Tag cachoeira
A trilha que nos leva a mais bela cachoeira tem no seu caminho os tropeços e as dificuldades. Assim é a trilha da vida para chegar onde almejamos.
Sentir a força da natureza no esplendor de uma cachoeira é ouvir a música da vida e sentir o quanto é magnífico viver neste planeta.
Puras cachoeiras,
águas em danças suaves,
são lágrimas da terra
num choro de alma sentida
ofertando ao ser humano
a dádiva da vida...
Lembre-se sempre, as águas de uma cachoeira nunca param de seguir em frente, utilize-as como exemplo para a vida. Siga sempre em frente, se necessário diminua a velocidade mas nunca deixe de seguir em frente para conquistar seus objetivos.
Bom dia mar...
Rio também!
Lagoa e cachoeiras.
E riachos e ribeiras.
Com beijos de correntezas
Nas ondas da natureza
Dos oceanos e ribanceiras.
Como a água do mar lava a areia,
eu quisera ser lavado do tempo em que minha carne é prisioneira.
Como a água leva tudo nas quedas da cachoeira,
quisera lavar os pensamentos que para o mal me norteiam.
Escorrer de mim o que não me faz bem.
Esgotar assim o que me detém, mudar o fim e partir.
Limpo e leve, seguir atrás do que há além.
Que tolice à minha explicar o que só a mim pertence
que tolice à minha desejar que você entenda
Viva em mim
Sinta em mim
Veja por mim
Egoísmo meu
Egoísmo seu
Você no seu mundo e eu no meu
Do que adianta eu falar dos sonhos se são só meus
Tentativa em vão
emudeço , me derramo
isso um dia muda .
Meus sonhos? Sonho em ter tempo para curtir as montanhas e cachoeiras das Minas Gerais. Sonho em ter tempo para vagabundear. Sonho em ter tempo para brincar com minhas netas. Sonho em escrever uns livros que estão na minha cabeça e que não consigo escrever por falta de tempo.
Águas que lavam a alma
Deixe as lágrimas correrem
Pense nelas com uma
Linda cachoeira
Que encontrou
Uma maneira
De levar embora toda a dor.
Observe-as descendo
Lavando a sujeira
Irrigando solos petrificados
Tornando tudo em sua volta
Iluminado e irrigado
Águas que lavam a alma
Que aliviam
E trazem a calma.
Me vejo embaixo de uma cachoeira, com os olhos fechados sinto a incolor água colorir minha alma com doses de coragem, pressuponho diversas sensações, diversos sentimentos, medo, felicidade, angústia e leveza. Minhas mãos ainda tremem, minha garganta ainda lateja, a mais profunda dor parece dá as caras, mas verdadeiramente, agora, começa a dissolver-se em brilho, como vagalumes em meio ao vento em uma noite de primavera.
Para usufruir da cachoeira, antes você terá de enfrentar sua trilha com seus obstáculos e espinhos, na vida não e diferente.
Oxum
Com você eu aprendi, que o amor é como as belíssimas águas inesgotáveis de teus rios e cascatas, pois, não se pode medir. Que o amor é como ar, suave como a brisa do mar de Iemanjá e, em simultâneo, forte como os ventos de Oyá, porém, também impossível de se tocar, apenas sentir. Que o amor é calmo e sereno como a mansidão dos lagos e mangues de Nanã, de tão doce e acolhedor.
Oxum e Oyá.
Se uma por si só já é perigosa... as duas juntas, com as irradiações que possuem, certeza que vai explodir.
Se já não é fácil ser filha Iansã Onirá, quem dirá ser de Oxum Opará.
VONTADE DE VOCÊ
Vontade de dizer do que eu sinto vontade
Sinto medo de te assustar com minha intensidade,
com minha vontade,
com minha presença
Mas, quando a vontade explode no peito, não tem mais como segurar
Vontade demais...
Vontade de você com o céu e a lua
De você com vinho
De você com sopa e conchinha em dia frio
De você no sofá o dia inteiro
Vontade de você
De você com Häagen-Dazs
De você com pés descalços na grama,
na água fria da cachoeira
De você com a mão no bolso da minha calça jeans
De me declarar
De te declamar
De me apaixonar
De segurar sua mão pra eu não me afogar
Vontade de conhecer seu cheiro
e sua mão no meu cabelo
Vontade mesmo... de me perder e me achar no seu abraço!
Mãe Oxum
Tão bela.
Tão doce.
Horas, suave como as cascatas.
Horas, agressiva como as correntezas de ter rios.
Porém, sabe amar como ninguém.
Nunca subestime a rainha Oxum, ela até pode até parecer frágil, mas ela sabe o momento certo de mostrar suas forças e sua irá.
Ora ye ye minha mãe.
Acreditar que a independência do Brasil aconteceu em 07 de Setembro de 1822 é um tanto inocente, a históriagráfica positivista que narrou esse evento da forma que ela faz melhor, engrandecendo os "grandes feitos", criando mitos e heróis. Não passa de uma mera farsa, um circo que não têm nenhuma graça. Esta literatura, por muito tempo produziu uma narrativa que obscureceu a complexidade e a historicidade desse episódio.
O processo de "independência do Brasil", se é que podemos nos chamar de independentes, não se explica com um marco ou uma data, são séries de eventos desde da vinda da família real em 1808, a convocação da assembléia constituinte, como também o liberalismo econômico e a abertura dos portos. Não esquecendo da Revolução pernambucana que em 1817 já lutava por uma unidade federativa. "O grito do Ipiranga", em 07 de setembro de 1822 foi uma ação sem importância. A independência do Brasil poderia ser em 02 de julho de 1823, quando tropas portuguesas tentaram invadir o Brasil pelo recôncavo baiano, e a cidade de Cachoeira, a Heróica, resitiu com apoio dos civis uma das participantes foi Maria Quitéria. Só em 1825 Portugal Portugal reconheceu a independência do Brasil, que ainda teve que pagar 2 milhões de libras estrelinhas de indenização. Os eventos que se sucederam depois da independência durante o império, nos faz pensar que o processo real da independência pouco peso teve, afinal toda estrutura foi mantida, como o latifúndio e o trabalho escravo. Ainda preservando uma elite aristocrática, abastada, privilegiada, agraria e conservadora que busca garantir o seus interesses, que a meu ver até os dias atuais está presente na nossa sociedade brasileira.
Me sinto tão perto de você agora
É um campo de força
Declaro meus sentimentos abertamente, como se fossem grande coisa
Seu amor se derrama em mim, me cerca como
Uma cachoeira
E não há como nos parar agora
Semente de açaí, pele com cheiro de pitanga e guaraná.
Flores e borboletas pelo corpo a dançar.
Agua que corre.
Cio dos rios na catadupa
Fontes de águas a despencar
Exorbitância ciclo dos mares
Cai sobre o dorso relaxante
Nada melhor depois que um dia estressante
Rochas sabias elas são, no caminho das águas
Ficam não
Magnificência ao tom do cenário
Dão beleza maior ao voou do canário
Pelas pedras que não são bobas contornar
Para na outra margem atingir
Infinita dose de seiva natural na terra
Que nós banha e anima
E com esse belo e simples fenômeno fascina
Desague, despeje formidável cachoeira
Que profane o deserto como sua biqueira
Acabe com a secura da alma, destrua as razoes
Não deixe mais motivos para suas orações.
Gosto quando o céu ilumina, estrelado, anunciando o luar lavando minha alma num rio de poemas que deságua no mar. Porque tenho olhos de água, doce ou salgada, que dança nas nuvens e faz chover em mim tempestade de emoções sem fim. Sou de rir, chorar, cantar e seguir toda correnteza que fluir. Porque me entrego em queda livre de cachoeira que sobrepõe os obstáculos e segue o ritmo da natureza.
O rio tem seu destino...
Pode ser represado mas nunca parado,
Podem mudar seu curso, mas nunca seu discurso ( destino)
Constrói, destrói, alimenta e sustenta a mesma nação que o destrói...
Pode enfrentar a poluição de toda nação, mas o destino não sai de sua mão!
Pode encontrar-se com outros rios, mas nada os tira do caminho...
Passa por barreiras, barrancos, até vira cachoeira, levanta poeira e trás verde de dentro até beira.
E quando chega ao destino ele vira o destino, o rio não só encontra O Mar, mas se torna o Mar
Contra a correnteza, nunca se apressar para alcançar a nascente, mas remar com calma para distanciar-se da cachoeira.
