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Tem cerveja? Certeza que tem. Um mercado sem cerveja numa sociedade embriagada como a nossa, faliria. Tim-tim.
A cerveja foi um baita invento, depois, a estrada de ferro para leva-la mais longe. Porém ela azedava nos longos caminhos de trem.
Os porões também ficavam pequenos pra armazenar e conservar a produção.
Solução: oxigênio comprimido. Depois, oxigênio com hidrogênio, perfeito! Temos o freezer, bons negócios e bêbados.
Luis Pasteur, pasteurização, conserva a cerveja sem refrigeração.
Então, comprimindo oxigênio, hidrogênio mais etanol criamos o combustível dos foguetes, bombas e fomos a lua.
Conclusão: Nunca duvide das utopias, ideias e coragem de um bêbado, louco ou sonhador, você pode considera-lo um lunático e ele pode leva-lo até lá.
Segundo dia de cabeça vazia, sem compromisso, sem trabalho, sem família, sem amigos e totalmente sozinho. Não estou preocupado com o amanhã ou o passado, apenas quero curtir o meu momento. Esse momento é quando consigo colocar a cabeça no lugar e projetar o que há de bom nessa vida.
Acredito que todos devem passar por essa experiência, mas nem todos tem essa sorte. Neste momento estou na companhia de uma pessoa problemática, com a cabeça totalmente poluída de pensamento inúteis e preocupações excessivas e ridículas.
Minha companhia está preocupada com o futuro que ainda não aconteceu e não se sabe se vai acontecer.
Falamos sobre contos eróticos, que é a única coisa que ela escreve direito e escutei o desabafo sobre sua vida pessoal. Nos contos eróticos, fui tomado por uma sessão de êxtase e de bem estar, tanto que avancei o sinal em 100 por cento e nos beijamos.
Porém, nos momentos agradáveis fui surpreendido por Oxalá. Um espírito denominado Jesus Cristo. Não sou religioso nem ateu, tenho meu Deus e isso já é o suficiente.
Minha companhia sentiu que desrespeitou o Orixá, por portar uma guia branca em seu pescoço. Não tenho palavra para descrever o que eu senti, talvez medo ou frustação. Mas como todo homem deveria ser, respeitei e continuamos na companhia da cerveja, pão e salame.
Estava na última mesa do bar, bebendo minha cerveja, coração chorando, remoendo os sentimentos…então ela entrou…sentou no balcão, pediu uma dose de Martini seco, deu uma jogada no cabelo e ficou ali, sentada de frente pra mim. Não sei se tinha noção do que acabara de fazer comigo, mas pela levantada de sobrancelha e sorriso no canto da boca…sim, ela sabia muito bem e se divertia com isso. Não tive outra opção a não ser pensar “hoje é meu dia de sorte”, levantar e ir falar com ela. Conversamos, damos boas risadas então ela teve que ir embora. Pensei pra mim…sim aquele era realmente o meu dia de sorte, se ela ficasse apenas alguns minutos a mais eu teria me apaixonado novamente e isso sim, seria um tremendo azar.
Não sei as mulheres, mas a maturidade masculina chega quando o homem descobre que a cerveja não é de graça e ai ele precisa trabalhar.
Toma seu copo
Você faz todas as minhas vontades
E quer me dar até o que não preciso nem queria
E irrita-se se eu negar seus presentes
E quando tô ébrio vem pra cima e se incita
Mas olha, tô do seu lado
Não vou daqui ultrapassar
Quando nego suas graças
Estou dizendo, além disso, não vai rolar
Pare, pare um pouco de me chamar.
A cerveja esquenta
O corpo esfria
A mente viaja
E chega noutro dia
Quando o corpo era quente
E a mente, de repente, ficava vazia.
Vamos agradecer muito zelosamente,
aos homens e mulheres que nos fazem
felizes imensamente.
Eles são garçons e garçonetes que
nos servem com a cerveja da alegria,
aos fins de semana e também todos os dias.
Trabalhar em botequim é para quem tem paciência. Tem freguês que chega, pede, bebe e paga, outros ficam de canto esperando alguém para beber na aba, tem aquele que chega fica no pé do balcão jogando conversa fora rindo e cuspindo no chão, fica o dia todo sem beber nada e quando pede um copo d'água reclama se não tá gelada. Tem o que chega, pede uma cachaça caprichada, quando o garçom vai servir ainda pede uma chorada, mas quando vai pagar é uma enrola danada, quando vai embora ainda fala assim: "Vou beber no bar do lado porque lá é caprichada e ainda bebo fiado". Tem o que chega pegando na mão, entra no meio da conversa sem você dar atenção, paga sempre adiantado para ganhar confiança, conta que tem duas fazendas que o pai deixou de herança, quando você assusta já está de mudança e você não recebe nem com carta de cobrança. Conversa bonita não engana quem tem muita experiência no ramo, anos e anos atrás de um balcão trabalhando, trabalhar em botequim tem que trabalhar ligado, a gente escuta demais e tem que ficar calado para se envolver somente com o necessário, antes que alguém pergunte porque estou falando assim, é porque eu sou um deles, que trabalha com botequim, quando chega no final do mês a conversa é sempre a mesma paguei aluguel, luz, água e fiz a despesa, só me sobrou isso aqui, soma e desconta aí. Uma coisa eu aprendi: fiado de cachaceiro o botequim só recebe se sobrar dinheiro, por isso tá dado o recado, eu não vendo fiado.
Depois da pesquisa feita com a cerveja, onde ela é mais eficaz contra dores do que paracetamol, vou beber menos, pois estou com medo de ficar anestesiado.
Ahhh! Mas que delicia são as noites de calor, dessas que anunciam o verão. Aquela que desassossega o meu povo guerreiro que se junta na esquina envolta da mesa pra botar o papo em dia e brindar com cerveja!
Comprar um violão 300,00
Encher o saco do irmão para ensinar a tocar R$ umas brejas
Chegar a conclusão que sou uma analfabeta musical não tem preço....
Eu queria sair tocando ... Legião Urbana, Cassia Eller..
Mas não saio do... mi...Sol... e ritmo cade ? passou longeee socorrrrroooo
IPIRANGA
Entre amigos,
gargalhadas,
poemas a declamar,
ouvidos atentos.
Néctar fermentado,
não me faz tremer,
poema citado,
agora podemos beber.
Beber e ler,
antes do sol nascer,
do bar fechar e
o som desligar.
Pés errados no meio fio,
visão embaçada,
palavras dobradas.
Somos tão jovens,
Como Renato,
selvagens.
Bexigas cheias de cerveja,
banheiros do posto am/pm
pensamentos embaralhados,
ser-veja.
Sentir-se sóbrio após mijar,
apenas mais um efeito do álcool,
que resulta em poesia.
No canto daquele bar
Eu pensei sem parar
Em você me amar
Novamente chorei, no canto do bar
Te encontrei em cada gole
Me perdi em cada olhar
Supliquei para que volte
Chorei, no canto daquele bar
Em cada gole veio uma lembrança
E feito uma criança desprotegida
Clamei aos garçons
Tua presença em minha vida
Céu estrelado na volta pra casa
Cada vulto era estranho
Cada lembrança tão prosaica
Cada lágrima, um banho
Toda calçada, inacabada
Chegando em casa
A porta me fugia
Como teu olhar um dia
Me deu aquelas asas
Entrei em meu lar
Fugi para a cama
Pela janela escorria o olhar
Lembro
Chorei no canto daquele bar.
Que inveja eu tenho
Do teu espelho
Ele te viu em dias ruins
Dias de zelo
Dias de coragem
Dias de medo
Dias sem maquiagem
Dias chegando cedo
Outros, tarde
Dias no aconchego
Os dias sem eu
Os dias com teu ego
Dias que estive perto
Dias que estive longe
Dias que me quis perto
Dias que me quis longe
Falando sozinha
Ou no silêncio de um monge
Teu espelho
Que inveja
Cada momento embaçado
Cada momento na tua mesa
Às vezes jogado
Como eu e esta cerveja.
