Tag gritos
Quando o grito é muito alto,
sem cessar,
nada mais se ouve,
nada mais se vê...
... histeria ...
Caos!
Li assim: "Lugar é mulher é onde ela quiser". Apenas não li e isto serve para mulheres e homens é que cada um ou uma paga por aquilo que faz. Gritos de liberdade, muitas vezes, não passam disso mesmo: somente gritos.
Gritos guturais separam humanos e animais. Atualmente, a raça que se comporta de forma vergonhosa é o ser humano!
S--O--O
Finalmente chegou o momento em que alcancei o que eu menos queria: um colapso mental, não sei mais o que fazer, não tenho mais equipamentos para ir contra a corrente.Porém, se eu parar, muitos morrem. Se eu continuar, minha alma continuará apodrecendo.E se eu desistir...
Pode ser que eu apodreça a alma dos outros.
Tem uma saída, sempre tem.
Mas não tenho coragem de tentar alcança-lá, não consigo lutar sozinho e não tenho condições de gritar por socorro.
Palavras Alheias
Gritos mudos, atordoam.
Palavras não ditas, ferem.
Amores mal resolvidos, castigam.
A vida, só te ensina.
A poesia, te dá esperanças.
A poesia, só dá a direção a um Eu já perdido.
Inocente
Dormente, assim estou
Feliz, assim eu sou
Abra seus olhos
Veja como sou..
Tranquilo e anil
Como silencio após o tiro do fuzil
Vermelho, como o sangue que se esvaiu
Medo, como nunca sentiu...
Gritos, que nunca ouviu
Sonhos, que não se despediu
Roupas, que se quer despiu
A vida se foi, e ele nem viu...
Do coração da poesia
É do coração da poesia
Que ouço os mais belos gritos.
E dos seus segredos
Colho pequenos viscos.
Há um oásis no tempo
Em que o verso se cria
E desta fonte de redenção
Despe-se o sentir da emoção
Toma-me, ó dor de poesia,
Inflama-me o corpo
Revista-o,
Soterra-o de amor.
Debulha este meu sofrer
Deixe-me em teus braços enternecer.
Doa-me seus rios
Infeste em mim seus brios
Empresta-me a tua cor
O teu semblante
O teu olor.
Resgata-me desta ilha
Regozija o meu falar
Apure o meu paladar.
Deixe o teu coração, ó poesia!
Com o meu orar.
Enide Santos 04/01/15
Após a tempestade
as folhas que de mim se desprenderam
são restos de uma fúria sem sentido
Após a tempestade
os galhos quebrados são os gritos de uma
alma castiga pelo vento da insensatez
Após a tempestade
restam as poças de lágrimas de um
coração ferido pelo furação
das palavras sem amor
E depois de tudo, a brisa que alivia todas
os arranhões limpa as nuvens carregadas
de tristezas e trás consigo o sol que irradia
o lado colorido do arco íris..
É difícil acreditar que houve uma temporal.
Talvez tenha sido apenas uma garoa
e aquele tumulto não se passava
lá fora e sim aqui dentro
SÓ EU SOU EU
[...]
Hoje, quis ser como você quis que eu fosse um dia
como eu quis ser se eu fosse um dia
se eu fosse um dia como você
não seria só eu
mesmo se quisesse não seria só eu neste dia.
“Ouve-se então gritos, e dos gritos, o estilhaçamento de ossos como galhos pisados. Da coragem ao medo, do rosado ao branco, sorriam por disfarce o terror que corriam até os dedos, e alguns sorrisos só serviam prantos.
(Extraído do conto: "O Sobrevivente: Menino Lobo. 2016. Klaine, Kelvi.)”
O que penso?
As vezes deixo de dizer o que penso
Sinto que não vale a pena, e nem o tempo gasto
Na maioria das vezes penso diferente
Não sou de me conformar com realidades
Gostaria de poder dizer tudo o que eu penso
Gritaria para o mundo todas as minhas verdades
Faria até as montanhas tremerem diante dos meus desabafos
Faria uma tempestade verbal, sentimental
Poderia assim me sentir leve e tranquilo comigo mesmo
Mas não consigo escrever nada que saia daqui de dentro
O que escrevo? Apenas descrevo. Tudo a minha volta
Me finjo de "morto", que não vejo a verdade
Pois se eu realmente gritar, será que alguém vai escutar?
São passos em falso que provocam deslizamentos, porém são dos gritos mais desesperadores que nascem as avalanches.
O vento na cidade.
Por um momento o silêncio tomou conta da cidade, não da cidade inteira, mas daquela rua, não um silêncio absoluto, mas uma pausa do caos.
O caos dos carros correndo, buzinando, os motores roncando, pessoas gritando, pessoas correndo e vendendo coisas. Havia apenas o som do vento e de um martelo em uma obra próxima.
Foi como se o vento estivesse trazendo a paz, a calmaria. Podia até jurar que ouvi pássaros! O som dos passos dados foram silênciados pelo som do coração e do sangue correndo nas veias.
Uma hora antes, ali mesmo havia passado carros de bombeiros com as sirenes ligadas. Horas depois uma manifestação de mulheres aconteceu.
No silêncio foi dito "obrigada por esse momento"... em pensamento.
