Tag arquitetura
Um projeto atemporal é aquele que pensa na qualidade de vida dos usuários, utilizando de meios naturais e ambientais primazia de projeto.
Afinal, o que é beleza? Certamente nada que possa ser calculado ou medido. É sempre algo imponderável, algo que está entre alguma coisa.
A arte de construir é, na realidade, sempre a execução espacial de decisões espirituais. Está vinculado ao seu tempo e se manifesta apenas ao abordar tarefas vitais com os meios de seu tempo. Um conhecimento dos tempos, suas tarefas e seus meios são as pré-condições necessárias do trabalho na arte da construção.
Se projetos de arquitetura fossem produtos, poderíamos vendê-los nas prateleiras das lojas que projetamos; todavia, projetos são histórias a serem vividas e, portanto, devem ser contadas.
CATEDRAL DE PETROLINA
Tem lugar pra todo mundo
Nessa santa Catedral
Encravada em Petrolina
Tem salesiano vitral
A arquitetura é gótica
A beleza é bem exótica
Grandeza monumental
FORMOSO MODERNO
Hoje eu vi o fim do belo
Formas frias sem primor
Esqueceram-se dos Elos
Num moderno que é um horror
No aprender com mais velhos
Juventude em furor
Que não haja mais modelos
Pro prestígio Criador!
DOS SABERES
Aprendi sorvendo. Somente o que me fez inalar.
O que despercebi, não me fez entrever.
Não atingi alturas, sem pisar-me de chão arenoso.
Não extrai sal da terra, sem entregar as mãos repartidas.
Tenho alguns saberes, que me fazem apreendedor.
Uma arquitetura de razões pronunciadas.
Das mais súbitas, como aquelas a se moldar na quietude,
As derradeiras, como as que pungem na pele na alma.
Pouco aprendo, quando dos outros não me entrelaço.
Pouco sei se não me ponho a observar a intimidade.
Por isso ressoei-me em cada canto, num circulo de andanças,
E ainda me faço toar a cada instante, que me ensina o olhar.
Distanciei-me por vezes para observar as perguntas.
Tantas outras respondi, sem aderir ao absoluto.
Fui vário, múltiplo, único. Só assim fiz-me existir.
E ao ser, precisei reler a estrada e desvendar a travessia.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas Para Versar
"...Tenho alguns saberes, que me fazem apreendedor.
Uma arquitetura de razões pronunciadas.
Das mais súbitas, como aquelas a se moldar na quietude,
Como as derradeiras, que se pungem na pele na alma..."
In Do Aprender
#UM #CONTO #DE #NÃO #FADAS
Era uma vez...
Um país perdido no tempo...
Abandonado por todos...
No esquecimento...
As leis eram manipuladas...
Favorecendo a quem pagava mais...
De cara e intenções mais deslavadas...
A Arquitetura morreu de tristeza...
Ao cair das alturas...
Se machucou, teve grangrena...
A Medicina , que só tinha um diploma na parede...
De enfeite...
Foi atender...
Não soube como fazer...
Fez um puxadinho em suas pernas...
Deixando-a manca...
Para sofrer...
A Educação optou por se fazer de cega, surda e muda...
Diante de tal fato...
Só não perdeu seu olfato...
Quando queimava a erva maldita dos ratos...
Justiça teve um AVC fulminante...
Quando os juízes miliantes...
Amasiada com a política embriagavam-se juntamente...
Vendendo sua alma na esquina...
A quem aparecesse na frente...
Com cobres , ouro ou prata...
Sorriam alegremente...
Com todos os dentes presentes...
A Saúde, coitada, ficou muito doente...
Abandonada ao povo carente...
Delirava constantemente...
Jogada no chão...
Em solidão...
Seus gemidos embora altos...
Não chegavam aos palácios dos magistrados...
Estavam muito ocupados...
Bebendo caros vinhos...
Comendo camarão...
O povo que sofria...
Em dolorosa intermitente agonia...
Em sua ignorância só rezava e dizia...
"Amanhã vai melhorar...
Somos o país do futuro que está a chegar".
Velas era acesas...
Mãos postas em oração...
Porém brigavam entre si...
Em estranha confusão...
A mão esquerda batia na direita...
A mão direita batia na esquerda...
Fazendo ritmo para dançar...
A Corrupção...
Era um país de extrema beleza...
De muitas cores e de grande alegria...
Mas tudo somente ia ficando cinza...
Dia após dia...
O preto brigava com branco...
O marrom brigava com o amarelo...
E assim crescia...
Esses estranhos flagelo...
O Tempo que a tudo via...
Partido nenhum tomava...
Sabiamente gargalhava...
Emboscada preparava...
De passado outrora em glória...
Triste presente ausente...
O que adveio foi o terror...
Impossível narrar...
Tamanho torpor...
Debaixo da poeira da ignorância...
O Futuro se suicidou...
Tão triste história de um país...
Que antes de ser estrela fulgurante...
Doente...morreu...acabou...
PS: Qualquer mera coincidência que sirva de alerta para que o mesmo não aconteça conosco...
Sandro Paschoal Nogueira
A arquitetura é feita por espaço curvas e linhas, criando alegria e entusiasmo com imagens que lembra os poetas, quando se sentem inspirados para mostrar tudo o que é belo.
