Superfície
Se eu ousar catar
Na superfície
De qualquer manhã
As palavras
De um livro
Sem final! Sem final!
[...]
Valeu a pena
Êh! Êh!
Valeu a pena
Sou pescador de ilusões...
Uma Noite de Blues
" A sua superfície encenando
O mais quente dos desejos
Arranhões,marcas,cicatrizes
Sorrisos indeléveis,que blues...
Pecados silenciosos,ou não
Tédio ? Nunca...
Imprimindo arrependimentos
Pois o mundo acorda
E amar cansa!
A maioria das pessoas só vêem a superfície da coisa, não se aprofunda, porque se fizesse isso ia ter que saber lidar com a verdade e ninguém suporta a verdade.
O interior da cidade é como o interior das pessoas. Debaixo da superfície, está fervilhando com monstros.
A alma humana, é um profundo e turbulento oceano, que por algum tempo mostra placidez na superfície! Mas não se engane, suas águas enganosas continuam escondidas, até que em dado momento revolucionam-se e vem a tona, tentando destruir aquilo que por algum motivo, confronte seu nefasto jeito de ser!
A vida é uma estrada de superfície dura, esburacada, úmida, cortante, fria e escura, e de tanto cairmos ela nos molda, machuca, dói mas faz parte desse processo nesse universo louco e maravilhoso em que surgimos e cada diamante cria sua forma e brilho e devemos nos polir, para brilhar ainda mais e iluminar nossos caminhos e os de quem amamos, e amar não é uma escolha, simplesmente amamos, sem razão e nem motivos!
No fundo, a irritação oculta um descontentamento que aflora à superfície por qualquer circunstância propícia. É um misto de amargura e violência, uma alergia mental que provoca freqüentes crises no ânimo. Daí que o irritável
geralmente reaja por motivos mais aparentes que reais.
Não passe a vida inteira mergulhando nas profundezas do oceano. É na superfície da água que o horizonte se inicia.
Eu choro. Choro antes por dentro. As inundações submergem meus órgãos, sobem à superficie e sinto o transbordar de mim.
A lua refulge por toda superfície do meu corpo, no entanto, meus olhos cegos não podem vê-la
A lua grita em mim
O sol queima frontes
A eternidade oscila adentro de mim
e não sou capaz de sentir
RECOLHER-SE - por Mira Alfassa (A Mãe)
“A maior parte de vocês vive na superfície de seu ser, expostos ao contato das influências externas. Vocês vivem, por assim dizer, quase que projetados para fora de seus corpos, e quando encontram um ser desagradável, projetado como vocês fora do corpo, vocês ficam perturbados. Toda a dificuldade provém do fato de que seu ser não possui o hábito de recolher-se. Vocês devem sempre recuar um passo para o interior de si mesmos. Aprendam a mergulhar profundamente no interior. Recolham-se e estarão em segurança. Não se abandonem às forças superficiais que se movem no mundo externo.
Mesmo que estejam apressados para fazer alguma coisa, recolham-se por um instante e descobrirão, para a sua própria surpresa, que farão muito mais rápido e melhor o trabalho que tiverem que realizar.
Se alguém encolerizar-se contra vocês, não se deixem tomar por suas vibrações, mas, simplesmente, interiorizem-se, e a raiva da pessoa, não encontrando em vocês nenhum suporte ou resposta, desaparecerá.
Permaneçam sempre em paz, resistam a toda tentação de perder esta paz. Não decidam nada sem recolher-se ao interior, jamais digam uma palavra sem recolher-se, jamais se lancem à ação sem recolher-se.
(…) Ponham em prática essa paz interior, ao menos tentem um pouco e continuem a se exercitar até que isso se torne um hábito em vocês.”
Mira Alfassa, “A Mãe”, em “O Caminho Ensolarado”
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Publicado em 14 de setembro de 2012 por Nando Pereira (Dharmalog.com)
http://dharmalog.com/2012/09/14/recolher-se-por-mirra-alfassa-toda-a-dificuldade-provem-do-fato-de-que-seu-ser-nao-possui-o-ha
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