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Ah, a vida ...essa linda! Por vezes amiga fiel e solícita, noutras, uma madrasta de contos de fadas. Em todas as circunstâncias um mestra compenetrada e excelente, sempre justa em suas lições. Quero mais é aproveitar cada aula com muita atenção ... Gratidão pela oportunidade de poder experimentar e evoluir!
Quando uma situação se repete, a lição não foi aprendida, então tome consciência que só a mudança, interromperá o ciclo de sofrimentos e trará felicidade.
Situações de perda e insucesso trazem uma lição fundamental a todos: é necessário ter consciência permanente da importância da jornada, seja para valorizar alguém querido ou para saber o real valor de viver algo, seja para entender que o “jogo” mudou e é preciso se adaptar a ele.
"Viva os encontros e desencontros no ciclo da vida que a faz mais bonita. Tudo é aprendizado somando-se às experiências vividas."
O Tênis Vermelho
Um garoto caminhava pela rua a caminho do colégio. Procurava obsessivamente muros onde pudesse se esconder e observar as pessoas que passavam. O motivo era a vergonha que então sentia pelo tênis que estava usando e que comprara com sua mãe havia dois dias.
A cor do calçado era vermelha e o menino se encantou logo que o viu pela primeira vez. A mãe elogiou e disse que o tênis ficava ainda mais bonito em seus pés...
O primeiro dia de uso foi na escola. Para a tristeza do garoto, o tênis não agradou aos colegas, que logo começaram a zorra. O menino escutou todos rirem dele calado, pois não encontrava força para reagir. Apenas uma frase ficou em sua mente, como um eco infinito:
- Você é mesmo muito esquisito!
Na volta para casa, as lágrimas eram maiores que seus passos. Quando a mãe soube do ocorrido, lamentou a tristeza do filho e teve que lidar com a situação de não poder fazer algo, afinal carecia de dinheiro e o tênis foi comprado depois de muita economia.
No dia seguinte, o menino não teve outra escolha a não ser ir ao colégio com o tênis vermelho, e foi daí que a história começou a ser contada. Entre um muro e outro, foi interrompido por um senhor sentado na calçada que tinha barba e cabelo bem grandes e brancos. O senhor perguntou o que se passava e o garoto desabafou. Comovido, o senhor se lembrou do seu passado, quando todos os colegas fizeram piada do boneco de pelúcia que ele carregava escondido dentro da mochila. Mas o que ninguém sabia era que o boneco era a única lembrança deixada por sua falecida mãe, que tanto fazia falta...
Na época, sua tristeza foi consolada por um morador de rua que ficava em frente ao colégio, dizendo que "o mal do homem é criticar aquilo que ele não sabe o motivo da existência". Por isso, o senhor se achou na obrigação de dizer algumas palavras ao menino, na condição de morador de rua que se encontrava. Então ele pensou por um instante e citou o pensamento oriundo de sua reflexão:
- Todos nós somos um pouco estranhos. A normalidade não existe, a não ser na mente iludida dos ignorantes. A vida é mais que os risos da crueldade, que os risos da escuridão. Esses foram os risos que você ouviu, risos sem luz; sem verdade. Pergunte a si mesmo: eu sou estranho ou os outros é que são normais demais?
O garoto pensou e em seguida respondeu com segurança:
- Os dois.
A resposta foi validada pelo senhor:
- Exatamente. Os outros são normais demais porque não se conhecem, porque preferem ser um padrão social. Já você é estranho porque eu também sou e porque todos somos, porém só alguns sabem e entendem esse segredo. Parabéns pela sua estranheza que te faz sábio!
O senhor então foi embora e levou junto a angústia do menino, que estranhou o sorriso que ficara em seu rosto...
Os erros que cometemos no passado não nos define. Devem servir como lição e não como um carma que temos que carregar para o resto da vida.
Como é maravilhoso e sombrio o tempo. Sua beleza é sutil, mas grandiosa. Seu poder de cura é variável, mas eficiente. Seu tamanho, sem descrição permanente. Nos relaxa, nos dá esperança, nos desespera, nos motiva. Passado e futuro se entrelaçam ao presente e assim nos ensinam a sermos humanos melhores, para nós e os a nossa volta. O tempo é magnífico, é espantoso, é céu, inferno, dor, sofrimento, alegria, amor, tristeza, felicidade. É tudo que pode ser proporcionado por ele. Só quem dependeu deste professor perfeito consegue enxergar sua principal lição: aproveitá-lo ao máximo...
Sempre aproveite o tempo.
Eu, por mim, não aprendi muito – e é por isso que valorizo cada fiapo de ensinamento que os dias foram me dando.
Eu, por mim, não aprendi muito – e é por isso que valorizo cada fiapo de ensinamento que os dias foram me dando. E valorizo sobretudo o que aprendi à minha própria custa. Não é por vaidade, acho que é porque doeu mais aprender desse modo, custou mais caro, e a gente esquece menos.
No final do dia, o que conta não são quantas rupturas você tem, mas sim quão boa você é na restauração.
Tudo na vida são detalhes, talvez o dia que termina, tenha sido difícil, pesado, ou quem sabe, um dia de alguns tropeços, um caos para as aspirações humanas. Lembre-se, Nada vem para nos destruir, realmente, há sempre uma alerta, uma lição, uma reflexão, para se tornar parte da construção sólida de um ser melhor, porque amanhã será um novo dia.
[Isto] foi exatamente o que aprendi. Que o mal pode ser ordinário.
Você vai continuar se relacionando com a mesma energia em corpos diferentes até aprender a lição !
Edelzia Oliveira
Às vezes, a gente entra na vida de alguém para ensinar alguma coisa a essa pessoa. Outras vezes, porque quem tem que aprender a lição somos nós e ali permanecemos até que tenhamos aprendido.
