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Pendências
Às vezes tenho pendências exalando como se fossem me afogar em águas desconhecidas. São águas profundas de um oceano infinito e misterioso. Noutras, tenho urgências gritando de dentro pra fora. Em meio a essas loucuras, há um fio invisível que me corta ao meio. É a saudade desgovernada que me atropela e deixa marcas. Essa saudade não tem freio. Ela assola o que está na frente. Por isto preciso me recompor diante de uma falta que não consigo repor. Reinvento momentos que me deixam quase sã das minhas loucuras, mas que nada consegue preencher esse vazio. Componho-me de urgências que deveriam ser calmarias, mas que me empurram para um abismo que desconheço e sei que não vou cair. Há uma falta de conhecimento sobre abismos e tal, que preciso atingir. Mas, meu instinto fala mais alto dizendo que o medo é consequência da insegurança. Recomponho-me diante dos fatos e sinto que o amor que exala de dentro, eleva o que me deixou sem chão.
Reaja...
Reagir é a melhor forma de seguir em frente deixando para trás todas as inseguranças. Quando reagimos estamos deixando de lado o medo e mudando o rumo da nossa história.
Perante a tua graça
A insegurança me toma conta,
Pelo perigo em teus lábios inconsequentes.
É preciso preencher minha mente
Para que assim não haja mais
Nenhum espaço para que
Desejos meus á você,
Não vagueiem mais minha psique.
Tempo
Nós temos tempo para várias coisas: para o celular, para o trabalho, para os prazeres rápidos, prazeres longos. Até mesmo quando o dia está corrido, encontramos tempo para aquele dia que foi exaustivo.
— Dia produtivo! —
Mas o que foi realmente produzido, além de todas as tarefas que um ser humano funcional precisa cumprir, e de todas as obrigações necessárias para manter um serviço — seja ele autônomo ou não?
Somos constantemente (e cada vez mais) treinados para nos acostumar com a correria, com a ocupação. Deixamos de romantizar o romance para romantizar o trabalho, o desinteresse, a pressa, a falta de tempo e de atenção.
Damos tempo para várias coisas, até mesmo ao próprio tempo, mas... e o nosso tempo? Quantas vezes no dia temos um tempo para ouvir a nossa parte mais frágil ou aquela que mais nos causa orgulho? Quantas vezes paramos para ouvir o que o nosso silêncio tem a dizer — insegurança — medo — solidão — solitude?
É tão comum buscar alguma distração e ocupar a psique, tentando enganar as memórias, as saudades, as frustrações espalhadas por todos as partes.
E, nessa correria... quanto tempo tem o nosso tempo?
Agradeço a todos que disseram 'sim', pois me ajudaram a chegar até aqui. Sou grato também aos que disseram 'não', pois me impulsionaram a novos caminhos. Mas, acima de tudo, agradeço ao Senhor, que sempre esteve no controle da minha vida.
O jeito mais fácil de identificar um invejoso/frustrado é quando ele(a) vive usando o humor ou deboche pra camuflar sua insegurança e fingir desinteresse de tudo aquilo que não pode conquistar.
Você percebe que está evoluindo quando param de fingir elogios e começam a bombardear com críticas.
