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O segundo maior tesouro da humanidade consiste, talvez, justamente de tudo o que nunca pôde ser dito pelos grandes pensadores anônimos.
Certa vez, minha amiga Lucy, comentou que a humanidade odiava tudo aquilo que era diferente.
Talvez Lucy tivesse razão em alguma coisa em seu pensamento, mas a ideia principal a qual queria passar, era equivocada.
O sentimento o qual Lucy se referia não era ódio, era medo. A humanidade tem uma estranha reação sobre tudo aquilo que é diferente; ela teme. Não por maldade, mas por um instinto básico de se preservar.
O diferente, é desconhecido, e o desconhecido assusta. É aquele terreno incerto onde não se sabe o que irá encontrar. Dá medo. Medo de não saber o que vai encontrar, medo de não poder voltar, medo de não ser suficiente para aquela nova verdade, aquela nova realidade. Medo. Esse pode ser o sentimento mais básico. Todos temem algo em algum nível e muitas vezes nem mesmo se dão conta disso.
Dói tanto, não tenho mais lagrimas para chorar, a falta de tudo aquilo que era me aprisiona, não consigo me conformar e seguir em frente, tem tanto rancor aqui dentro que eu sinto muito pelo que eu deixarei de ser, mas é necessário pra deixar tudo pra trás e se isso custa a minha humanidade...Que assim seja!
A humanidade busca mais novas tecnologias, de que maneiras de sobreviver a sua própria decadência racional. Afinal, o lucro a qualquer custo e o bem-estar individual está acima de tudo, inclusive do meio ambiente.
Quando abandono é sinônimo de ingratidão.
Até pais, avós, etc., mesmo sendo mais novos que alguém bastante idoso, podem vir a ser abandonados, esquecidos, por aqueles que um dia, por uma vida inteira, cuidaram deles. Isso se chama ingratidão e falta de compaixão.
Ou seja, não precisa ser muito velho para vir a ser abandonado; há muitos interesses mesquinhos que levam pessoas a abandonar outras, e isso nada tem a ver com idade, necessariamente, mas com dignidade, caráter e senso de humanidade.
Suspender os seus juízos sobre as coisas do mundo, não as aceitar como verdades ou mentiras absolutas; olhá-las em busca de compreendê-las como são, exatamente como são em sua essência. Eis aí o ponto de partida da arte da compreensão existencial.
O "outro" é senão o nosso depósito egoísta, e se "egoísta" é um termo demasiado terrífico a nós - tanto que nos leva a negá-lo com uma veemência suspeita; então, talvez, o tenhamos com tanta familiaridade que assusta.
Veja-me sempre no transcender da tua própria singularidade, ou ver-me-á com as lentes de tuas idealizações, sentimentos e vivências; não se abstendo de si, verás meu semblante como um espelho distorcido e, quando a tua ilusão se extinguir - dado o caráter efêmero da utopia - derramarás tua culpa sobre mim ainda que saibas, medianamente, que toda a responsabilidade pertence-te. Então tu te emergirás na inautenticidade, apanhando todo e qualquer entretenimento que torne mais inconsciente o teu autossacrilégio a ponto de, no acúmen da cegueira voluntária, sofreres da morte - a mais angustiosa morte - aquela que se efetiva contígua à vida.
A poesia nos vincula ao imo, etéreo e imaterial, de nós mesmos. Deste modo possibilita-nos a autotranscendência. Contudo, de nada serve este elo se não há consciência alguma de sua constituição. Assim como a razão e a emoção, quando dissociadas, são inúteis.
Não se deixar amar é um dos maiores crimes cometidos pelo o homem. Amar é acima de tudo, permitir que mesmo as incertezas da vida te guiem a um lugar melhor.
A harmonia há muito não existe. Mergulhados em um mundo de escuridão, um oceano de pessoas. Almas insaciáveis em meio a um inconfundível caos, de pensamentos egoístas, de meros mortais, apenas mais um indivíduo buscando seu lugar ao sol, geramos o progresso como justificativa de um vazio intrínseco que nos permeia por toda vida. Cada universo sendo desperdiçado em uma constante vazão de audácia, fúria e valentia, aos poucos esvaindo-se de todo seu potencial para ser tomado por idéias previamente impostas a força.
SOBREVIVA em meio ao caos, chore na dor, lute pelo que te torna você e jamais esqueça de ser HUMANO.
A humanidade educada e sensível pelas novas gerações, infelizmente se acovarda por insegurança diante da mais antiga lei da sobrevivência. Os mais fortes escravizam ou devoram os mais fracos, com consciência ou não.
Espécie humana
(Fernandha Franklin )
Eu vi um menino brincando de ser homem...
E em cada nova brincadeira,
se deparava com uma prisão.
Algemas,
pedras,
celas,
excesso de ressentimento,
orgulho,
lamento...
e ausência de emoção.
Eu vi um menino vendendo a infância, a pureza...
e não era em troco de pão.
Ele vendia sua alma angelical, por poder maquiado, status e todo tipo de falsa razão.
O menino brincava de ser homem,
e se vislumbrava com a dissimulada sensação,
Exibindo orgulhoso um vazio transvestido de bens e superficialidades...
mas que não passava de ostentação.
O menino já brincava com brinquedos de "gente grande", interesse de leão e armas mortais, e não mais com bolhas de sabão.
Ah menino...
E como sair dessa emboscada, agora que percebeu que ser homem é pura ilusão...?? Homens tem mente, mas só meninos "têm coração". Homens são fragmentos de prantos,
dores e feridas ressentidas... guardadas e escondidas durante toda uma vida... Ah menino...
A essa altura já deve saber que os homens podem quase tudo, por meio de poder e inteligência.
Mas o que talvez ainda não saiba ... é que nenhum poder no mundo, comprará de novo, a sua inocência.
E que triste fim...
Que lamentável destino...
Onde homem algum, pode voltar ser menino.
"Ternura, carinho, fidelidade, desapego, amizade, doçura, meiguice, AMOR e HUMANIDADE... Qualidades que faltam ao homem para que se torne mais Humano e que sobram nesses animais que chamamos de IRRACIONAIS."
As religiões e a política são os cânceres do Mundo.Políticos sem noção de humanidade e religiosos sem noção de Deus.
"Há dias em que o orgulho fala mais alto
Há dias em que o amor é oprimido
Há dias em que a paz não finda
E nesses dias existem humanidade ."
Sede de viver sede de pensar
O passado nos faz acordar
E regressar para as velhas montanhas
E para os corcovado das emoções
Afinal somos curvos como chuva das monções
Somos delimitados como sede que não se mata
Como um vôo sem pouso
Somos um destino sem fim e um fim sem começo
E é isso que nós amedronta
Nem sempre sabemos o que somos
Mas descobrir pode tirar o sentido
Da vida, dos contos de fada
Somo júrias de paz
Razão do raio que causa chamas
E da dor que aquece nossos nervos
Mas ainda não sabemos o calor da nossa essência
O sabor de tal efervescência
Que arrepia e mata cada fio de cabelo
Afinal o que somos?
Senão passos que morrem cada vez mais
A cada dia
Somos a doença que nos torna fracos
Mas somos a cura que nos faz renascer
Somos a sombra de toda ignorância
Mas somos o fruto do pensar e crescer.
Somos as histórias perdidas
Somos sonhos realizados
E nem toda a esperança dos poetas
Pode hibernar nossos instintos
A humanidade que se perde
Encontra o novo cada vez mais longe
Vai e faz o grito da fúria
Rogue e torture todos os teus medos
Mas são os medos que nos fazem ir em frente
São os medos que criam as coragens
E os covardes não sentem medo
Ou o sentem demais.
Cale-se, enriqueça-te dos seios dos rios
Atravesse os mares com teus dedos
Sussurre no ouvido da flor
Faça júrias de fé
Ou injúrias de amor
Mas não esqueça de quem é.
