Tag fada
Um dia a pequena criança viu a nuvem e nela quis voar. Como doida pulava e obvio- jamais alcançaria . Resolveu formar com elas mil imagens que surgiam de sua fértil imaginação. Lá na amplidão azul mesclada de branco apareciam então mil carneirinhos, flores, dragões, barcos e monstros sem braços ...Depois esquecia de tudo e voltava a atenção aos pássaros que em revoadas passavam sobre sua cabeça no imenso jardim ou trilhas por onde andava. Com eles queria voar também e lógico não era possível, resolveu então vestir asas imaginárias e aos solavancos, descia rampas de gramados, achando-se uma sabiá. Até que rolou por uma ribanceira e feriu-se muito. Não desanimou, seus pés não se contentavam em andar apenas sobre o chão e vestiu asas de borboleta. Pelos prados sem fim, voava e ruflava, indo de flor em flor. Sabia todos os perfumes e texturas delas, mas um dia uma vespa predadora a quis pegar, ela perdeu uma das asas e caiu. Nunca mais voou e aos poucos morreu no jardim que amava. Não se deu por vencida, largou a fantasia de borboleta e virou vespa. Como essa, voava sem receio, apavorando borboletas, até que veio um pássaro e a comeu. A garotinha resolveu ser um pássaro e foi voando pertinho das nuvens e ali conseguiu por um instante tocá-las. Imaginou junto à nuvenzinha uma varinha de condão e como fada do faz de conta virou poeta para sempre.
O sol já surgia na linha azulada à sua frente. Ela sentiu um misto de expectativa e alívio, a heterogênea loucura de quem sabe o que quer, mas lá no fundo quer muito mais do que consegue conceber. Em um movimento fluido ela levantou , calmamente caminhou com passos decididos rumo ao horizonte e à campina perfumada , e então, com um bailado de fada, saudou sorridente sua nova vida...
Bem prá lá da amoreira, depois do riacho dourado
Mora um gnomo bondoso
Que cuida de um jardim encantado
Quem dera eu pudesse habitar
Na casinha ao lado dele
Cantar suas canções delicadas
Ouvir os sinos a soar...
Assoviar ao nascer da aurora
Dançar ao cair do dia...
De vizinhos , a Fada Rosa
Duende verde e Bruxa da Colina
Todos felizes e animados
Com cada semente que ali germina...
Visito ali de quando em quando
Sempre que o sono me domina
Volto porque os amo
Aqui encontro amigos
Que sabem levar a vida!
AMOR!
Acredito que o amor verdadeiro existe, e todos deveriam ter o privilégio de conhecer e também acreditar... sabe aquele amor que você só tem uma vez na vida? E quando encontra, não sabe que será para sempre?
Esse amor é único, é paciente, é gentil, não inveja, não se vangloria, não maltrata, não busca interesse próprio, não guarda rancor, mas te proporciona alegria, te faz sorrir quando você quer chorar, te faz companhia quando se sentir só, te dá sensação de borboletas no estômago, te faz estar em uma montanha-russa de sentimentos bons, é um amor que tudo sofre, suporta tudo, que refresca no calor e aquece no frio, que tem aquela piada que só o seu amor entende. "hahaha"
É um amor que nos faz, fazer coisas das quais nunca imaginamos fazer.
Isso nos torna tolos...
Mas, esse amor nos traz segurança.
Não é um conto de fadas, mas às vezes te deixa tão feliz como se de fato você vivesse em uma terra mágica, ele tem seus dias de chuva e seus dias de sol, mas você sabe que vem o arco-íris e o vento suave, com cheirinho de primavera e não importa o quanto as ondas venham, ele permanece firme como uma rocha.
Esse amor nos tira da zona de conforto, e nos faz ir além de qualquer esforço.
Ele te faz melhor para quem você ama.
Este amor não foi escolhido, simplesmente aconteceu como num passe de mágica, ele não é um amor egoísta, ele te prioriza.
Nele há renúncia.
Ele é suave, é doce, é solidário, é puro, incrível, intenso, leal e eterno e acima de tudo nele só existe a verdade.
Acredito que existe alguém imperfeito que, somando às nossas imperfeições, simplesmente, nos torna perfeitos, juntos.
T.L
Hoje eu acordei
Pensando com meus botões
Nem tudo é como sonhei
Mas amo as variações
Vou seguindo meu caminho
Fazendo o melhor possível
Pois nunca estou sozinho
Com meu amigo invisível
Seja anjo gnomo ou fada
Cada um ve do seu jeito
Porisso eu dou risada
Nesse mundo de imperfeitos
Ela causa um encantamento inevitável com o uso da sua essência alva, a transparência do seu amor profundo e imensurável, o resplendor das suas emoções sinceras e admiráveis que nem águas cristalinas, onde a falsidade é ausente e a vida é farta, sem esquecer da sua graciosidade genuína, poeticamente, uma fada.
Agraciada por sua percepção estar sabiamente voltada para a riqueza da simplicidade, aquela que não envelhece, mas torna-se clássica, um valor que só aumenta e assim, enriquece a sua alma e abrilhanta com a sua rica presença que é muito apreciada, de fato, uma benção por Deus enviada.
O vislumbre de um lindo universo que muitas vezes não é percebido, pois aquilo que é simples nem sempre é atraente ou ao menos notado, por isso que é prudente no mínimo vislumbrá-lo atenciosamente e com um sentimento grato por não se saber seguramente quando e se estará acessível novamente.
Sou levado a um emocionante conto de fadas, fico encantado de imediato, quando admiro a tua graça, uma linda fada saída de um livro de fantasia, onde a tristeza não se instaura e a felicidade está em demasia, resultando em um amor que aquece a alma e uma paixão que causa alegria.
Ela tem um espírito livre,
gestos intensamente delicados,
uma linda face, um amor incansável, que, infelizmente, por descuido,
ficou muito vulnerável
e arrancaram as suas asas,
mas não o seu apreço pela a liberdade que agora a expressa em passos libertos e desordenados,
uma dança não ensaiada,
sem cobranças, sem amarras,
repleta da sua essência
e, talvez, ela descubra que é uma fada, que ainda pode voar, que não perdeu
as suas asas, apenas ficaram invisíveis graças ao seu subconsciente
que, instintivamente,
agiu em sua defesa
pra que os malvados e infelizes
não tentem prendê-la.
FADA PLUMINHA
Por onde anda seu marido?
Já não tinha mais o que ver
Caminhou por uma linda estrada
partiu, cessou de viver
O homem, foi honrado
quando em vida, sempre humilde
Sua esposa não deixou só
a bruxa, viúva, Matilde
Era mãe de duas filhas
amor pra uma, pra outra nada
Assim vivia a filha Clotilde
e Florença, a enteada
Pra Florença, só trabalho
apesar de seu esforço
Pra legítima, preguiçosa
deseja um belo moço
A beira de um fonte
Florença sempre ia fiar
Após um súbito cansaço
na água o fuso foi parar
E agora, o que eu faço?
Pensou Florença assustada
Se eu volto sem o fuso
Matilde fica revoltada!
Se esforçou para pegar
mas na fonte ela caiu
Muita água, pouco ar
desmaiou de tanto frio
Em um jardim maravilhoso
a jovem moça despertou
Vou fazer um ramalhete
a primeira coisa que pensou
Ao andar pelo jardim
escutou com atenção
A voz vinha de um forno
quem falava era o pão
- Florença, me tire daqui e me coma
será uma satisfação!
- Se demorar mais um minuto
virarei um pobre carvão
A menina agiu rápido
comeu o pão, não deu bobeira
Eis que surge uma outra voz
dessa vez, a macieira
- Colha aqui minhas maçãs
sei que devo merecer
- Estão maduras e pesam muito
não prestarão se apodrecer
Sem se quer pestanejar
atendeu e nada mais
Colheu todas e comeu algumas
dividiu com os animais
Continuou a caminhar
e encontrou uma velhinha
Se tratava de uma fada
a velha, fada Pluminha
A fada sacudia os travesseiros
e caia neve de verdade
Mas a força pra sacudir
se perdia com a idade
Vendo o esforço da senhora
se ofereceu pra ajudar
E na casa da velha fada
por um período foi ficar
O tempo foi passando
Florença não precisava mais de explicação
Fazia todos os afazeres
no sorriso, satisfação
Abriu os travesseiros na janela
e na chegada do inverno profundo
Sacudiu os travesseiros
e fez nevar em todo o mundo
Veio então a primavera
mas era chagada a hora
Com a benção da velha fada
se aprontou e foi embora
- Espere minha querida
sei que parece clichê
-Eu achei isso no lago
acho que pertence a você
Agradecida pegou seu fuso
e voltou sem acreditar
Mas no meio do caminho
seu vestido sentiu pesar
Olhando para suas vestes
se deparou com um tesouro
Viu os trapos que vestia
se transformar em puro ouro
Chegando em sua casa
contou o que aconteceu
Sua irmã e sua madrasta
do coração quase morreu
Se o que dizes é verdade
também posso conseguir
E os passos da meia-irmã
Clotilde decidiu seguir
Foi na fonte, jogou o fuso
fingiu até se afogar
Acordou em um jardim
soube que era o lugar
Viu o pão pedir ajuda
deixou que virasse carvão
Disse a pobre macieira
- Seus frutos apodrecerão!
Entrou na casa da velha fada
mas nunca quis ajudar
E nesse ano o inverno
nem se quer ousou nevar
É chegada a primavera
a moça decidiu partir
Vou ganhar o meu vestido
pela porta vou sair
No caminho olhou pra roupa
estava da cor do azeviche
E pela sua ingratidão
recebeu todo aquele piche
Antes que Clotilde voltasse
com seu vestido divino
Florença saiu de casa
era dona do seu destino
