Sujeira
Coronéis parasitam meu país, não são magicos mas somem com a grana.
Vendem a mãe pelo seu mandato, transgridem tudo para roubar, extorquir e fraudar, sempre amparado pela lei.
Você é um ser admirável, você é um ser bonitão, você faz parte dessa porcaria, você faz parte dessa podridão.
Quanto consumimos? Quanto gastamos? Talvez o mesmo. Transformamos a comida em energia, distribuímos os nutrientes para todo nosso corpo, o resto descartamos. E para onde vai nossa sujeira? Será que somos os culpados pelos bueiros que já não servem para escoar a água e sim para deposito de lixo? Então por que somos egoístas, fazemos o que nos apraz e culpamos nossos "superiores" ?
Os brasileiros redescobrem o Brasil
Ary Barroso diz na sua música que "o Brasil não conhece o Brasil. O Brasil, SOS o Brasil..." Se vivesse hoje, ele ia ver que também ele não conhecia o Brasil. Brasil, que por trás de todas as suas belezas, encobre muita sujeira, uma podridão tal que faria Hamlet ficar estarrecido... (Hamlet: "Há qualquer coisa de podre no reino da Dinamarca")
Bandidos gostam de lugares acima de qualquer suspeita para fazer o mal. Mas, todo bem que se faz ao imerecedor é recompensado, evitando a contaminação como água lavando a sujeira. Ofereça-lhe água limpa: moral para beber e banha-se! Quem sabe, uma "balinha"!
“Evito restaurantes do tipo `Sabor da Terra`, especialmente aqueles situados à beira de estradas não pavimentadas. “
ROSAS DA COR DO MAR
Há um caminho, já percorrido
Hum tão tempo
Se não me falha memória
Cujo chão é cor de rosa
Na arena tem estrelas
Soltas, desprezas
Lá no céu há branco paz
Nesse ar desatado ...
As sujeiras por sua vez
Não podiam faltar
Afinal, qual lugar
Que tem uma marca pra deixar
Não deixam...
Sujeiras rosas nesse mar
Ele vê meus pecados ocultos
O que escondo no fundo do meu coração
Derrama em minha vida a água
Limpa a sujeira e sacia essa sede
O que Cristo oferece, Ele é
Para Pensar - Tem louças sujas na pia - Que alegria! -
Você deve estar pensando: " ficou louca minha filha!"
Talvez. Mas ao ligar a TV e ver uma fila com mais de mil pessoas aguardando para receber uma cesta básica em pleno horário de almoço, meu "sitocol" foi acionado de forma brutal e logo me veio o entendimento: só lava louças, quem pôde sujar panelas ao cozinhar e pratos e talheres ao comer. Então ...vou lavar minha louça.
- Que alegria! -
Vai lá lavar a sua, vai!
Kate Salomão
“Joel, marido da Janete, comprou uma lanchonete que virou um restaurante, ao lado do Rio Brilhante. Por conta da diabete e do joelho lesado, largou o serviço pesado. Nessa mudança de vida, passou a servir comida, de domingo e feriado. O movimento é bastante, mas o lucro é faltante, pelo excesso do fiado. Pra não fechar a empresa, Joel reduziu a despesa, e a carne que era de boi, com a carestia se foi. Agora a receita caseira é galinha passada da idade, que perdeu a utilidade na granja do fim da cidade. A carne é um tanto dura, mas Joel acrescenta à mistura, espremido de laranja pura - que amolece a musculatura e facilita a fervura. Um freguês quebrou a dentadura e outro engasgou com a nervura. O risco compensa no preço e movimenta o endereço. O prato não é enxugado e o pano que limpa a mesa, com pouca delicadeza, é sujo e todo rasgado. E tem o cheiro do toalete, que não incomoda a Janete, que usa o garfo da pia pra coçar a joanete. E assim o negócio vai indo. Uma hora vai aluindo e em outra vai fluindo. Tem gente que se revolta e volta, tem cliente que come e some. Aquilo que não mata o `home` e serve pra espantar a fome, não compromete o renome e a natureza descome. “
“Ao caminhar por um brejo o maior cuidado a se tomar não é o de evitar que a lama suje teus pés. Mas sim, não esmagar as flores. A lama pode ser lavada depois.”
Sou um pai, um homem de fé. Por que não vê tudo isso quando olha para mim? Por que escavam em todos os cantos por partículas de sujeira?
Toda criança é como um muro, no seu nascimento precisa de um alicerce onde se sustentará. Para os recém-nascidos as mãos paternas e maternas são esses alicerces, no muro tal papel é representado pela base das colunas de sustentação.
A administrar este crescimento, o tempo.
O tempo passa, a criança cresce, o muro cresce, e em algum momento desse crescimento os cuidados que se deve ter para ambos não ruírem, é deixado de lado.
O limo, o vício, o mau tempo, as más escolhas, o descaso faz com que suas janelas sejam fechadas, e que vidros sejam colocados ao longo do seu caminho e extensão.
Até que um dia o coração do homem que deixou de ser criança, oprimido pela falta de vida, sufocado pela sujeira que ofusca a sua verdadeira cor, faz ele perceber que precisa retomar o tempo no qual os olhares das pessoas eram de respeito e admiração, pela sua altura, pela sua extensão, pela sua pintura, pela sua capacidade de guardar aqueles que do seu lado, se valiam da sua proteção.
Nesse momento ele chega a conclusão que não deve mais ficar em cima do muro, e que precisa dar vida a sua vida e a do muro, pois a melhor vida do mundo para ele, sempre será a que ele vive!
E o melhor desse muro, será aquilo que lhe permitirá descobrir que nele existe algo a lhe servir de lição, pois se de um lado dele pode estar escrito “Desistir”, do outro estará escrito “Tentar”, e é neste ponto que ele irá encontrar a sua verdadeira vitória e devolver beleza ao muro da sua casa.
Todo mundo tem dois lados: o de dentro e o de fora; o público e o privado. Feliz é aquele que ultrapassa o raso, enfrenta a fortaleza e, apesar da sujeira do lado de dentro, entra, limpa e descobre a pedra preciosa.
Deus não tem nojo dos ratos e baratas, mas sim das imundícias e das impudicícias do coração humano.
O preconceito em acabar como lixeiro fez uma cidade cheia de graduados, mas também uma cidade suja.
A linha tênue que separa a humilhação da iluminação não é definida por locais, nem pela quantidade de sujeira ou luz, mas é sim moldada pelas lentes da nossa percepção.
Lavei a roupa de cama
Mas o infeliz do teu cheiro tá entranhado em mim
Dei geral na casa toda e do coração esqueci
Fui no supermercado comprar alvejante que o meu acabou
Mas o material de limpeza limpa sujeira, não limpa amor
