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Aprenda uma coisa, existe diferença enorme entre estar com pessoas legais e estar com pessoas confiáveis.
Mude de opinião, mas não mude seus valores... Proteja a sua essência. Honestidade, honra e educação por um mundo melhor!
Tanto faz se você é da religião A, B ou C. Na verdade, pouco importa se você é crente ou ateu. O que é realmente importante é que suas ações diárias sejam guiadas por valores do bem, como a humildade, a simplicidade, o respeito, a honestidade, a solidariedade, a caridade, a compaixão, o perdão e o amor, de modo a irradiar o Deus que há dentro de você. Por isso, aquele que é ateu e pratica tais valores no seu dia a dia está mais perto do reino dos céus do que aquele que vive plantado na igreja mas afastado da prática desses valores.
Apenas o trabalho honrado nobilita o homem, e somente pelo trabalho o homem pode servir à família, aos amigos e à sociedade.
As pessoas que trabalham arduamente com honestidade e as vezes por falta de recursos fracassam estão definitivamente sendo melhores do que as de não fazer o bem e o conseguem.
Existe tempo para se abrir e também para reavaliar o tamanho da abertura.
Existe tempo para parar e para atravessar. Para julgar e para acolher.
Existe tempo para amar o outro e existe tempo para se amar com egoísmo, pois amar o outro só é válido se houver respeito por si mesmo.
Existe tempo sim, mas tenha prudência, porque o tempo existe só que não é infinito então: comece a remar, comece a colocar em prática sonhos, coloque em prática a honestidade.
E aí no desenrolar do dia pare um minuto para reavaliar: Está bom assim?
Se não estar arregace o coração e mude, pois só você pode fazer isso por si mesmo. Mudar é infinitamente solitário...
Caráter, honestidade e integridade são os destaques primordiais de um bom currículo. Todo o resto é passível de aprendizado.
Suas falas não retratam quem de fato você é, com a irrefutável justeza quanto suas atitudes lhe definem, conclui-se então, que, nada te fará ser diferente de tudo quem você sempre foi, mesmo que por vezes, no decorrer da vida, você venha demonstrar mudanças, um dia, algo te ativará, fazendo o seu verdadeiro Eu vir a se revelar... Assim como a lua, que mesmo mudando de dimensão em face às quatro fases que lhe delineiam, seguirá redonda aos olhos do pensamento de quem espera pelo seu despertar no alvorecer da noite.
Acredito que as minhas atitudes deveriam estar acima de quaisquer suspeitas.
Minha pobreza aliás é avalista e testemunha disso.
(2022/07/18)
Todas as pessoas de posses, em algum momento da vida (sua ou de seus antepassados), fizeram coisas que não deveriam ter sido feitas dentro daquilo que é considerado correto, honesto honroso, e/ou legal.
19 MAR 2023
Se as pessoas te ridicularizam pelas perguntas que você faz, parabéns!
Você está no caminho certo de desvendar mentiras e falácias que nos contam no lugar da verdade.
Qualquer pessoa que leva a verdade por princípio vai receber uma avalancha de perguntas e muitas dessas perguntas são repetidas, e, com calma e elegância, todas as vezes são respondidas de bom grado, sem exceção e sem medo de "pegadinhas", pois elas não têm como serem formuladas (apesar de tentadas).
01MAR2024
Se a educação começasse no berço as pessoas não dependeriam de igrejas para serem honestas, Deus não precisaria do medo delas para que fizessem o que precisa ser feito, e nem de "porta-vozes" para falar a seus corações, os mesmos que, em vez de juntá-las, as dividem entre "escolhidas" e "condenadas".
" Toda pessoa que não aceita coisas erradas e que luta por justiça, será mal vista e sofrerá perseguições ou no mínimo desprezo por alguns, não obstante, no epílogo da sua história, Deus a honrará ".
Anderson Silva
Eu tenho uma síndrome: A síndrome de querer ser boa e honesta, mas neste mundo podre, até o que presta não presta.
Lembrei, com saudade, dos Jarlich, três irmãos gêmeos, negociantes estabelecidos, com negócios de jóias, na Rua da Conceição, quase em frente a prefeitura. Se eu não me engano, Crisólita era o nome da loja. Quando eu ia lá com meu avô, era, na época, uma das melhores do ramo da cidade. De origem judaica, esses negociantes, extremamente simpáticos, gozavam de um vasto círculo de amizades grangeadas nos longos anos de comércio que exerceram com muita capacidade. Delicados ao extremo, lembro que, sorridentes, bastava conhecê-los para que uma amizade tivesse início. Sua freguesia era certa no ramo de jóias. Entendidos no assunto, honestíssimos, não eram como donos da H Stern ou Sara Jóias com a família Cabral. Vendiam a prazo, contou uma vez meu avô, muito antes dos serviços de proteção ao crédito (SPC) o que demonstra o alto grau de confiança que depositavam nos fregueses, mais selecionados pelas amizades do que, propriamente, pelas informações que pudessem obter em qualquer ficha cadastral hoje tão prática. A Crisólita, ou melhor, a calçada fronteira à loja, era o ponto obrigatório de todos os amigos e colegas do comércio dos irmãos Jarlich que, ali, às primeiras horas da manhã, iam provocar os parceiros infalíveis, para uma partida de "porrinha" valendo café. Nesses encontros não falava-se em política internacional. Isso porque, os parceiros, sem que houvesse acordo nesse sentido, sabiam que não seria conveniente qualquer comentário ou opinião sobre a luta travada entre árabes e judeus. Ainda mais sabendo que Hajjat e outros patrícios árabes evitavam comentar sobre a luta na qual os judeus levavam nítida vantagem na ocasião. Essa, aliás, é uma das características da comunidade niteroiense no que tange ao relacionamento de estrangeiros lá residentes. Como é natural, todos têm suas religiões, clubes e festejam suas datas festivas tradicionais, mas, uma coisa é certa, jamais deixam de cooperar juntos pelo progresso de Niterói. E, o que é mais importante, o conceito social de todos eles é dos mais respeitáveis e sempre nivelados pelo trabalho honesto e pelas atividades executadas nos clubes de serviços e em obras sociais diversas. Amam suas pátrias de origem, como não podia ser de outro modo, mas, sem dúvida, há em todos eles e em seus descendentes um demonstrável amor por Niterói, onde vivem, crescem e terminam seus dias. Mas, voltando à reunião habitual pela disputa do café, os anos foram passando e consolidando cada vez mais, a amizade entre os componentes da roda, até que, um dia, um dos irmãos gêmeos, o Isaac, morreu. Foi como se num tripé faltasse um dos apoios. Os sobreviventes sentiram demais a perda. Não eram mais os mesmos. Vislumbrava-se, agora, nos seus semblantes, a marca triste das perdas irreparáveis. Não passou muito tempo, Moysés, o segundo irmão, partiu também para o eterno descanso. A ruptura deste vínculo fez desaparecer no sobrevivente o sorriso que, antes, era o traço marcante da sua fisionomia. Taciturno, já não sentia prazer em conversar com os amigos e a impressão que nos dava era o desânimo. Até que um dia, Germano também foi se unir aos irmãos, deixando um vazio imenso na roda que, com o tempo, foi-se desfazendo pelo mesmo motivo, a morte. E lembro o meu avô dizer: "Meu neto, quando você for mais velho, vai começar a ver as pessoas indo embora." E não deu outra. Já um pouco mais velho, fui vendo, ao lado do meu avô, o Serrão, da casa de ferragens, Souza e Carvalho, os banqueiros, Hajjat, da camisaria Sul América; e outros mais, indo embora, até que chegou a hora mais difícil: ver também o meu avô, meu ídolo, partir. Devem estar hoje em qualquer plano do espaço, fechando as mãos com os três fósforos, disputando qualquer coisa sem valor com os irmãos Jarlich, os saudosos companheiros da disputa do cafezinho matinal. Nós, que ficamos apenas com saudades deles, não podemos deixar de reconhecer que, no fundo, a morte não é tão ruim. A chatice dela está no vazio que provoca, quando arrebata, sem apelação, pessoas que amamos. Os Jarlich deixaram saudades. Homens assim fazem falta à comunidade. Eles, sem dúvida, contribuíram para o progresso de Niterói. Sua loja primava pelo bom gosto. No gênero, em certa época, foi das melhores em instalação, e, inegavelmente, é uma forma eficaz de ajudar uma cidade, dando-lhe vida, através de um estabelecimento comercial bem montado e sortido. Niterói que possui, hoje, nesse gênero de comércio, vistosas e excelentes lojas, que tanto contribuem para o seu progresso como a Gran jóias, dirigida pelo Antônio, a Garbier, da propriedade do Alberto, a Jóia Niterói Ltda, sob a direção do Salomão, não pode esquecer dos irmãos Jarlich que alinhavam a competência comercial ao bom gosto uma excepcional capacidade de fazer amigos. Mas uma amizade que, sem dúvida, passava longe da amizade desses novos empresários de jóias com a família Cabral. Saudades dos irmãos Jarlich.
