Tag cigarro
Se tudo que passa é em vão; então tudo que passara, é passado.
Se tudo que passara não for vão; então tudo que passa, é presente.
Ela se foi como todas as outras
E acendi outro, que trará mais uma
E acabará igual ao último
E, também, a última irá
Se eu soubesse que seria difícil, Não teria colocado o primeiro na boca, Se eu soubesse que experimentaria tantas sensações ruins, Não teria tragado vc. Se eu soubesse que desistir e resistir seria estar nas trevas. Eu não teria começado. Eu teria escutado aquelas milhares de pessoas que me diziam:
- larga enquanto pode!
Agora é tarde!
Não!!!
Agora é a hora.
Eu posso. Eu sou forte. Sou dona da minha vida. Quem manda sou eu. E eu digo nunca mais ao tabaco. Nunca mais ao cigarro
Vc que está começando por diversão ou onda.
Pare enquanto há tempo.
É difícil mas conseguimos tudo que queremos. Para lutar. Insistir e persistir.
Força Foco E FÉ
Meu Deus, eu sou um cara muito viciado
Antes de tudo fumo um cigarro
Durante tudo fumo um cigarro
Depois de tudo fumo um cigarro
Deve ser o estresse com tudo
Eu sei que isso me mata
Mas no dia que eu morrer vou conseguir parar
Os que irresponsavelmente incomodam os outros com seus maus abitos são os primeiros a defender os seus “direitos”
Ela tragava lentamente, deixando que a toxina fizesse seu trabalho enquanto observava a fumaça dançando no ar e por uma fração de segundo conseguia esquecer de tudo e só existia a fumaça e sua coreografia
O cheiro que impreguina insensato o tranquiliza.
O fogo que ascende é a pólvora que queima.
O vento sopra, levando embora a fumaça da rotina.
Numa imensidão de contratempos és ali parado.
Tornando-se um corpo solitário.
Disfarçando a ansiedade
Ascende...
Segurando entre os dedos
tocando-lhe os lábios
em tragos rápidos e apressados,
mais um masso se desfaz.
"E a cada tragada no meu cigarro, eu vou pensando e percebendo, o quão ingenua eu sou quando o assunto é o AMOR. Não só o amor entre homem e mulher, mas toda forma de amor. Sou carente demais quando o assunto é gostar, se apaixonar e amar. Por ser carente, eu me jogo de cabeça em todas as aventuras amorosas. Por ser carente, todo cara que me trata bem, e mostra interesse, eu penso ser o cara da minha vida. Por ser carente, eu amo todos os colegas pensando que são amigos, quando na verdade esse amor nunca é recíproco. Por ser carente, eu me guardo demais, e acabo não demonstrando amor por aqueles que realmente me amam.
Hoje foi mais um daqueles dias que o "amor" me virou as costas, foi mais um daqueles dias em que eu continuo sofrendo por dentro. Foi mais um daqueles dias que eu paro e penso: Vai ser sempre assim?. Hoje é mais um daqueles dias em que meu coração se despedaça, e eu pego meu kit costura, cola, fita adesiva e band-aid, e novamente tiro forças de onde eu não tenho para reconstruir meu coração. Sabe por quê? Porque mesmo acontecendo tudo isso, eu ainda ACREDITO NO AMOR!"
Por que o amor é como uma chuva.
Nunca se sabe se ficará apenas como garoa ou se irá se transformar numa selvagem tempestade.
Por que o amor é como jogar um cigarro aceso em uma floresta:
O cigarro incendiará a floresta, a chama se alastrará, e mesmo com tantas coisas a se perder, não irá de impedir.
Por que o amor é indeciso e certeiro, confiante e duvidoso.
Ele pode ser tudo e ao mesmo tempo nada.
Pode ser sua força e também sua fraqueza.
Por que o amor é como o mar e suas ondas.
Tem que saber nadar para não afogar.
Ele é tudo isso.
E sempre mais um pouco.
Acordando pela manhã.
Aquele desanimo que domina, sensação de cabeça leve,
Não quero levantar da cama, nem que em Floripa caia neve,
O céu já não parece mais azul, tudo opaco, tudo cinza,
A alegria já não existe, o sorriso virou um rosto ranzinza.
Um aperto no peito, até chega a ser sufocante,
Uma preocupação a todo momento, a todo instante,
Sensação de choques pelo corpo, sempre de forma intensa,
Quando o corpo não esta bem, a mente nem pensa.
O sol na rua brilhando e meu dia parece nublado,
Já não reconheço o caminho, pareço um cachorro assustado,
Em cima da cômoda, remédios jogados de qualquer jeito,
A cada cigarro que acendo é um trago pro peito.
Sentimento que nada mais vai dar certo.
Prefiro a solidão do meu quarto, não quero ninguém perto,
Terei um fim, será que tenho essa sorte?
Ou a única solução esta na morte?
A caminho do trabalho, fumando um cigarro
vi um senhor tamborilando em uma grade
Lembrei de mim mesmo quando pequeno
O hábito de dedilhar os portões sempre me acompanhava,
algo que me fazia imensamente alegre.
Hoje batuco um cigarro em quanto caminho,
e a vida me leva para frente e para trás no inspirar e expirar de fumaça e lembranças
Deixei de dedilhar portões mas não deixei de ser feliz afinal
A solidão é esse cigarro que me consome.
Fumado era eu, não ele.
Das merdas que eu fazia, ele sabia de todas... Das alegrias ele estava junto, junto da bebida que embriagava as palavras e molhava todos os versos. Foda-se sua opinião! Que escritor liga para opinião?! Ele quer saber o que ele não sabe, quer saber o que está dentro dele e não sabe de si mesmo.
Olha nos olhos dos outros para encontrar a si, não os outros. Solidão é a verdade dos mentirosos, mentira dos verdadeiros e a merda desse cigarro.
Não... Não tente me mudar, a minha vida não é seu livro, muito menos sua propriedade. Você não sabe o que se passa aqui, não sabe o que passou e nem queira saber.
A vida é simples, tragada, mastigada, cuspida, é tudo que você acha ridículo. É todos os sonhos de um sonhador fraquejado. É todas as faltas de sonhos de um realizado. A vida é isso, a vida é arte, a vida é nós, a vida é tua alma, a vida é tua morte.
Eu vivo na morte para não morrer em vida. Eu vivo na vida para morrer todo dia.
Hoje, especialmente sinto saudades da minha mãe... Já faz 7 anos que ela se foi de minha vida - que ela morreu :( sinto falta da presença dela com seu poder absoluto, sentada na cabeceira da mesa, com sua latinha de fumo de corda e fazendo seu cigarro de papel observava tudo.
Maria Jeremias Santos
Plataforma B (Move)
Deveras solto em um mar de sonhos.
Rato corre, corre sonhos.
Limpa, limpa, varre, varre...
Espera, espera, espera, espera...
Espera! Espera.
Cigarro acende, fumaça sobe.
Faz firula no ar
faz firula, falta o ar.
Música rasga o vento
olhares se entrecortam e silenciam.
Se entreolham e silenciam.
Espera...Varre...Limpa o chão.
Rato corre, corre o sonho.
Espera, espera, espera...Espera.
Sete tragadas e ele logo acaba
é de trago em trago
que trago
para mais perto de mim
a tão esperada hora
de minha morte
trago-a para mais perto a cada tragada
trago-a lentamente pois não posso partir ainda
pois
é você de voz doce e olhar suave que me prende aqui
doce menina dos olhos castanho-escuro
(...)
Me vê um cigarro e um amor
Acesos, por favor.
Uma taça de vinho tinto e um sorriso.
Se não puder, ao menos um riso!
Um papo furado fluindo direto da alma
Que me traga conforto e me traga calma
Quero uma dose, ou ao menos um gole de alegria
Se for pra causar reboliço
Então que seja isso
Mas sem isso eu não viveria!
Ao olhar meu cigarro no cinzeiro, me lembro de tantos sorrisos que foram para o espaço, assim como a fumaça. Outros se tornaram insignificantes, assim como a cinza. Outros ficaram dentro de nós, nos matando aos poucos.
Quanto tempo?
A única saída que você vê é se destruindo, se matando com o doce sabor amargo da nicotina, e com o néctar venenoso e saboroso do álcool.
"Tudo bem, faça o que quiser... Ele só está deprimido". Nós confundimos a palavra deprimido com depressivo. Eu penso e me pergunto... Quanto tempo até você deixar tudo isso te consumir e se matar?
Slá, só mais um café.
Silenciou. Silenciou e todos à sua volta sabiam que era um sinal de alerta. Ligam-se os faróis de SOS, Estado de sítio, fujam para as colinas. Ela silenciou.
Entrou lentamente fazendo com que sua presença fosse percebida por todo o salão da cafeteria. Olhei pela janela e logo conheci o motivo que a trazia aqui, estava chovendo. Todo mundo sabe que chuva, café e cigarro são como pólvora para corações que ardem.
Deu meia volta em um dos saltos e se dirigiu à área externa, era uma varanda com plantas aéreas que faziam a ideia de um ambiente acolhedor. Dali fiquei a observar. Marlboro branco denunciava sua preocupação em não deixar odor, embora já não fizesse muito efeito, qualquer um poderia sentir a quilômetros de distância o cheiro da dor que queimava naquele peito.
Unhas e batom vermelhos, pediu um expresso duplo, ela nunca foi mulher de meios termos. Tragava como quem mais parecia beijar, talvez pela lembrança de alguém que refletia na fumaça. Era dia dos namorados e por isso ela decidiu silenciar. Passou a semana ouvindo e respondendo suas amigas sobre presentes e jantares daquele dia, sempre foi o estilo Amelie Poulain: Resolvia a vida amorosa de todo o universo, menos a sua. Optou assim por achar que sofreria menos, até sentir na pele o peso intenso daquele 12 de junho.
A chuva deu uma trégua, e como a mulher forte que era- ou demonstrava ser- engoliu o choro que estava prestes a sair, pagou a conta e cruzou novamente o salão para ir embora. Pausou me fitando com a porta semi aberta, desisti da minha tentativa de disfarçar lendo o livro e encarei, ela suspirou aliviada ao fechar a porta.
Duas almas boêmias sabem se reconhecer.
