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Assim que muitos homens se encontram juntos, perdem-se. (...) Todo o homem, em meio à multidão, converte-se noutro - mas pior. Nas multidões, a união é constituída pelos inferiores e fundada nas partes inferiores de todas as almas. São florestas em que os ramos altos não se entrelaçam, mas apenas, em baixo na escuridão, as raízes terrosas. Todos perdem o que os torna diferentes e melhores, enquanto o antigo rústico - que, entre obstáculos, mordaças e açáimos, parecia aniquilado - acorda e ruge.
Meninas moças teimosas e graciosas que dormem sem calcinha, suadas e sem pudor, deitadas na rede com janelas abertas em noite de lua cheia, vem o Boto de cabelo molhado, no frescor da noite, entra, adentra e engravida. Melhor administrar esta ancestral fatalidade muito comum na grande floresta do norte, que ter a filha falada pelo povo maldoso dizendo que ela se perdeu na vida e é mãe solteira de um recém chegado forasteiro. O Boto ainda é o pai de muito brasileiro.
Floresta
Animais andando
Como os vegetarianos,
Tem carnivoros e
Também os seres vivos
Também as ovelhas ,
Existe abelhas
Existe frutas
Como também as uvas,
Pássaros voando
Vendo o sol brilhando
Aves em todo lugar
Todas voce pode achar....
Na floresta das arvores gigantes eu
caminhava,
imerso em meus pensamentos eu flutuava,
trazendo a paz somente a verdadeira paz,
que minha alma enfim procurava.
Na escuridão da floresta um brilho intenso ilumina a natureza,
esse brilho vem do seu sorriso, do seu olhar, da sua alma pura e cristalina como a água que brota da nascente!
De um ponto a outro do mundo
Um segredo se manifesta
Compreensão do segredo profundo
No coração da floresta
Mas o homem não quer assim
Desmatando,queimando matando animais
Trazendo desequilíbrio sem fim
Reinando sem a paz
O amor à vida deve ser a razão
Para manifestar o poder
Quem não ama,não tem coração
E nem sabe compreender!
Para o mundo ser melhor
É preciso aos outros respeitar
Envolvendo tudo ao seu redor
Com carinho abraçar!
Voz do Silêncio
Às vezes,
acontece!
E sempre
que acontece...
É melhor
ficar calado
...
E esperar
que a voz
do silêncio...
Fale!...
-- josecerejeirafontes
Matem-se as palavras...
Sombras sorrateiras
correm pelo chão
coberto de folhas
cheirosas!
-- josecerejeirafontes
Ouve, ouve minha árvore, aquela árvore onde se levantam as folhas cor-de-rosa que decoram a floresta e os Nossos olhos.
O pensador pensava que tranquilizava os seus pensamentos com momentos de esplendor, no entanto foi na floresta encantada que encontrou a sua paz de espírito.
Estou entrando na floresta
Para um povo avistar
Poder que se manifesta
Traduzindo meu sonhar
O sonho chegou para você
Momento de conquistar
Prove para ver
O que vai se realizar
É segredo a se guardar
Com respeito e atenção
Santa lembrança guardar
Com amor no coração
Para poder lembrar
E assim compreender
É o povo INDARAUÊ Devo sempre respeitar
*POVO INDÍGENA DO LIVRO: O Senhor de Marfim,de Samuel Ranner.
Uma noite fomos à floresta. Não devíamos ter ido. Quebramos as regras. Ninguém sabia disso mais do que eu.
Ele pode ser um mago imortal, mas continua sendo um homem, e nossos pais se uniriam e o matariam se a cada dez anos ele quisesse usar uma de nós como comida. Ele nos protege contra a Floresta, e somos gratos; mas não tanto assim.
Havia também uma canção nessa floresta, mas era uma canção selvagem, um sussurro de loucura e choro e raiva.
Morre a floresta. Morrem nossas praias e nosso mar. Morrem passarinhos, tatus, lagartos e serpentes. Morrem golfinhos e peixes. Morrem as crianças nas favelas. Morrem os direitos dos trabalhadores. Morrem as esperanças de um Brasil próspero. O Brasil está morrendo, gente!
Bolos da Marta
Tem bolo de milho
Pro café do pai,
Pro café da mãe
E o lanche do filho.
Tem bolo de queijo
Com gosto de beijo de lá da canastra.
Tem de chocolate, cenoura, laranja
Limão e aipim.
Quando o cheiro se alastra
Com cravo e canela é bolo de pudim.
Leva bolo freguesa
Põe bolo na mesa, de segunda a quarta
Na quinta e na sexta
Tu leva uma cesta de bolos da Marta.
Pro fim de semana
Tem bolos da mana
Com gosto de festa
Leva bolo freguês
Deixa um dia do mês
Para o bolo floresta.
Desertos que me habitam
Os desertos que me habitam
diferem-se no grau, no grão molecular.
Desertos que habitam em alguns são verdejantes,
suas folhagens vicejantes tapam o céu, esconde o sol.
Nem todo deserto é areia
contendo pedras, pó e poeira
ou caniço a balançar.
Nem todo deserto é só areia
pois há também as cordilheiras
com suas rochas e geleiras
onde a voz se faz ouvir.
Desertos que me habitam, para alguns são navegáveis
profundeza mensurável ou um oceano sem fim.
Nos habitam, comumente, desertos urbanos
cheios de gente,
rotineiro e solitário
mas inóspito igualmente.
E há desertos que são noites,
matéria escura, sem repouso
verdadeiros calabouços
pra quem teme adormecer.
Os desertos que me habitam
nos habitam a todos nós
enquanto sopra
paira a brisa
que anima a travessia.
Se todos os que se dizem defensores do meio ambiente, plantassem meia dúzia de arvores, nosso planeta seria uma imensa floresta.
