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"A gente vive muitos relacionamentos, a gente chora, esperneia, sofre, come, come, come, depois enche a cara, come de novo e... puxa! É tão cansativo às vezes que, é normal começarmos a pensar dessa forma. O desgaste, o amadurecimento gera uma falta de paciência pra certas atitudes que o mais digno e menos difícil é você deixar claro o que quer e, diante do silêncio, seguir sua vida."
"Uma dica de resposta pra quando comentarem contigo depois de te verem descabelada, sem dinheiro e com a autoestima no chinelo: 'as coisas estão difíceis, hein?'. Simples de responder:
_ As coisas nunca são fáceis para aquele que arrisca, que ousa, que investe, cria e muda. Mas e daí? Uma hora eu acerto."
Precisamos educar nossos filhos para que aos poucos nos tornemos dispensáveis.
Que gradativamente tenham autonomia para cuidar de si mesmos e de seus bens. Compreendam a importância da organização e do conhecimento. Da necessidade de constante evolução.
Que ofereçamos todas as ferramentas e explicações necessárias sobre o mundo, a vida e as possíveis consequências de cada ato. De que para toda decisão há uma consequência. E para toda consequência indesejada há necessidade de reparação, embora essa nem sempre possa acontecer da maneira que desejamos. E que há consequências praticamente irreparáveis.
E diante disso possamos lhes dar liberdade para experimentarem a vida. Para aprenderem com seus erros e seus acertos. Para descobrirem a fórmula do equilíbrio. Para tornarem-se capazes de cuidar de si mesmos.
Mesmo diante das violências do mundo. Mesmo diante do nosso medo de que algo de ruim lhes aconteça. Afinal, não sabemos até quando estaremos ao lado deles. Eles precisam saber cuidar de si mesmos antes que seja tarde demais.
Afinal, esse é o papel da educação.
Capacitar alguém a ser, existir e se relacionar, sem depender de ninguém.
Que possamos lhes dar um voto de confiança.
É primordial entendermos que não podemos evitar que nossos filhos sofram. O sofrimento também faz parte da existência. E é com ele que nossos filhos crescem, evoluem e aprendem as lições da vida.
É essencial que encontrem em nós, seus pais, um ombro para chorar, uma palavra de consolo e de ânimo e o reforço da fé.
Eles só estarão preparados se tiverem a oportunidade de experimentar. De acertar, de errar, de reparar e assumir suas falhas.
E serão pessoas muito melhores se tiverem a chance de ver nosso exemplo.
De saberem que não somos perfeitos. Mas que tentamos e damos o nosso melhor.
Que mesmo se eles errarem ou seguirem por caminhos completamente diferentes do que lhes ensinamos, mesmo assim ofereceremos nosso apoio e nosso amor.
Afinal, estamos todos caminhando juntos em busca de um objetivo em comum, que é sermos felizes.
E para isso o perdão, o consolo, a aceitação, o exemplo, o equilíbrio e o amor são essenciais.
E com certeza no campo dos sentimentos nunca seremos dispensáveis.
Que eles possam nos querer sempre por perto simplesmente porque gostam da nossa companhia. Porque nos amam e sentem-se amados.
Priscilla de Carvalho Fev/2016
Priscilladecarvalhoar.blogspot.com
"No começo, foi insuportável. Quando se está só de verdade, sem pessoas, sem com quem conversar, ouvindo apenas seus próprios pensamentos acelerados e confusos, é doloroso e causa um medo enorme... Somos obrigados a viver com nossos fantasmas, aqueles que vamos acumulando no decorrer dos anos. Mas isso só acontece porque não estamos acostumados a esta solidão. Se você conseguir ficar um tempo junto a ela, perceberá que seu deserto, aquele que quase te enlouqueceu, começa a desabrochar em amor..."
"A vida bem que poderia ser como aquele drinque em um bar qualquer num fim de noite. Você pede, usufrui, saboreia, filosofa asneiras com o cara no balcão e depois vai embora. Que ela seja tão doce e colorida quanto, porém, com muito mais teor alcoólico."
O Amor faz com que o desejo da pessoa amada seja priorizado a tal ponto, que um simples suspiro dela já é uma ordem.
A Graça de Deus nos deixa sem graça e nada mais.Somos tão constrangidos pelo Seu Amor a ponto de não mais pecar em paz.
Pra que ficar juntando os pedacinhos do amor que se acabou? Nada vai colar, nada vai trazer de volta a beleza cristalina do começo e os remendos pegam mal, logo vão quebrar.
Afinal a gente sofre de teimoso...
A mão que dá a flor pode até se machucar com os espinhos, porém sem sombra de dúvida, sempre ficará perfumada!
“O que eu acho que dei ao teatro brasileiro, quando eu apareci, foi um repertório diferente do que se representava, e o amor pelo teatro”.
Amantes à margem da amor
Oi, quanto tempo não lhe vejo. Que estranho é escrever esse texto, estamos parecendo tão distantes, nossas conversas não parecem ter a mesma mensagem, reinado de pronomes impessoais, perguntas mascarando propósitos maiores, resquícios tímidos de esperança na tentativa de restabelecer a força do elástico afrouxado do nosso elo. Ainda o temos, é verdade, mas agora é só um cordão, um cabo de aço talvez que, mesmo conectado está tão extenso que não podemos ver onde a outra ponta termina, onde se encontra, e temos medo de segui-la, ainda que vivamos presumindo os vários lugares muito prováveis de encontrá-la, temos o receio de quebrar uma promessa falida, de deixar que nosso desejo flua bravamente interrompendo esse período, a ausência, e, finalmente, seja ele novamente barrado.
E agora sinto que o desejo está se sentindo desacreditado nesse coração, mesmo que seja o mais querido, eu já não tenho mais como satisfazê-lo e ele insinua ir embora, seja sumindo, seja migrando ou se transformando, eu realmente não faço ideia, sei apenas que se não se satisfez enquanto esteve comigo, não vai permanecer em meio a nosso novo e estranho modo de se comunicar. Creio que ele se sinta demasiado reprimido e ofendido sob esse reinado do tempo, principalmente pela formalidade de contato, vezes ele grita, consome as lembranças, mas de nada adianta e só o frustra mais saber que a fonte está sendo negada. Por isso, penso que manter um contato dessa forma é coagir um gigante imensurável a caber num duto de dois centímetros de diâmetro. Muito estranho.
Penso também que nossa afinidade está arraigada na carne, isto é, no cósmico-biológico que se influencia reciprocamente, mesmo que não tenha sido sempre assim, no começo, pode ser que o que sinto por você agora é parte imanente de mim. Eu sei que é conexão, e ainda que pareça coincidência, essa, por sua vez, não é mais que uma conexão não esclarecida, um impulso “involuntário”, como uma lembrança que deletada deixa sempre o rastro de suas consequências emotivas, impossíveis de suprimir, exemplo muito expressivo disso dado no filme: “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”. É por isso que saem pesquisas cientificas afirmando que passamos a nos parecer, até fisicamente, com quem tivemos muita proximidade e convivência e com quem temos muita afinidade. Aquele beijo nosso que era capaz de desligar o mundo, de trazer a paz e apontar a conexão existente mais rápido que qualquer palavra, qualquer. Isso porque, quero explicar, beijar envolve doar nossos insumos gênicos, nossa biologia, como se cada célula do corpo e da boca se cumprimentassem com o DNA mais adequado ou semelhante, compositor de ritmos e, veja, que nada dessa natureza muda com frequência, ao contrario são as palavras, tão fluidas, conformadas muitas vezes, tênues e até mesmo inexpressivas dessa conexão que existe, ainda também existem nossos comportamentos contraditórios, inundado de preconceitos, de ansiedades, de deferência, de expectativa de que sejamos vistos de uma forma desejada (conforme a expectativa do outro) se agirmos contidamente construindo assim uma “fachada” do próprio eu, tudo facilmente manipulado por nós e pelos outros. O incrível é que essa intimidade entre nossas almas, entre nosso maná individual e a biologia dos seres não é alcançável volitivamente, ainda que saibamos algumas definições e interferimos em algo, é sempre limitada nossa interferência consciente enquanto estamos sempre sob a regência dessa ordem. É impossível fugir. Relendo a tragédia grega de Édipo, enxergamos que devíamos ter consciência do destino, das coisas relativamente intangíveis do universo. O que nos une já não é mesmo humano, simplesmente.
Então, desconheço qualquer fator que nos impute à estranheza e formalidades cabíveis apenas entre desconhecidos que não seja fruto único e exclusivo de nossa diligência sobre o comportamento, a qual me esforço em repudiar quando incoerente com a vontade essencial, responsável pelo próprio inicio dessas conversas, incoerente, finalmente, com o destino e, que quando essa situação se repete, reforço, essa vontade se sente ofendida e prejudicada.
Não parece haver outra saída, era e é provável que esse período apresentasse muitas mudanças, que eu contraia relacionamentos, por exemplo, apesar de que já se passarão quatro meses assim e nada relevante tem acontecido, muito por causa nossa, por causa do descrito no ultimo texto deixado em seu e-mail e por seus artifícios que me chamam a atenção. Eu gosto assim. Como dito, vou fazer o máximo para conseguir e quando, por desventura, estiver lhe perdendo, vou procurá-la, como tentativa última desesperada, independente da situação que se encontre. Quero deixar claro ainda que se aparentar que estamos muito distantes, um de nós pode sempre se manifestar, pelos locais que conhecemos e como tem ocorrido ou de outra forma que indubitavelmente precisemos e queiramos muito, sempre, com carinho que nos é imanente e assim restabelecer a segurança de fé que nossas crenças e devaneios humanos nos tiram.
Lembrete: Nenhuma das palavras escritas que direciono para você se assemelha as características que mencionei atrás, as palavras que escrevo para você, antes de tudo, são constituintes e resultado direto da vontade do destino, da sentimentalidade permanente, ou pelo menos, se esforçam por assim bem traduzir. Sei que você sabe bem disso e eu não poderia terminar sem dizer um Eu te amo, frase que mais fielmente representa o teor e intensidade dessa conexão... Eu amo, amo, amo muito você!
O amor dispensa formalidades, dispensa a margem, ele quer usar de todo e qualquer vocabulário, de toda extensão de terra e céu, o centro e os lados.
Como contentar-se
Como contentar-se com um grão de areia depois de afundar os pés na orla da praia?
Como contentar-se com o clarão da lua cheia depois que o astro rei correu da raia?
Como contentar-se com águas pelos tornozelos havendo mergulhado em alto mar?
Como contentar-se em prender os cabelos depois de experimentá-los ao vento soltar?
Como contentar-se com o brilho de uma estrela distante depois de haver cruzado o universo?
Como aceitar-se maltrapilho, cabisbaixo e hesitante após ter seu nome declamado em prosa e verso?
Como contentar-se com um canto à capela tendo se encantado ao som da sinfonia?
Como contentar-se com as chamas de uma vela após maravilhar-se com a luz da epifania?
Como contentar-se com rabiscos e rascunhos, depois de visitar a capela sistina?
Como conformar-se em correr riscos, cerrar punhos pra em seguida ser vencido na esquina?
Como ter saudade do Egito ou contentar-se com o deserto, depois de avistar a terra prometida?
Como conformar-se com um rito, convencer-se do que é certo, sem saciar sua sede por vida?
Como contentar-se com metades, depois de ter se entregue por inteiro?
Como contentar-se com saudades quem jamais se fez forasteiro?
Como contentar-se em cumprir metas e prazos na busca de riquezas que disfarcem a dor?
Como acostumar-se com sentimentos rasos já tendo mergulhado nas profundezas do amor?
Eu nunca precisei de muito para ser feliz.
e tiver o seu amor amigos saúde,e café quente... Já é o suficiente.
Eu não sei passar sem marcar é quando as pegadas na areia se apagarem...
As canções as poesias as flores e os sorrisos faram o papel de te ti fazer lembrar de mim....O amor é inesquecível.
Preciso de um café.
Depois preciso de silêncio.
E se não for pedir de mais.
Quero ficar em teus braços...
Até que passe a chuva,
Quero ficar contigo.
Só mais um momento.
E morrer de amor enquanto é tempo.
