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Há quem diga – e com absoluto acerto – que arrumar a própria cama logo cedo estimula a dar continuidade ao dia.
E ao mesmo tempo, nos conforta ao fim da jornada.
A sensação de deveres cumpridos, mesmo que singelos, é diretamente proporcional à qualidade do descanso.
A cama fria é a
ostra vazia da
qual a pérola já
não lembra mais.
É a constante
incerteza.
O permanente infortúrio,
A tristeza de um beco;
o abandono do cais
— A alma existe entre o cantar de galo e o som do nevoeiro em dias de pura noite por isso dormes numa cama e sonhas procurando tudo e o tudo que encontras é o nada !
Cuidado com o fofoqueiro!
Ele não faz distinção entre
cama e sofá.
Usa ambos para expor muita
intimidade.
Belo dia para ascender uma chama ardente.
Estava tudo de acordo, um desejo cobiçado por dias. Uma noite de lua cheia, a sós e dois sedentos de amor. Um quarto de motel e seus corpos em chamas clamando por uma noite de prazer.
Deitados seus labios se encontravam, seus corpos se encaixavam, e sem se conter ambos os desejavam, e sedentos de amor, prazer, queria que nada atrapalhassem. E assim ela se entregou como nunca, ela naquele instante se deu conta que ela não queria estar somente ali naquele momento. Foi o melhor que acontecera naquele dia. Ela foi amanda e realizada.
Mal se dava conta de que daqueles braços que a protegia, de carinhos que ela recebia era momentâneo, ela se entregou. Ela era dele!
Ela vai arriscar sua vida por mais momentos assim, por amor. E ele é um amor ardente proíbido. Mas ele é o que completa ela.
Meu Quarto
És um quarto cansado
Exiges de mim constante meia luz
Acato.
Bem sei que não é capricho
Tens vergonha
Teu antigo papel de parede está
por demais desbotado.
Cúmplice, disfarço.
Sobre a cômoda porta retratos e
a espessa camada de um pó de lembranças.
Apenas olho
Não me atrevo a tocar nos rostos bonitos
Exiges que eu não me aproxime
Me tomas por desastrada
Uma mísera esbarrada de mão,
tudo espalhado na tua penumbra.
Cúmplice, te preservo.
Tenho pena de ti mais que de mim mesma.
Minha culpa
Acostumei-te às minhas paixões
As cortinas do dossel sempre abertas
Você a espionar infinitamente as noites de amor.
Cúmplice,
Forjavas o aconchego
Segurou cheiros que devolvia vaidoso com beijos de perfume.
Tocava os corpos sobre a cama
Roubava-lhes o calor que alimentou as cores vivas das suas pálidas paredes
Esbanjou às custas das paixões que em ti vivi.
Há muito não as trago mais.
Cúmplices, padecemos juntos.
E a cada amanhecer é como o recolher de pedaços de nós que deixaste comigo, lembrança dos lençóis que sequer chegamos a tocar porque sem cama aprendemos a voar.
Não existe bom de cama o que existe é a vontade entre duas pessoas.
E não importa a performance se é com amor e sempre bom.
Por que meu coração insiste em te amar?
Sofre e reclama,
mas a noite em minha cama
só me faz em ti pensar.
E o peito faz arder,
arder de amor por ti, sem te ter.
Essa noite choveu,Meu sentimento por você morreu,Espero que Saiba enquanto ele estava vivo,Sentiu muito por você,Hoje agradece muito a você,Sofri muito sem você,Apreendi a viver sem você,Convidei garotas vazias,Para conhecer o calor da minha cama,Nenhuma olhou nos olhos e disse que ama,Esperava mais da Ana,Não me ama,Viro em direção à parede, choro na cama ninguém ouve minha clama mas ouvem a minha cama.
Insone
Me sinto bem em minha cama
Quando durmo o tempo passa depressa
E a sensação de não existir me engana
Não preciso lidar com nada
Posso sonhar e ser tudo
Mas hoje mais uma vez não consegui dormir
Puxei as cobertas até o nariz
Meus olhos encararam o teto
E lembrei do tempo em que me sentia feliz
Sei que preciso me reencontrar
E descobrir quem sou
Ou ao menos o que ainda restou...
De mim
Preciso me permitir enxergar
Que tudo que eu era antes
Continua aqui, no mesmo lugar
Bem no fundo do peito, é só resgatar
Mas que direção um pássaro triste e livre deve seguir
Para encontrar?
Sinto-me ás vezes com as asas atadas
Mas sei que preciso continuar a voar
De volta pra mim
Caroline Sória
Copyright © 2019
Eu não tenho maturidade
Pra resistir à sua cama
Eu não tenho maturidade
Pra te dizer não quando cê fala que me ama
Seu ponto forte é saber
Que meu ponto fraco é você
E ela me procura pra ser cura
No meio da noite escura, deitada na cama fria
Essa mina é só loucura, desconcerta minha estrutura
Cidade lotada ou cama silenciosa
Escolha um lugar para descansar a cabeça
Me dê um minuto para segurar minha garota
Será que eu consigo controlar esse turbilhão de sentimentos reprimidos? está tudo uma bagunça na minha vida e você que causou, o pior é que gosto dessa bagunça, mais ainda da minha cama bagunçada.
Ela encontrava-se sentada na cadeira branca que tinhas os braços unindo-se as costas e havia colocado-a perto do aparador. A perna direita servia de apoio para o caderno enquanto a outra passava por baixo desta e as pontas dos pés repousavam sobre o móvel.
O lápis corria preciso sobre o papel. Os longos cabelos cor de cobre caiam de maneira desordenada sobre seus ombros e ela sorria sozinha à medida que o desenho tomava forma. Nem percebeu a hora passar e só deu-se conta do quão tarde era, quando os raios de sol iluminaram o desenho.
Sorriu mais uma vez ao olhar a obra agora pronta. Era ele. Deitado em sua cama, adormecido. Era só um desenho, um desejo. Apesar da perfeição dos detalhes, da maneira que a coberta enroscava-se na perna dele, da mexa fora do fluxo no travesseiro, ele nunca estivera naquela cama, nem em nenhum outro canto daquela casa a não ser dentro dela.
Finjo ser alguém de respeito
Para arrumar uma vaga no seu peito
Sendo apenas um poeta sacana
E querendo te levar pra cama
