Tag luar
Ode à noite
Em meu leito descansam estrelas, repousa o véu, o próprio céu, todas as coisas, pois tudo tem seu tempo e agora desejo dormir, ir contigo, para o amanhã despertar-te, mas por enquanto dorme, pois já é tarde... Descanse em mim, repouso em ti, como a lua à tocar o mar ao refletir, reflita em mim, em si, sorri, estou aqui pra ti, para que vivas cada dia como uma soma, então não suma, não se perca, só durma e me aceita... Sou noite, sou ti...
Guardaria o luar para te completar
pois tenho a certeza que esse seria seu lugar
perto das estrelas vou te levar
através da magia de quem sabe te amar
****LAGRIMAS DE AMOR*********
DE ONDE ESTOU! E MESMO ASSIM A INCERTEZA DE UM SOLO , SOLIDO, ANDANDO EM NUVENS QUE SE DESFAZEM COM O VENTO, COISAS E SENTIMENTOS QUE COMO AS NUVENS SE DESFAZEM COM O TEMPO LEVADOS PELO VENTO E NÃO RETORNAM MAIS, DE ONDE ESTOU, DANÇANDO COM A CHUVA NA FELICIDADE DE CADA GOTA, DE LAGRIMA DE AMOR, NO SABOR DO SAL DA ONDA QUE MOLHA OS PÉS. NO CALOR DO CORPO QUE MESMO MOLHADO, É QUENTE DE AMAR. DE ONDE ESTOU ANDANDO NAS NUVENS CAMINHANDO AO LUAR! SEI QUE É PRECISO VOLTAR!***
Quando dois corpos tatuados de estrelas se encontram sob o luar, se dissolve nos sussurros a barreira intransponível do idioma.
Vem voar comigo que a noite está calma
Quero ver a tua alma ao luar
Sozinhos distantes numa ilha deserta
Juntos vamos ver estrelas brilhar
Há muito tempo que procurava por ti
Já sentia que existias mas antes nunca te vi
Agora vale a pena viver
Fazes parte no meu sonho
Que todos os dias sonho sem adormecer
Gosto de estar bem com quem se sente
Vem, voa comigo que a noite está calma
Quero ver a tua alma ao luar
Sozinhos distantes numa ilha deserta
Tu e eu, o azul do céu e do mar
Esplendorosa lua
ao te ver enche meus olhos e coração...
faz bater com alegria e a certeza que vivo estou...
faz enxergar na sua luz o brilho em meu olhar...
faz me encher de esperanças...
faz me encher de prazer...
faz me encher de alegria...
Esplendorosa lua,
és mui bela e formosa...
és fonte de vida em sua luz que ofusca olhos que não sabem admirar...
foi desenhada para encantar...
foi desenhada para brilhar...
tudo ao te ver me faz relembrar...
tudo ao te ver me faz desejar...
tudo ao te ver me faz ter o anseios...
Esplendorosa lua me faz viajar...
me pego pensando em um sorriso...
me pego pensando em um olhar...
me pego pensando em uma forma...
me pego pensando em um estar...
me pego pensando...
pensando me pego...
Esplendorosa lua veio me encantar...
Ao emergir do fundo do oceano, se entregue a luz do luar, ao brilho das estrelas a intensa escuridão do anoitecer, mais lembre-se, que estarei aqui te observando
O perdão não existe de fato
O ato de perdoar não é humano
Insano é pensar em perdão pleno
Enceno perdoar, mas trago em mim
O fim, o motor, o trote, a morte...
Perdão pleno é para Santos
Com seus mantos, são tantos
E tão poucos... São loucos
Perdão é para Deuses!
Juventude e rebeldia são estados de espírito... Podem ser recuperados, se perdidos... E a qualquer tempo.
Qual espectro azul e fluorescente
Num lampejo de aurora fulgurante
Eis então este lorde triunfante
De centelhas de amores gloriosos
Sertaneios de galopes não ditosos
Num versejo de alhures ruminado
Cavalgando num martelo agalopado
Sendo simples com olhos de brilhante
Vira estrela meu confrade radiante!
Nos mistérios deste céu todo estrelado!
Sejas sempre moleque amalucado
Com rompantes de ode declamada
Sejas pétala de sonho amalgamada
E regalos de amores suntuosos
Num repente de riachos caudalosos
Sejas pedra por Bacco edificada!
Sinto falta da letra rabiscada
Num poema de lirismo qual infante
Num remoto, atual, rápido instante
Mais um brilho neste noite estrelada.
Verso lasso num compasso diamante
Desmantelo de cenário e nevoeiro
Sentimento de um rastro forasteiro
E a certeza do vazio já dominante
A presença me faz falta doravante
Desde o olho cruzado então primeiro
Tire este meu coração de tal asseiro
Antes que a tristeza nossa então me mate
Temo que não me socorras amigo vate...
Caso eu precise do teu paradeiro.
É o tempo um cavalo encantado
Que cavalga em rumo só de ida
E de noite e de dia ele convida
Com ponteiros de hora e de minuto
A voar que o tempo é diminuto...
A flor,
a beleza e a cor,
não é mais lindo
do que o seu olhar,
que em noite de luar
invade os meus pensamentos...
Mulher!
Você é a expressão
de um paraíso.
A loucura que emerge
a alma de um poeta.
O prazer e
o êxtase de
uma noite
enluarada de amor...
Quando a morte me alcançar, acredite que estarei sempre com você. Porque serei o vento que lhe beija todas as manhãs quando o sol se levantar; E a noite, a brisa que caminha junto a luz prateada do luar...
Já colori o céu de azul e já retirei o verde do mar,
Já passei dias debruçado na noite vendo o luar dissipar.
Vislumbrei a esperança perdida num olhar ofuscado e sombrio.
Encontrei reais razões para a vida e assim assumi desafios.
Quando me achei me perdi, porque ainda não tinha me achado.
Vagava dias a fio eternecidamente amargurado,
Confundido pelos próprios olhos que só enchergavam o passado.
Foi numa dessas que ouvi uma voz mansa e bravia,
Que me entregou uns minutos e me falou de alegrias.
Quando não tinha mais sonhos a voz me ensinou a sonhar.
Quando o amor me faltava ela ensinou-me a amar.
Dar esse amor inconsciente que deve estar escondido,
Acreditando que nada se aprende sem nunca se haver esquecido.
Agora mais pleno de mim,
Mais cheio da esperança inaudita,
Prossigo em passos mais firmes
Buscando as respostas da vida.
Desta feita não mais me perturbo,
Pois sei onde espero chegar.
E se em lugar nenhum estiver,
Estarei aqui, no mesmo lugar.
A canção aconchegante,
Da noite,
Lhe parecia delirante
Mas perante as dores
Soava num instante
E os clamores tão bravos por natureza,
Não passavam de louvores
Calmos, em uma era, e era ela
Que não estava ao seu lado
Parado, inconstante
Reflexivo e guiado
O garoto não sonhava mais.
Era acordado
Mas não era capaz
Talvez fosse o medo
Mas o medo jamais,
Superaria seu amor,
Por ela, que atrela
Seus desejos ao compor,
Suas lembranças e insignificâncias
Diárias, de uma rotina de passado
E em sua mente ele voava,
Não inspirado, mas acariciado
Pela brisa, feito sopro que plainava
Seus desejos e cansado
Ainda era ela que o chamava
"N'onde estás amor?"
Ouvia ao longe, aquela fala
O tom mais belo e sincero.
Que voz seria esta,
Se não dela e discreto
Ele chorava ao som, certo
De que o passado, estava ali
Seu coração tamborilava
Devia aceitar, tinha algo para cumprir.
Dormiu, foi em sonho.
Ela lhe sorriu a face rosada
E ele bisonho, tentou se aproximar
Cabelos ruivos bailaram em velada
No sorriso inocente, estava a clara
Sob a clareira, no clarão do luar.
