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Uma criança que corre, brinca e sorri não faz ideia do drama que é a vida adulta. Como éramos felizes quando a maldade não existia em nossos corações.
Acreditar na infância e na adolescência, é como uma transição do despertar consciente interno... Que habita dentro de todos os adultos, que foram um dia crianças e adolescentes e que guarda em seu interior a pureza de uma criança!
Já fui criança, adolescente, adulta
e até uma ranzinza senil.
Já fui camaleão nas estações que a vida apresentou a mim.
Já provei muitas primaveras e algumas eternizei no toque, outras tantas no sorriso e muitas delas no olhar.
De alguns gostos eu abri mão e deixei que o vento levasse.
Já fui tantos personagens, que alguns até já esqueci.
Hoje quero ser apenas, eu mesma e andar lado a lado com tempo, nem à frente e nem atrás.
A transição para a vida adulta é difícil o suficiente. Fazer com que seus amigos julguem seu progresso não facilita nada.
Ela contou que eu continuava a maior inventadeira do mundo. Aí foi aquela crise: o pessoal todo ficou contra mim. Fui dormir na maior fossa de ser criança podendo tão bem ser gente grande. Não era pra eu ter inventado nada; saiu sem querer. Sai sempre sem querer, o que é que eu posso fazer?
Fiquei uma porção de dias pensando no meu pessoal pra ver se entendia por que é que eles zangavam tanto comigo. Acabei desistindo também: gente grande é uma turma muito difícil de entender.
Se o pessoal vê as minhas três vontades engordando desse jeito e crescendo que nem balão, eles vão rir, aposto. Eles não entendem essas coisas, acham que é infantil, não levam a sério. Eu tenho que achar depressa um lugar pra esconder as três: se tem coisa que eu não quero mais é ver gente grande rindo de mim.
Eu tenho 33 anos de idade, não consegui superar os problemas da puberdade e já estou começando a ter os problemas da velhice. Passei completamente longe de ter uma vida adulta saudável.
(George Costanza)
Namore o momento sem nada esperar, coisa séria é de adulto babaca ... brinque e seja feliz ...
Kairo Nunes 20/04/2018.
A criança em nós
Alguns vivem a infância como uma única fase
outros vivem a vida adulta uma única vez
e sentem a infância por toda a vida
e a criança que está dentro de nós nunca cresce
Um adulto definitivo esquece a brincadeira
que é viver e se alegrar com a lama nos pés
de sonhar cada sonho sem ter medo
de errar ou de não alcançar
Uma adulto criança tem a seriedade
mas não perde alguma inocência
e se alegra com toda a simplicidade
leva a vida com leveza e excelência.
A diferença entre a dúvida de um adulto e a de uma criança está na pontuação. O adulto só pergunta com interrogação (?) e a criança pergunta com interrogação e exclamação (?!).
Eu tentava não perder os hábitos, mas admito que a cada dia que passava ficava mais difícil nisso ter êxito. As brincadeiras que antes perduravam por horas, foram se tornando com o tempo, meros instantes. Eu sentia que aquela magia havia me abandonado, e junto levado o meu jeito inocente de ser. Nesse dia tive certeza que já havia crescido o bastante para tudo, e que era necessário assumir o tal papel. Isso me amedrontava. Já que eu era uma das poucas pessoas que conseguia ver todo o inferno contido nisso, na evolução. A questão, é que ser adulto nesse mundo, me diminuía, eu odiava.
Queria voltar a ser criança pra não saber as horas e nunca esperar, pra não saber preços e enxergar só valores, pra não criar expectativas e ser surpreendido sempre, pra não desconfiar do futuro e saber que ele existe pra ser adulto.
Eu pensei que ser adulto seria legal,Tento avisar aos que ainda estão vindo que isso aqui é uma cilada.
Me pergunto se vale a pena gastar lágrimas por sonhos não realizados, coisas desfeitas ou até malfeitas, por corações de pedra ou por corações que sequer existem, me pergunto se vale derramar lágrimas por quem não move um dedo por nada a não ser por si mesmo, se cada lágrima de dor vale o motivo de tanta dor, se vale derramar o que é de mais precioso e deveria ser gasto com o que vale a pena, me pergunto o que vale a pena, acho que me perco em saber do tamanho da lista que vale a pena derramar uma lágrima, uma criança feliz no natal, um adolescente procurando o caminho certo, um jovem sonhando o sonho da família, um adulto realizando seus desejos de adulto, e vendo seu passado uma realidade viva, lágrimas, como é o sabor dessas lágrimas, mesmo salgada sente-se doce, diferente de todo desgosto que torna o salgado da lágrima o amargo da vida, e parece que o valor de cada gota aumenta quando elas são percebidas no espelho sendo jogadas ao vento, triste lágrimas, elas rolariam felizes numa formatura na faculdade, na novidade da gravidez ou do nascimento dos filhos a alegria da família pela realização do provável, elas rolariam doces e felizes, pena que nem tudo é sonho, algumas coisas são pesadelos e tristezas, algumas coisas são desamor, desinteresse, tristes lágrimas que mostram a tristeza de rolar gotas do oceano sem onda, onde o mar não faz o barulho da humildade por estar abaixo dos rios, lágrimas que se perderam sem saber pra onde irão, tristes lágrimas que pedem uma solução pra tantas dores, pesadas caem, mas mesmo caindo o peso não alivia, que sonhos pode ainda ter quem tem uma vida de lágrimas pra viver, onde as lágrimas são poesias melancólicas frigidas, sonhos que vão e vem com vontade de vir e trazer os outros sonhos juntos, um de cada vez para ter lágrimas doces para cada sonho vivido, me pergunto se lágrimas doces existem, ainda quero prová-las.
- Lembro-me bem, quando ainda criança, sobre os questionamentos, dos mais adultos, do que eu queria ser quando crescer.
- Confesso que nunca soube seguramente o que responder, ainda hoje eu não sei, estou vivendo cada dia, um por vez, um novo momento, uma nova oportunidade. Sei que estou a mais tempo do que sou, quase a minha vida inteira.
- Porém, eu sei exatamente o que eu não almejo em minha vida!
Adulto reinventado.
Essa semana foi o aniversário da nossa filha, Sofia.
9 aninhos.
A pedido dela fizemos uma "tarde na piscina".
Ela não queria festa em Lugar alugado. Quis apenas brincar com seus amiguinhos de sala de aula.
Pra variar, cheguei atrasado, após o início da festa, por estar trabalhando.
Mesmo assim, consegui entre um e mail e outro, uma ligação e outra e ainda tendo que sair da festa por duas vezes, observar minha filha.
Brincava com sua irmã e amigos de forma absolutamente a vontade.
Assim são as crianças. Sem mascara, sem comportamento dúbio. Externam sua contrariedade sem preconceitos, nem máscaras.
Quando não gostam de algo, fecham a cara, reclamam e pronto! 5 minutos depois a raiva já passou, pois não engoliram o que lhes fazia mal.
Na contramão dessa externalização, nós, adultos, sabedores das regras sociais que nós mesmos criamos, insistimos em "ensina-las" a se comportar.
Aceitamos o que não devíamos aceitar. Sorrimos mesmo contrariados. Nos relacionamos com quem, as vezes, não gostamos.
Repetimos: filha, sente-se direito, fale mais baixo, não aponte o dedo, abrace a sua irmã, beije seu irmão.
Ora, reservados os poucos e bons conselhos que damos, nós, adultos, temos muito mais a aprender com elas do que o contrário.
Você conhece crianças com gastrite nervosa?
Doente por stress?
Entrando em conflito longo com alguém?
Pois é...
Queremos ensinar, mas ao mesmo passo, não queremos aprender.
Pouco observamos de nós e consideramo-nos ser um livro pronto, sem páginas em branco.
Considero que as crianças e os velhinhos são os seres mais próximos de Deus.
São mais genuínos, mais francos, mais amorosos.
Os velhinhos tem a sabedoria da vida
As crianças, a sabedoria da inocência, do amor puro, simples, desinteressado
E ambos, não aceitam o que lhes faz mal.
Nós, adultos, que rotineiramente, engolimos doses diárias de frustração e desamor.
Nossa frieza ante o sofrimento alheio não existe na tenta idade, nem no outono da vida.
Uma criança quando vê alguém pedindo ajuda, simplesmente vai lá e ajuda. Não vira a cara e finge não ver.
Os velhinhos fazem bingos solidários, correntes de oração, bazares beneficentes...
Regras de conduta?
Ah, meu amigo, quem somos nós para querer ensinar nossos filhos...
Não! Eu não prego a permissividade alucinada. Não defendo que façamos vistas grossas à descortesia, ou alta de respeito.
O que chamo a reflexão aqui (a quem se der ao trabalho de ler) é que aprendamos na mesma medida com que queremos ensinar.
Seremos melhores pais, melhores mães, melhores como "gente".
Apregoo que tenhamos, ao máximo possível, uma só cara, um só comportamento e que passemos a nos importar com o próximo, na mesma medida em que esperamos a consideração alheia.
Que nos comportemos na rua e no trabalho, como nós comportamos em casa, com
Esposa e filhos.
Nosso fígado agradeceria e os corpos assolados por psoriases nervosa,s também...
O que proponho é que nos reinventemos.
Que desconstruamos o adulto, para remonta-los seguindo o manual que vem de fabrica.
O manual que vem direto de Deus.
O manual do Amor ao próximo.
Feliz aniversário minha Sofia!
Caso um dia venha a ler esses pensamentos, perdoe seu pai por ter brincado tão pouco no seu aniversário de 9 anos.
Um dia virei a ser seu filho.
Me tomará pela mão e me explicará coisas que eu teimarei em não aceitar ou entender.
Me levará a missa, ao medico, ao parque...
E, se Deus tiver por mim misericórdia, você minha filha, terá em seu comportamento, a paciência e inocência da criança que é hoje.
Tentarei todo dia me REINVENTAR, segundo o seu manual.
Eu te Amo!
Três... Vou olhar!
Quando criança,
Contava até três,
A maldade sumia.
Quando adulto,
Não contava ser
A maldade minha.
