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John Coffey
Nas celas frias, John Coffey sofria,
Injustiça pesada, sua alma feria.
Cruel morte o levou, sem piedade ou guia.
Seu dom divino, curar sem medida,
Mas o mundo cego, não via sua vida.
Triste injustiça, sua história perdida.
John Coffey, eterno na memória,
Sua morte injusta, clama por vitória.
Que a justiça prevaleça na história.
Podemos testar a nós mesmos, indagando se nossos pensamentos espirituais são iguais a hóspedes de um hotel, ou como crianças morando em uma casa. Há certa agitação e tumulto quando chegam hóspedes, mas em pouco tempo eles partem e são esquecidos. O hotel é então preparado para outros hóspedes. Assim ocorre também com os pensamentos religiosos que são apenas ocasionais. Mas crianças pertencem a uma casa. Elas estão perdidas se não voltam para casa. Todos os dias seus pais providenciam seu alimento e conforto. Pensamentos espirituais que provêem de uma mentalidade verdadeiramente espiritual são como crianças que moram em uma casa - sempre são esperadas e desesperadamente buscadas quando estão perdidas.
E, num piscar de olhos, seis fuzis disparam, o meu tão rápido quanto qualquer outro, e o meu amigo está estendido no chão, imóvel. A sua guerra acabou. A minha está prestes a começar.
Embora pecadores pequem contra você, adotar a mentalidade humilde do homem hábil manterá os seus olhos no Seu grande Deus e não em si mesmo.
''Malandragem de verdade é encontrar um equilíbrio entre a paixão no seu coração e a razão na sua mente. A sua solução é sempre uma igualdade mista de força e certezas.''
SEGUNDA-FEIRA COM OZZY – UM RITUAL DE MEMÓRIAS E PRESSÁGIOS
(Por John Rabello de Carvalho)
Ontem era só mais uma segunda-feira comum.
Ou pelo menos, parecia ser…
Mas às 9h da manhã, quando meu irmão Estevão me chamou e me perguntou: e aí cara, você viu a mensagem que te mandei? Respondi que não, então ele me chamou até a sua casa e me mostrou as carnes para um churrasco, com as cervejas e o vinho, algo estranho começou a tomar forma.
Um espírito antigo acordava no som do primeiro riff...
Ozzy Osbourne começava a cantar…
E o tempo parou.
Não sabíamos porquê, mas estávamos ali:
Celebrando sem motivo. Brindando como profetas do nada.
Rindo, lembrando histórias, ouvindo — de “Mr. Crowley” a “Mama I’m Coming Home”, como se fosse o último disco antes do fim do mundo.
Falávamos dele, do Sabbath, da história, da loucura.
Como se estivéssemos preparando uma despedida...
…sem saber.
E o dia passou inteiro assim.
Ouvindo o Príncipe das Trevas.
Mas quando a madrugada caiu…
Veio o silêncio por dentro.
Três e pouca da manhã.
Ozzy ainda tocando em meu celular,
e meu peito apertando como quem pressente o fim.
Um choro travado. Uma tristeza sem nome.
Como se o tempo estivesse me dizendo:
"Isso que você sente é real.
Você está de luto por algo que ainda não aconteceu."
E então eu vi:
Não era só sobre música.
Era sobre tudo o que vivi até aqui.
Era sobre mim mesmo, meu passado, minha juventude, meus medos,
os fantasmas que gritam nos solos de guitarra.
Era sobre a fragilidade do eterno.
Hoje acordei e ainda ouço Ozzy.
Mas não é mais ele cantando para mim.
Sou eu cantando por ele.
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E então veio a notícia. A dor tomou forma.
Infelizmente, nesta terça-feira, 22 de julho de 2025,
meu coração vestiu o luto eterno,
porque John Michael Osbourne, o eterno Príncipe — Ozzy — partiu deste mundo.
E eu não sei como lhe dizer adeus…
Mas creio, sim — creio que suas músicas viverão até o fim do mundo.
Agora, apenas virão os dias, os meses, os anos,
até que chegue a nossa vez…
E quando chegar,
espero ouvir, na travessia do além,
um último acorde ecoando em trevas e abrindo a porta para a luz:
"I’M GOING OFF THE RAILS ON A CRAZY TRAIN..."
Descanse, Príncipe. Viva eternamente em cada alma que queima com tua voz despertando bons sentimentos.
