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Tem gente que não pode falar o que pensa. Eu posso. Minha contribuição, agora que não jogo mais futebol, é a seguinte: falar, falar, sem ter medo de nada.
Não existe mais espaço para se jogar futebol nas grandes cidades. Os jovens negros são as primeiras vítimas desse fenômeno.
Não há nada mais alegre na vida do que uma bola quicando na área. Nem nada mais triste do que uma bola vazia.
O rei do futebol
tá com a bola toda
sai de campo
aplaudido em pé
igual a ele
nunca haverá outro
eterno, Pelé.
Nem todo Reinado acaba com a morte de um Rei, pois nem todo Rei pode ser sucedido. Assim será com sua majestade Pelé.
Que o céu tenha o mais perfeito dos campos de futebol, com toda a grama sentindo-se orgulhosa e pouco merecedora de receber a pisada dos pés mais famosos do planeta.
Vai Pelé, faça seu gol enquanto vê a trave, naturalmente, se curvando a você, um Rei, "nosso" Rei.
(Renata Fraia - 29/12/2022)
“Um pé até pode bater em outro pé
E a bola pode bater em outra bola
Mas quando é o pé que bate na bola
Ou a bola que bate no pé
Brilha um astro-rei
No país do Futebol:
Pelé.”
A paixão pelo futebol é um fenômeno que transcende fronteiras, línguas e culturas. É mais do que apenas um jogo; é uma manifestação fervorosa de identidade, uma celebração coletiva de emoções que unem milhões de corações ao redor do mundo. Nas arquibancadas, nas ruas empoeiradas de vilarejos remotos e nos estádios majestosos das grandes cidades, essa paixão se revela em cores vibrantes, cantos apaixonados e gritos de alegria ou frustração.
O futebol é um elo que une gerações, proporcionando momentos inesquecíveis que são passados de avô para neto, criando laços indissolúveis entre familiares e amigos. É a emoção que pulsa nas veias de cada torcedor, a esperança que os faz acreditar até o último minuto, mesmo quando a derrota parece inevitável. É a glória de uma vitória, mas também a resiliência diante da derrota, ensinando lições valiosas sobre humildade e trabalho em equipe.
Nas cidades pequenas e nos centros urbanos, o futebol é uma linguagem universal, um idioma que todos entendem. Ele une pessoas de diferentes origens sociais, econômicas e étnicas, criando uma comunidade onde a única diferença que importa é a cor do uniforme. A paixão pelo jogo transcende barreiras políticas e religiosas, criando um terreno comum onde as diferenças são deixadas de lado em prol de um objetivo comum: celebrar a magia do futebol.
A paixão pelo futebol também vai além das quatro linhas do campo. Ela inspira sonhos em jovens talentosos, impulsionando-os a perseguir uma carreira no esporte e alcançar o estrelato internacional. Essa paixão cria heróis e ídolos, pessoas cujas habilidades extraordinárias fazem os corações dos torcedores palpitar mais rápido a cada drible, a cada gol marcado.
Além disso, o futebol é uma fonte de inspiração para artistas, músicos e escritores, que encontram na emoção do jogo e na devoção dos torcedores uma rica fonte de criatividade. É tema de poesias apaixonadas, canções vibrantes e obras de arte que capturam a essência do jogo, imortalizando momentos épicos e personagens lendários.
A paixão pelo futebol também desempenha um papel vital na construção de comunidades. Clubes locais se tornam o coração pulsante de bairros inteiros, criando uma sensação de pertencimento e orgulho. Os jogos se transformam em eventos sociais, reunindo pessoas de diferentes origens para compartilhar risadas, lágrimas e, é claro, a emoção do jogo. No calor desses momentos compartilhados, amizades são forjadas e memórias são criadas, formando um tecido social que perdura ao longo do tempo.
Em resumo, a paixão pelo futebol é mais do que uma simples preferência esportiva; é uma força vital que une o mundo de maneiras profundas e significativas. É uma celebração da habilidade humana, da camaradagem e da emoção pura. É, acima de tudo, uma expressão da nossa humanidade compartilhada, uma prova de que, independentemente de nossas diferenças, todos podemos nos unir em torno de algo tão simples e, ao mesmo tempo, tão extraordinário como uma bola rolando em um campo verde. Que essa paixão continue a nos inspirar, a nos unir e a nos lembrar da beleza da diversidade e da unidade que reside no coração de todos nós.
As pessoas não veem o técnico de futebol como um vendedor, mas ele é.
Eu me sento e vejo vídeos. Faço anotações. É aí que a inspiração surge – o momento que dá sentido à minha profissão. O instante em que tenho certeza de que consegui. De que sei como vencer. É o momento em que meu trabalho se torna verdadeiramente significativo.
Essa é a beleza do esporte: às vezes você sorri, às vezes você chora.
Eu apenas me tornei um treinador [de futebol] quando me disseram que eu não poderia.
Para jogar bem, é preciso ter bons jogadores. Mas um bom jogador quase sempre tem o problema da falta de eficiência. Ele sempre quer fazer as coisas mais bonitas do que apenas o necessário.
Você joga futebol com sua cabeça, e suas pernas estão lá para te ajudar.
Fora as vezes que vi por televisão, só assisti a um jogo de futebol na vida, quero dizer, de corpo presente. Sinto que isso é tão errado como se eu fosse uma brasileira errada.
O futebol tem uma beleza própria de movimentos que não precisa de comparações.
Se seu time é Botafogo, não posso perdoar que você trocasse, mesmo por brincadeira, uma vitória dele nem por um meu romance inteiro sobre futebol.
mais dois amigos para a arquibancada
madrugada serena e escura na cidade de São Paulo, onde o silêncio normalmente reinava, dois amigos irromperam a quietude das ruas. são 05h45, quase manhã de quinta-feira, seus passos ressoam na calçada oposta, onde um segue do lado par e o outro do lado ímpar da rua larga, talvez uns 9mts de distância um do outro. seguiam na mesma direção, enquanto discutiam acaloradamente sobre o futebol do dia anterior.
do lado par da rua, Vinícius, um fervoroso torcedor do " Atlético Mineiro", exultava com a vitória esmagadora de seu time. do outro lado, João, apaixonado pelo "Flamengo", lamentava a derrota sofrida por sua equipe. seus argumentos ecoavam no vazio noturno, misturando-se ao ruído da cidade ainda adormecida.
Vinícius, trajando a camisa preta e branca do ‘Galo’, exultava com a vitória retumbante de seu time. João, ao contrário, com o manto rubro-negro o ‘Mengão’, lamentava a derrota sofrida pela sua equipe. seus argumentos fervorosos ecoavam na rua deserta, como se as palavras carregassem consigo a energia do jogo.
decidi aproximar-me ~curioso que sou~, para entender a profundidade da paixão que permeava aquela discussão. apertei o passo, ficando no meio fio da rua, me aproximei, pude perceber a intensidade nos olhares dos amigos, suas expressões carregadas de emoção, enquanto debatiam cada lance do jogo como se estivessem revivendo-o ali naquela madrugada.
os argumentos se intensificavam, e eu me perguntava se aquele confronto verbal terminaria ali mesmo na próxima esquina, ou se se estenderia até o amanhecer.
caminhando, agora, ao lado deles, testemunhei a troca de argumentos, a defesa apaixonada de cada lance controverso e a exaltação diante dos gols marcados. suas vozes vibrantes e exaltadas, ocasionalmente, despertavam a curiosidade de alguns moradores, que abriam as janelas para ver a fonte daquele alvoroço noturno.
aquela discussão fervorosa não se limitava apenas ao futebol; era um reflexo das amizades construídas em torno do esporte, da rivalidade saudável que unia e, ao mesmo tempo, separava os torcedores. enquanto caminhávamos, o ruído das vozes continuava a perturbar a serenidade da noite, como se o jogo ainda estivesse acontecendo ali, entre os três.
com o passar do tempo, a discussão diminuiu gradativamente, e as vozes dos amigos se tornaram sussurros. o entusiasmo inicial foi substituído por um silêncio confortável, e a energia que os impulsionava foi se dissipando na brisa ainda noturna.
continuei minha caminhada ao lado deles por mais um tempo, observando a amizade prevalecer sobre a rivalidade do futebol. mesmo discordando fervorosamente sobre o resultado da partida, o respeito e a cumplicidade entre Vinícius e João eram evidentes.
por fim, cada um seguiu seu caminho. atravessaram a rua, encontrando-se no meio-fio, e nos despedimos com um aperto de mãos e um sorriso. enquanto eu retomava, com um peso no coração pela derrota do meu amado Peixe, à minha jornada solitária pelas ruas desertas, não pude deixar de refletir sobre como o futebol, para além de ser um esporte, é capaz de unir e dividir sentimentos. mais do que tudo, mantém a chama da amizade acesa, e minha esperança fervente era de que o meu Santos não venha a cair este ano para a segunda divisão.
Tempo ao Tempo.
Torcedores.
É fácil explicar a paixão dos torcedores para o seu clube, ou seleção: eles entram e campo... e jogam.
Com um outro olhar, os torcedores passam uma procuração mental para os atetlas que os representam em campo.
Dificil é explicar a abominável violência entre os torcedores nas arquibancadas dos estádios.
O cenário atual do futebol brasileiro muitas vezes revela uma realidade dissonante em relação ao sonho dos jovens atletas. Treinos engessados, que vão desde a iniciação até as categorias profissionais, moldam os jogadores em formatos rígidos e previsíveis, limitando a criatividade e a expressão individual no campo. O desejo de ver inovação e talento autêntico frequentemente esbarra nas barreiras de metodologias antiquadas, que priorizam a conformidade sobre a originalidade.
Peneiras e avaliações, em vez de servirem como ferramentas para realmente identificar e nutrir o potencial dos jogadores, frequentemente se tornam meras formalidades para satisfazer a sociedade, dando a impressão de que o processo de seleção na agremiação é aberto e democrático. Essas avaliações frequentemente negligenciam os times de transição, que não são devidamente observados pela comissão técnica, pois os clubes já têm seus elencos completos e blindados. Dessa forma, a importância da adaptação e da progressão gradual no desenvolvimento do atleta é ignorada.
O sonho de se tornar jogador profissional, uma aspiração cultivada desde a infância, frequentemente se dissolve em um mercado onde a formação de jogadores é secundária. A prática em campo perde relevância em relação ao extracampo, onde empresários e estratégias de marketing muitas vezes determinam o destino dos atletas. Nesse cenário, o talento genuíno é frequentemente ofuscado pela influência e pelo poder financeiro, evidenciando uma realidade em que a paixão pelo jogo é relegada a um papel secundário.
Assim, o futebol, que deveria ser um terreno fértil para a expressão e o crescimento pessoal, muitas vezes se transforma em uma arena de interesses e estratégias empresariais, sacrificando a verdadeira essência do esporte em prol de agendas externas. O sonho do jovem jogador frequentemente se confronta com uma estrutura que valoriza mais o espetáculo e o lucro do que o desenvolvimento genuíno e a criatividade no jogo.
Existem vários reis: rei do futebol: rei da música; rei da TV e da comunicação; existe o diplomata do Direito e o Rei da Salvação.
"Na Alemanha, não acreditamos em superestrelas. Somos ensinados desde cedo a jogar em equipe, e não a brilhar sozinhos.
É por isso que não veremos muitos jogadores alemães ganhando uma bola de ouro, mas é também por isso que podemos ver 4 estrelas em nossa camisa".
Quem precisa aprender tem que estudar, ir para a Europa. Quem não precisa, pode tirar as férias na praia. Agora eu pergunto às pessoas que criticaram, que falaram que estavam trazendo um treinador que jogava futevôlei na praia: 'E aí?' Quem sabe, sabe. Quem não sabe, vai estudar. Futebol é como andar de bicicleta: nunca desaprende.
Antigamente, os treinadores montavam o time com base nas melhores habilidades dos jogadores, enquanto hoje em dia, o fazem com base naquilo que cada jogador tem de pior.
Abra sua mente, ouça seu coração
Voe para bem longe da opressão
Use suas asas para voar
Para amar, para se libertar
