareia.
Da imensa solidao do meu quarto, penso em todas as pessoas que bebem, divertem-se e aproveitam a incrivel luxuria que a madrugada as proporciona, mas esta reflexao elas nao conseguiram fazer, pois isto pertence aos pensadores melancolicos da madrugada de um sabado qualquer...
"Penso na madruga como um silencio que me ouve, um barulho que me respeita, uma solidão que me cabe. Um escuro que me submete a pensar, a refletir."
Então em meio a madrugada
Sentindo você perto distante em sono profundo
Fui chegando de mansinho
Sentindo seu calor, seu cheiro, sua respiração
Incontrolável desejo de ti sentir e assim o fiz
E como era de esperar estava eu nos seus sonhos
Pois ao leve toque dos meus dedos em ti
Senti seu abraço fazendo meu corpo tremer em mim
Não resisti por fim e me entreguei mais uma vez e sempre
Ao gosto do teu prazer
No silêncio desta fria madrugada o barulho da minha mente não me deixa dormir, por isso escrevo sem pensar, simplesmente para o sono chegar, porém, logo em seguida penso sem querer e volto a corrigir tudo que escrevi!
- E esse barulho que não para? E o sono que não vem?
Será tudo força do pensamento ou a fraqueza das ações que me convém? ...
Às vezes parecia que era só acreditar em tudo que eu achava tão certo, e tudo então seria assim, mas, agora que enxergo o que não vejo, percebo que não é suficiente apenas acreditar. Que não basta ser demais!
- E a mente que não cala? E o sonho que sonhei?
Será tudo questão de tempo ou será isso um sonho também?
