Tag embora
O problema com certeza são as lembranças. Elas se mantêm em mim, elas não vão embora contigo na estação da luz.
Vamos embora ao vento,
ao que sucede um novo romance
numerosos serão os momentos
embriagados nessa eterna nuance
sobretudo jamais cairá em esquecimento
sem saber se terá fim a nossa história,
assim também será eterna, e viva na nossa memória.
Ela tentou sentir meu coração, mas nem bateu na hora. Só tinha metade, e a outra metade ela levou embora.
SURPREENDE
O verdadeiro homem entende
Que pela vaidade não se prende
Aquele que muito se defende
É comum que ao outro recomende
E talvez nem a si próprio emende
Muita Força e Luz pra quem aprende
É no silêncio que bem se empreende
Evolução que ao vulgo transcende.
SEM DEMORA
E então chegou a hora
De aflorar tantos defeitos
Noutros tempos eram glórias
Crucificando o sujeito
Que logo ali sem demora
Ressuscita o seu jeito
Sem deixar mais ir embora!
Acho que seria melhor você me matar do que me mandar embora sabendo que eu não saberia pra onde ir...
E se eu fosse embora? Não me afastar, ir embora mesmo, sabe? Não olhar mais na sua cara, não responder suas mensagens, não esbarrar em você propositalmente pelos corredores, não ir na sua casa, não olhar nos seus olhos, não olhar mais para você, não te seguir mais nas redes sociais, não dar moral aos seus retweets, não ligar para o que você escreve nas notas, não me importo para onde e com você vai, não querer mais receber suas mensagens tarde da noite quando você chegar em casa. Respiro fundo e penso mais um pouquinho, talvez eu devesse ir embora.
Talvez você nem perceba ou note no começo, talvez eu vá embora do nada, no meio de uma tarde de terça qualquer, ou talvez eu esteja indo embora aos poucos, cortando nossas conversas longas, ficando longe, não indo frequentemente a sua casa, não te olhando pela escola, eu estou indo embora e quando você notar, eu já terei ido embora.
Dois de novembro
No silêncio íntimo que invade o Dia de Finados, a saudade se debruça. Ela não tem pressa, é senhora do seu próprio compasso. É o dia em que a ausência brinca de ser presença, quando os que partiram voltam, não em carne, mas em sopro, como se sempre estivessem apenas a um afago de distância.
Os túmulos não mentem. São declarações sem palavras de que o que foi vivido realmente existiu, confessando com a solidez do mármore que a vida é frágil e que o tempo é um rascunho rabiscado à pressa. Cada nome entalhado ascende, não como uma mera inscrição, mas como um feitiço sussurrado entre as frestas do esquecimento.
Nem toda ausência é tratada pelo tempo. O tempo não se compromete com permanências. Passa por nós sem desculpas, sem aviso, sem oferecer alívio. Quando alguém que amamos morre, morre também uma versão nossa. Deixamos de existir daquele jeito. É como ter sua casa assaltada por uma ausência. Por isso, não se deve apressar a dor de ninguém. No luto, não se questiona o amor por quem partiu. No luto, deixamos de nos amar, e voltar ao amor próprio demora. Deixe a pessoa doer.
O luto não passa; somos nós que passamos por ele. É um caminho de fragilidades. Não há como sair de uma dor caminhando. Precisamos engatinhar até voltar a firmar os pés novamente. E demora até que essa dor vire saudade. Demora até que essa saudade vire gratidão. A dor é solitária, e você tem todo o direito ao seu luto, mesmo depois da licença do outro acabar. Cada um tem seu tempo de digestão.
No murmúrio de uma prece, na chama vacilante de uma vela, reside a certeza de que, do outro lado do mistério, alguém sorri — os eternos hóspedes da eternidade. Hoje, flores são depositadas por mãos trêmulas de emoção. Mas não é o frescor das pétalas que importa, e sim o gesto. É flor de ir embora. É uma homenagem ao laço que nem a morte é capaz de desfazer.
Eu sou aquela pessoa que vai embora aos poucos, vou recuando atrás de um doce sorriso, ou um olhar reflexivo, com doce resmungo em tom de advertência, comprimo os olhos para esconder uma furtiva lágrima que rola e explodo em alegria, aceno com as mãos de forma positiva e quando me procuram já estou longe, em outra.
Mundo estranho: alguns dizem como fazer, fazendo diferente; e vivem como a sós, esquecendo de muita gente; respeito que é da boca pra fora; cuidado que não há nem consigo mesmo; mesmo que todos vão embora, por anamorfose, que o tempo traga o antigo habitante. Gente estranha.
A pobreza emocional é pior que a financeira — porque o bolso vazio se preenche com trabalho, mas o coração quebrado te faz gastar o que não tem tentando provar que ainda vale alguma coisa.
VÁ
Vá em frente,
Siga seu caminho,
Eu não quero o mundo inteiro, só queria tua metade.
Você escolhe seu caminho, suas ações, elas definem você.
Você não estava preparada para o meu amor,
Você nunca me amou como eu te amei.
Siga mentindo para si mesma que é feliz!
você nunca saberá a intensidade do meu amor por você, porque não se permitiu vivê-lo.
Corra do alcance dos meus olhos,
E fuja do meu sorriso, do meu abraço.
Meu coração teima em acreditar que você era minha joia rara!
Vou levantar a cabeça e ir embora
Não deixo baixar a poeira
Para aguentar tamanho sofrimento
Está faltando entendimento
Para seguir nestas finas pedras brilhantes
Bom mesmo é conseguir o favor
Conseguindo andar nessas forças abundantes
Extraindo delas o amor
Perfume destilando a vontade
Exalando cheiro de outrora
Atraindo sempre a verdade
O momento é agora
Quero dizer que nesse mundo
Está reservado o segredo profundo
Para quem desejar entender
Dela tirar proveito e compreender
Mamãe Foi Embora !
Mamãe foi embora !
Mamãe foi embora ! ( Bis ).
Mamãe foi !
Nem olhou pra trás !
Me abandonou ! ( Bis ).
Mamãe foi embora !
Nem se importou !
