Tag desencontro
Em algum lugar, te deixei
Aqui dentro, o seu eu não encontra o meu
Em algum momento, você se perdeu de mim
Quisera eu voltar no tempo
Tempo, tempo, tempo
Saudade que transborda em mim ...
Ficou muito claro graças à você
Finalmente deu para perceber
Me pediu para não entender mal
E tudo o que desejava era um ponto final
Agora sim tenho certeza
De que só tratava de gentileza
Mas não se preocupe, compreendi
Tudo o que sempre esteve ali
Em pouco tempo gostei de você
E em menos ainda de ti vou esquecer
Sinto saudades
De um carinho que nunca foi real
De uma companhia que achei que fosse ficar
De um sorriso que me fez acreditar
Sinto saudades
Dos longos papos sempre leves
Do cigarro partilhado
Sem esquecer o vinho tomado
Sinto saudades de pensar
Que tudo era especial
Que tinha em você um amigo
Que faria minha vida fenomenal
Você chegou e foi só alegria
Mas partiu logo em seguida
E dá tristeza em pensar
Que aqui não vai ficar
Obrigada pelos papos
Agradeço a companhia
Sua presença mesmo que breve
Em minha vida trouxe magia
Te conhecer me fez acreditar
Que apesar de tantos erros
Tantas pessoas perdidas e vazias
Ainda existem aquelas que vão nos conquistar
Você pode ter a certeza
De que de você nunca irei esquecer
Pois me fez perceber
A grande alegria de viver
DESENCONTRO
Que sorte forasteira é esta
Que caminha sem sentido
Riscando rumo partido
E pouca ventura empresta?
Finge ser o destino, direção
Sussurrando ser boa nova
Se mais parece uma cova
Exílio arquitetado pro coração.
São desencontrados gestos
A nos jogar feridos ao chão,
Criando silêncio na emoção,
Com tais sonhos indigestos,
Que viram amarras pra ilusão,
Solidão nos desejos incertos,
E nos fazem boquiabertos...
Sem ter o amor, ah isto não!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, maio
Cerrado goiano
ESPECTRO DEIFICADO
"Deificar o meu espectro me torna escape
Da instalação de estradas estratosféricas.
Senão, o mesmo rio que me engolfou
Secando em desencontros do visto da janela
Me tornaria capaz de ser ao mesmo tempo
Vida de dístico, fundo do estilo,
Eixo do sinistro e prumo da embocadura."
CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES
Mágoas,esquecidas
ódio que mata
Saudades do fado
Tristeza perdida
Desejos realizados
Carinhos recebidos
Abraços sentidos
Beijo salgado
coração apaixonado
Amor ardente
do coração quente..!!
Um dia vamos aprendendo que não podemos caminhar pelo passado. Nem tampouco podemos apagar aquilo que foi vivido, mas a busca de uma realidade conexa é a captadora de histórias felizes. Nenhuma história é equivalente à outra. Não há e nem deve haver sobreposições. A arte do encontro pode também residir nos desencontros.
By Tais Martins
Folhas secas de telas vazias.
Pintadas de várias cores.
Peças intocadas de argila.
De barro, de mar.
Foram postas diante de mim.
Como o nosso corpo um dia esteve.
Onde todos os cinco continentes e os horizontes....
Giraram ao redor da tua alma.
Como a terra ao redor do sol, da lua.
Agora o ar que provei e respirei mudou de rumo.
Todas as imagens foram banhadas de preto.
Onde tatuei tudo e o amor transformou o meu mundo em escuridão.
Como podes amar alguém, que foge dos teus carinhos.
Dos teus braços.
Que te ignora em muitos momentos.
Como podes amar alguém, como eu meu amor.
Onde as minhas mãos estão amargas e secas.
Esfolam-se demais para alcançar as nuvens.
Os pensamentos estão entrelaçados ao redor da minha cabeça.
Onde embalam todos os cacos de vidro!
Quando se apaixona por alguém, é o que é... simples assim. Algo que é imposto não se sabe de onde. Quem ama tende a agir virtualmente: aceita magoar pai, mãe, primos, mas evita fazer isto, na maioria das vezes, com parceiras(os). A tristeza produzida por um comportamento indigno e a perspectiva de um desencontro parece ser insuportável...
Desencontro!
(…) e eu vivi
a intensidade
desse amor.
E nos perdemos,
no caminho onde íamos
nos encontrar!
Nossos caminhos
não foram os mesmos,
nessa busca.
Éramos apenas um nome.
Algumas fotos.
Um sonho…
E eu o amei,
mesmo sem conhecê-lo!
Pois você também,
Desencontro!
(…) e eu vivi
a intensidade
desse amor.
E nos perdemos,
no caminho onde íamos
nos encontrar!
Nossos caminhos
não foram os mesmos,
nessa busca.
Éramos apenas um nome.
Algumas fotos.
Um sonho…
E eu o amei,
mesmo sem conhecê-lo!
Pois você também,
me dizia amar!
SONETO DA ILUSÃO
Essa ilusão, moteja, e assim guedelha
Que a má sorte do fado se assemelha
Quanta vez procurava a minha desdita
Se fazendo doce, quando era maldita
Essa ilusão com expectativa e avidez
De uma, duas, três, outra e outra vez
Onde a minha esperança se saciava
Tornou da ventura, a dor... escrava!
Essa ilusão, regateira e vil mentirosa
Que desabrocha espinho e não rosa
Fez ao coração da tristura a sua lei
Agora, triste, choro e padeço, quando
Vejo o infortúnio assim esboroando
Os sonhos que um dia eu sonhei...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano
Eu, tu e mar
Tu, eu e cidade
Eu, tu e paz
Tu, eu e guerra
Eu, tu e fé
Tu, eu e separação
Eu, tu e amor
Tu, eu e desencontro
Eu e tu
Tu, eu
RÚSTICA HORA
A paixão sentida no revés sentimento
arremessa na alma desditosa e solitária
a infelicidade, sensação desnecessária
além, do amar, este, a mim sem alento
O pranto, a correr, e a sorte ao relento
vem do acaso, da solidão, do itinerário
que parece trazer consigo um rosário
sem rumo, que na ventura vai ao vento
Tenta, e tenta, lamenta. Olha em torno
sedento. E o silêncio suspirando lá fora
à meia penumbra, num choro morno...
Do reclamo, o luar alvacento da aurora
com seu reflexo pálido de um adorno
sofrente, murmura essa rústica hora!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06 outubro de 2020 – Triângulo Mineiro
DESEJO
Eu quis paixão, pelo amar pleno
sem ambição dum fatal amado
onde apenas valeria ser ameno
ou talvez aquele algo desejado
Quis me doar, sem ser pequeno
e desse amor não fosse deserdado
mas, senti na alma o acre veneno
do amor na futilidade ser banhado
E vejo que o amado é, na vida
aparte, ao que é o escolhido...
a este, tem, uma boa acolhida!
É. Se castigo ou sina, eu digo:
- que nunca quis ter perdido
Se perdi, é por não ter comigo!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09/10/2020, 19’28” – Triângulo Mineiro
SONETO PARADOXAL
Como quisesse poeta ser, deixando
O estro romântico, espaço em fora
O amor, ao reconhecer sem demora
A seleta face, abriu o ser venerando
Encontros e desencontros, cortando
Caminhos e trilhas, percorri: e agora
Que nasce a poesia, o poema chora
E chora, a rima passada, recordando
Ó, estranha sensação despropositada
Tão saudosa como se fosse “In Glória”
Invade o poetar sem ter um comando
Assim por larga zanga aqui pousada
Me vejo perdido, triste nesta oratória
Quando poderia êxito estar versando
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
04 de dezembro de 2019 – Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Ela era rígida.
Ele era leve.
Ela era séria e lia.
Ele ria e curtia.
Ela o avistou e ele nem notou .
Ela se encantou, ele só cumprimentou.
Ela foi, Ele ficou .
Quando o Céu se encontra com a terra.
O amor desencontrou.
Encontro x desencontro
Não me encontre em meu desencontro
Encontre-me apenas quando eu estiveres
a sua procura ou à procura de alguém.
Não deixe o seu olhar fitado no horizonte
concreto e muito menos nas inverdades do tempo.
Não me encontre em meu desalento,
pois farei descaso com o seu amor.
Mediante a tal situação me olho no espelho
e o que vejo é apenas o que quero e não o que sinto.
Deixa-me livre para sorrir ou para caminhar, pois o meu coração
não quer se aprisionar.
Deixe a minha vida,
o meu corpo,
o meu amar.
Não quero mais viver assim.
Quero apenas voar sem rumo,
sem direção,sem âncora...
Até me encontrar.
Para que tudo possas em enfim...
recomeçar com o célebre pensamento do poeta português
Ricardo Reis: "Antes de conhecer eu já te amava".
E tudo inicia-se sem dilemas.
Sem a penumbra das indecisões.
Porque amando-te.
Permito-me apenas ser.
17/02/2016
Avandelson Silva
DESEQUILÍBRIO
Se entre nós existe
palavras cerradas
o não que insiste
o frio das madrugadas
um olhar triste
debruçar-se na janela
um horizonte enriste
paisagem com cancela
distância vindo a pé
o que me resta, dela
é eu passar um café!
Luciano Spagnol
Junho de 2016
Cerrado goiano
Engraçado como as pessoas agem quando acham que estão por cima em algum momento. Ontem no bananada ( festival ) , fui ao encontro de uma amiga querida para abraçá-la porque dela tenho saudade. . Quando a encontrei fui tratada de maneira completamente fria e hostíl, como se eu estivesse ali querendo alguma vantagem . Fiquei sem graça, mas depois pensei que talvez ela pudesse estar passando por algum problema naquele momento.
Refleti: Amanhã ela me liga e me conta qual era o problema que justificasse tamanha frieza, e talvez pudesse até ajudar de alguma forma. Esperei até agora...
O que tenho a dizer, minha grande amiga, é que te entendo. Porque o mundo está cheio de gente com más intenções, seja financeira, emocional ou espiritual. Por isso, te entendo e te perdoo.
A escolha e batalha de continuar sendo leve e acreditando que tem pessoas que, a única coisa que interessa, é compartilhar bons sentimentos perante esse mundo cruel é muito difícil. mesmo; é luta diária. Mas nunca é tarde viu?
Por outro lado, a uns metros dali, de onde me senti pequena , envergonhada, tinha uma pessoa , que quando vi pensei: Só pode ser... E quando disse o seu nome: Bina!!! Aqueles olhos que, são só dela, me acolheram como um abraço, mas foi quando ela me abraçou foi que vi que, os olhos eram complemento!!!
Respirei...Obrigada, BINA, ainda hoje lembro do nosso encontro e fico leve e aquecida.
Ahhhh.. lembrei de duas coisas importantes: Primeiro, todos os nossos encontros, me sentia assim amiga, e olha que são anos Não vou falar senão entrega a idade rsrs.
Segundo: Éramos bem jovens, então a vida conduziu a caminhos diferentes , mas ambos do bem e não tenho você no facebook rsrs. Mas espero que a minha forma de agradecer o carinho de um vida chegue até você, algum dia!!!
Essa noite tive três encontros memoráveis. Me aguçaram os sentidos... de uma maneira ou de outra, senti do soco na boca do estômago ao vento doce e suave no rosto. O primeiro, frio e hostíl o segundo, saudoso e fraternal;
O terceiro encontro... Hummm o terceiro encontro!!! o que dizer::
Eu ali, em pé, com a bateria por acabar, a conexão uma p..., fingia independência , quando não passava de uma pessoa quase arrependida, quase claustrofóbica, um cristal frágil segurando para não quebrar.
Foi quando olhei para o lado e lá estava você , com aquele sorriso tipo: "mas que boba!!!"(você entende) de maneira acolhedora, protetora, sedutora, todos as "oras" boas que tinha, senti...
Daí me senti recompensada porque no fundo, acho que só passei por tudo isso (porque gente, não sou obrigada rsrs), por esse encontro. Mas também, cã entre nós, "eu fico impressionada o tanto que eu sou gata." kkkk
viver é isso:
um (des)encontro entre as nossas escolhas
e as oportunidades que aparecem;
um (des)encontro entre os nossos sonhos
e os pequenos milagres da vida;
um (des)encontro entre os nossos impulsos
e o tempo que não para.
