Tag madrugada
Não sou poeta, mas "nua"
Aprendi a citar cada verso teu.
Decorei cada rima,
como um pintor decora a paisagem do céu.
Não sou artista, mas "despida"
Contornei cada linha tua,
Pintei cada traço e forma por outros esquecida.
Como um cantor toquei a tua melodia favorita na rua.
Não sou poeta, nem cantora,
Não sou atriz, nem pintora,
Mas se fosse serias a razão,
Para cada traço, linha e verso,
Serias a minha maior inspiração.
Madrugada
A noite se vai,
A madrugada cai
As pessoas se recolhem
em suas casa
As crianças deixam seus brinquedos
e adormecem cansadas
As luzes das ruas se acendem,
A cidade fica isolada
O sereno e a relva molha
O gramado da praça
Os andarilhos se agitam
num canto da praça
Eu me encontro encostada
num cantinho da janela
de minha casa
Onde vejo tudo calada
Se quiseres preparar um discurso, filosofar, calcular, ou tentar entender os motivos daquela pessoa que te magoou ou te elogiou de maneira tão especial, faça isto por alguns minutos na madrugada, pois jamais chegará a uma conclusão confiável tendo apenas um dia inteiro para isto.
É só na magia da madrugada que encontrarás as melhores respostas.
Quem entende o que
a gente não entende?
Será que querer entender tudo
é só uma “mera especulação”?
Mas deixar de querer entender tudo, nos coloca em uma triste acomodação?
[...] Naquele dia estávamos sóbrios, e foi tão bom que eu até me esqueci que estava passando mal do estômago com o X-tudo que havia comido.
Eu juro que tentei contar a ele as inúmeras vezes que fiquei chapada só pra ter uma noite boa com outros caras, mas a única coisa que consegui dizer foi: “O que foi isso?” [...]
Relatos de uma madrugada
Eu só queria conversar,
ter alguém para me escutar,
eu que ajudo todos,
dessa vez não tenho ninguém,
ou talvez nunca tive.
Um porto seguro, alguém para confiar,
falar e escutar,
droga, assim não dá.
Tenho vários contatos e
me sinto solitário,
conheço várias pessoas,
porém, elas me magoam.
Passo o tempo e
o tempo me passa,
apenas ouço a música e
me sinto um rei vestido
com sua túnica.
Um pobre rei de um reino abandonado,
um soldado de um exército desprezado,
um poeta que não é escutado.
Grito no silêncio,
um olhar de desalento e
uma lágrima por dentro.
Eu só queria conversar,
desabafar,
desabar e
chorar.
O adeus é um ato,
partirei de imediato,
desculpem o meu relato.
Em plena madrugada, acordada
lápis e caderno em mãos
e o meu coração
caído no chão
Tic-tac do relógio
pinga - pinga da torneira
em meu peito um vazio
pernas em tremedeira
Escrevo aqui sensações
medos e pesadelos
faço aqui minhas orações
esperando aquietar meu
coração
O caderno não me julga
o lápis me é fraterno
talvez agora eu durma
no abraço do meu caderno.
_____Juliana Rossi Cordeiro
O meu coração grita nessa madrugada por você Sei que pra você, esse tempo já passou, mas está aqui no coração comigo.
Fico triste em saber que o meu direito de sonhar está virando tarefas e deveres.
Mas Nada como um dia após o outro não é mesmo?
Tenho a plena certeza que Deus vai arrancar esse sentimento de mim, por que até agora estou sem entender essa paixão.
Mas na vida, tudo acontece por um motivo e nesse momento não vejo saída pra esse amor.
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Saudade é a verdade nesse momento.
O berço
a madrugada é o berço dos gênios e dos loucos
das angústias
das traições
do esmeril soturno
da saliva alcoólica
a madrugada se inicia no primeiro copo
na lua que brilha
no colo do desconhecido
no oferecimento gratuito
a madrugada só termina quando não resta
mais coração
nem sentimento
ou qualquer casal
JORNADA
Como é bom voltar para casa de madrugada, vê-la toda bagunçada, as crianças dormindo na sala ao som de um reggae da baixada. Entro no meu quarto, tiro a roupa, tomo um banho e dou aquela relaxada, depois converso com meu amor sobre a minha caminhada. O cansaço adormece meu corpo, minha mente entra no clima e dá uma desligada. Quando amanhecer continuarei minha jornada.
Deixei a madrugada na cama e vim tentar entender as estrelas.
Elas continuam de janelas abertas fazendo barulho pra lua,
que bailando, finge não vê-las.
Acordados, os meus sonhos também foram pra rua,
agora dispostos a competir com elas.
ANDARILHO
era segunda
era noite
juntava as moedas
catava as migalhas
tinha fome
tinha sono
mente cansada
alta madrugada
deixei a barba crescer
pura preguiça
abandonei o espelho
pra não me ver adoecer
e assim adormeci
sem ver,
nem sentir
sem ser eu
EFÊMERO
Naquela noite fria,
chuva fina batendo na janela
ela olhava saudosa aquele guardanapo que dizia:
"Atropelaram meus sonhos, me ajude a juntar os cacos"
ela sorriu e pensou...
como o tempo voa
um ano já se passou desde que te vi
relacionamento se fez presente
você foi intenso e fugaz
seguiu seu caminho
e parte restante
é só esse guardanapo amarrotado
que eu escrevi pra você
naquela fria noite de solidão e vazio.
Naquela mesma noite
numa cidade distante
debruçado no parapeito 9º andar
ele observava a cidade orvalhada
silenciosa e adormecida na madrugada.
Pensou consigo,
hoje completaria um ano ao teu lado,
juntamos os cacos,
sonhamos juntos,
por tolices te abandonei,
utopias vãs,
e cá estou
solitário a imaginar
a falta que você me faz.
"Jovem, teu problema não é ficar até altas horas da madrugada navegando no mundo da internet, o teu problema é dizer que não tens tempo para ler um versículo da Bíblia".
Da minha cruz vou fazer um remo
E vou remar, remar e remar.
Se em altas madrugadas avistar
Um homem que caminha sobre o rio
Eu vou saltar ao encontro Dele e
Por cima das águas eu vou andar.
Sozinho eu sei que não vou conseguir,
Sozinho eu sei que posso ate cair,
Mas se o Mestre esta na frente
Eu não vou temer a escuridão.
SONETO NA MADRUGADA FRIA
Madrugada fria, no cerrado, lua no céu
Confidente, luzente, criando imaginação
Que faz do vazio, menestrel desta solidão
Nostálgica, que rascunha pesar no papel
Com duas estrelas ali caídas ao chão
Uma pulsando a saudade ao peito fiel
A outra querendo memorar feliz cordel
E assim, as duas, ditando a sua versão
Então, nas linhas, somente verso infiel
Chorando dos dedos, suspiros em vão
Já no tempo, perdidos, em veloz tropel
Oh, madrugada fria, consinta a emoção
Sair desta letargia de estar aqui ao léu
E dê ao versejar doce e leve inspiração
Luciano Spagnol
Julho de 2016
Cerrado goiano
SAUDADE
Desviei o que pude das esquinas da noite,
Porém, na encruzilhada da saudade,
Me deparei com a madrugada triste, solitária, fria e embriagada.
(Arnaldo Toni)
Já já o Sol nasce, mais uma vez para se por apagando sua cor e trazendo a noite e com ela a Lua que grita e vem a madrugada que guarda um silêncio ignorante, um céu estonteante, no pensamento num instante uma alegria ou uma tristeza constante...
Em cada anoitecer uma torrente de lembranças boas varria as dificuldades para debaixo do manto prata da lua. A madrugada, bálsamo das minhas aventuras, preparava o meu espírito para viver o dia vindouro.
E fiz da madrugada, envelope para guardar os sentimentos, poemas e desejos que levo comigo para entregar em tuas mãos.
Aquela noite caiu pesada sobre a incerteza que me acompanhara nos últimos dias. A madrugada agitou o champanhe do destino e fez jorrar, ao alvorecer, a certeza líquida de que o cosmos cuida de mim.
