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Profanum

Despedaço, aquarelo-me em uma profusão de cores, liquidifico-me gota a gota, oceanando-me em poças irreflexivas, profundas e breves.
Transbordo-me em catarses silenciantes.
Em busca da vã quimera que me sustente.
Da ventania exasperada que me faça companhia, nos decadentes degraus solitários da porta entreaberta da catedral da vida.
Afoito por estrelas cadentes, nos véus dos céus de carbono
Emaranhando-me as raízes e ao concreto podre, retorno a terra, em uma liturgia profana.
Tornado-me o adubo de um infinito incerto.
reexisto.

Inserida por inexoravel

Cavalos e palavras

A palavra é um meio. É forma. É uma ponte por onde atravessam os nossos saberes, nossas deduções, os nossos pensamentos. A palavra não é conteúdo, nem essência, nem música. Ela é um mero instrumento através do qual revelamos a voz da alma. Sem a palavra ainda existe música. É uma composição secreta, silenciosa, que soa apenas dentro de nós.

Eis o segredo da escrita: entender que a essência não se domina, mas se deixa fluir. A essência vive em nós desde a nossa primeira respiração. O que nos cabe é optar por um meio que possa revelá-la. Escolhemos que instrumentos preferimos tocar. O que se domina é o instrumento, a própria palavra, a gramática. Não o conteúdo.

Há pessoas que sonham em escrever, mas não revelam a poesia que carregam. A mudez de ações impede a essência de existir. A falta de prática, de comprometimento e de disciplina cala a voz da alma. Bloqueia a literatura no interior das mentes incessantes, transformando-as em prisões de segurança máxima.

A ideia é como um cavalo selvagem correndo solto por um gramado infinito. Ela é tão livre, tão cheia de possibilidades, que não consegue decidir por si só. Ela não sabe por onde ir. Nós existimos no plano físico para orientar a ideia. Nós conduzimos a ideia através da escrita. Damos nome ao cavalo, alimentamos, montamos nele e descobrimos o que nos espera quilômetros à frente.

A palavra é uma corda, uma sela, um balde de água potável. Só dominamos o cavalo quando sabemos do que ele precisa. Enquanto não entendermos o cavalgar da nossa própria mente não conseguiremos escrever. Porque nos prendemos facilmente à forma. Achamos que um texto bonito é mais importante que um texto que faça sentido. Mas o único texto verdadeiramente bonito é aquele que flui em sua essência, que se revela em sua forma mais pura.

O livro que você quer escrever já existe. Ele está aí dentro correndo solto, descontrolado, sem rumo certo. Se o seu desejo é escrever, é de sua responsabilidade parar para ouvi-lo, entender o que ele precisa, praticar o instrumento. Enquanto você não fizer isso, a música permanecerá muda. O cavalo permanecerá solto. E o livro permanecerá preso.

Inserida por gean_zanelato

Escrever porque é noite ou dia.
Sol ou chuva. Escrever sobre a rua ou algum e qualquer pensamento.

Inserida por longobucco

A nacionalidade de uma obra de arte móvel em regra corresponde da nacionalidade de quem a fez mas em alguns casos especificamente pode ser considerado a temática local, social, religiosa, histórica e cultural que a obra focaliza. Está colocação refere se especificamente para obras moveis pois quando se trata de obras imoveis, a exemplo nacional brasileiro temos o Cristo Redentor, no cidade do Rio de Janeiro uma estátua monumento art déco que retrata Jesus Cristo, localizada no topo do morro do Corcovado, a 709 metros acima do nível do mar, no Parque Nacional da Tijuca, que foi concebida pelo engenheiro brasileiro Heitor da Silva Costa e construído em colaboração com o escultor francês Paul Landowski e com o engenheiro compatriota Albert Caquot. No entanto o rosto da estátua foi criado a partir dos desenhos do escultor romeno Gheorghe Leonida e o corpo pelo artista pintor e gravador brasileiro Carlos Oswald. A construção da obra durou nove anos (entre 1922 e 1931), cartão postal oficial internacional da Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro e a sua nacionalidade é brasileira por que aqui está. Por mais que neste caso tenhamos uma multiplicidade de nacionalidades dos artistas envolvidos que participaram e elaboraram a obra, e por conta disto, até hoje, travam uma verdadeira batalha jurídica em vários tribunais, via herdeiros sobre os usos da imagem autoral do monumento.

Inserida por RicardoBarradas

O novo autor começa no escuro. Tateia a neblina. Perde-se em algum lugar entre a noite e o dia. Os sentimentos são vastos e espalham-se nas páginas como a brisa espalha o vento brando e fresco. Então, seu talento vira a esquina e suas obras ganham o chão... E chegam a um destino onde seu criador já não mais pode mais tocá-las com as mãos.

Inserida por longobucco

Depois que acabo uma obra, não me preocupo se ele vai vender ou não. Sou escritor, não sou vendedor de livros.

Inserida por EdielRibeiro

De um ébrio

Às vezes paro e penso:
o passado já era,
o futuro é escuro,
o presente é o que me resta; é o que nos resta,
é o que resta a todos condenados à morte.

O velho Baldelaire
está certo: é melhor existir menos e viver mais.

Se Deus existe, se escondeu de mim,
enquanto carrego os
meus restos para o fim...

Oh, só os poetas compreendem os poetas!
Nem a mulher, a quem jurei amor, me compreende.

Falta pouco para eu acabar esta tóxica garrafa de cerveja...

Inserida por josiasmendes2

EU QUERIA SER UMA DESTAS PEDRAS

Ah, eu queria ser uma destas pedras que não te abandonam, Hannah, Hannah, Hannah... E este silêncio? E estas plantinhas aí?
Após a morte de Joplin,
um fã falou: " A morte é uma puta!"
Não, puta é a dor!

No teu túmulo, eu sinto amor,
mas sabedoria também.

Eu queria ser uma destas pedras. Mas não fui puro, suficientemente puro para ser uma delas...

À Hannah Arent

Inserida por josiasmendes2

DUAS PERGUNTAS

Não há palavras soltas!
Um enorme vazio nos cobre, e uma pequena esperança sequer molha nossos lábios.
Mas estamos vivos!
O melhor caminho para sermos grandes é aquele que nos torna pequenos.
Sonhar nos braços da mulher amada, diz Rilke,
já nos basta.
Que dia é hoje?
Que importa?

Inserida por josiasmendes2

LÁPIDE

Talvez ainda não saiba quem sou,
mas sigo como seguem os ventos.

Há um mar para olhar,
as libélulas sobre o rio, as borboletas, que numa manhã qualquer,
me animam os olhos.

Nada sou... Apenas um homem em busca de si, mesmo quando me encontro.

É duro morrer, ser cadáver, ganhar plástico preto no corpo, e não fazer nada.

Não quero reza, velas, velório, caixão, nada...

Um túmulo me basta com uma lápide dizendo assim: "Para ter que morrer um dia, este que aqui jaz, preferia não ter vivido."

Inserida por josiasmendes2

ZOE

Você não sabe quem sou
ou não me conhece.
Não temo, não peço, só amo!
Carrego comigo o sangue dos vikings, e o calor dos poetas antigos.
Não minto quando digo que sou capaz de te engravidar com apenas um beijo, tal é a fúria dos meus hormônios.
Louco como as mentes mais sãs, posso, sim, te proporcionar orgasmos
que só Zeus é capaz.
O Sol para quando peço,
a Lua chora em meus braços...
E eu, de violino na mão,
apenas ordeno que a noite se ajoelhe, Zoe, cantando a canção que você mais gosta...

Inserida por josiasmendes2

Soneto estelar

Sozinho e perdido em um
Lugar que não sei aonde
Vou parar

Não vejo estrelas nesse lugar
Tudo o que há é o imenso
Céu sombrio...Que mostra
A noite sem brilho

Busco apreciar a beleza estelar
Para clarear a noite mais bela de
Minha vida

Enquanto não conseguir apreciar
Vou imaginar e sonhar
Com o anoitecer estelar
Até poder encontrar

Acho que a frase mais estranha de Descartes é: "Penso, logo existo." Não seria melhor que tivesse dito: Penso e me iludo que existo?

Inserida por josiasmendes2

Inferno astral? Cada um sabe o qual,desde o pequeno ao grande, toda essa história vira uma página pelo qual,possamos passar e nortear com o nosso caminho,nessa estrada é que separa os Homens dos meninos.

Inserida por RAFAElGALDINO

Os livros escolhem os seus autores. O ato de criação não é totalmente racional nem consciente.

Inserida por pensador

Antes de contar sua vida inteira para alguém, certifique-se que ela não é fofoqueira!

Inserida por 2314

Há medíocres que sem nenhum senso de dignidade, costumam modificar ou copiar trabalhos de qualquer tipo sem dar crédito aos autores. A única coisa que consola é que todos percebem e não chegarão longe.

Inserida por neusamarilda

A muitos escritores (dentre eles Autores e Poetas, se não todos) deve ser considerada a necessidade de se passar algum tempo sem escrever. Sem falar. Sem nada dizer. Apenas a produzir silêncio – do melhor e mais intenso tipo. Ou em diferentes níveis (não lineares, por falar nisso). Saber que o Silêncio é elemento essencial à sua obra é um sinal de maturidade.

Inserida por profwvmetal

Conheço autores que, mesmo já estando em seu enésimo texto (levando em conta o tempo de prática e a nada modesta quantidade de publicações suas), sentem-se como se ainda estivessem aprendendo a escrever. Consideram-se semianalfabetos, ignorantes e com a vida pela frente para aprender. Desejariam voltar aos anos iniciais da escrita. Porém, se assim os fosse permitido fazer, sofreriam por desejar avançarem etapas cruciais de aprendizagem. É uma relação complexa, se não complicadíssima, de ser/estar consigo mesmo. E sabe o que é pior? Faço parte dessa turma (sendo, talvez, o primeiro da sala...)

Inserida por profwvmetal

Não tente apagar as cenas do filme de alguém só porque não foste protagonista, mas se inspire para ser o autor da sua própria história.

Inserida por EliabeSerafim

"Não existe texto triste ou alegre, inteligente ou simplório. O que existe é um conjunto de palavras que mostram ao leitor o que vai na alma do autor. O autor sim, pode estar com o coração cheio de alegria ou tristeza, prazer ou sofrimento, contentamento ou angústia."

Nenhum personagem é livre. O autor, sim.

Inserida por EdielRibeiro

Eu não escrevo porque gostam. Escrevo porque gosto.

Inserida por EdielRibeiro

Por favor grande autor dos meus dias, amanhece logo minha vida!
Faz o sol nascer aqui pra mim.
Ordene que essa tempestade se acalme e me ajude a sorrir.

Inserida por thaise_alex_chamone

As vezes tenho vontade de chegar en alguem bonita e aléatoria da rua e perguntar; "até que você é bonitinho e ja olhou muito pra mim... então para de enrolar e me pergunta, pelo amor de deus meu numéro." Mas lembro que não tenho nem coragem de por o "autor" aqui...