Suficiente
A primeira vez no amor é uma viagem louca. Faz você perceber que não viveu o suficiente. Você se sente abençoado por ter amado. Te faz parecer que estava adormecido e te traz as memórias de sensações no coração, que nunca teve antes.
Melhor amar e perder, que nunca ter amado. Mas melhor ainda é amar e estar com essa pessoa maravilhosa que alcançou o seu tesouro, o seu coração.
Não querer machucar alguém não basta para não ferir. Parece que querer não é o suficiente. Sempre existe um jeito de tentar melhorar piorando o que já está absurdamente destruído. É trazer para o caos mais caos ainda.
O milagre acontece no momento em que nossas orações alcançam fé suficiente para mover o coração de Deus em nosso favor.
Amar sem esperar
Viver o suficiente e lembrar
Existem muitos sentidos
Inúmeros álbuns coloridos
O que importa na vida
Que seja feliz e não doída
Não custa vintém algum
E não é nada incomum
É ter motivos pra sorrir
E deixar saudades ao partir.
14 de Maio
No 14 de maio de 1888, o Brasil amanheceu livre. Ou ao menos, livre o suficiente para se parabenizar diante do espelho.
A escravidão fora abolida na véspera, por um gesto régio, breve e elegante, como convinha à pena de uma princesa. A tinta mal havia secado, e já se cochichavam loas nos salões. O Império, enfim, provara sua humanidade — ainda que com duzentos e tantos anos de atraso. Diziam-se modernos. Civilizados. Cristãos.
Mas, nas ruas, não houve fanfarra. Nem pão. Nem terra. Nem nome.
Os que saíram das senzalas na véspera encontraram, no dia seguinte, o mesmo chão duro, as mesmas mãos vazias, e o mesmo olhar de soslaio da cidade que os libertara com uma assinatura, mas não com dignidade.
Alguns acreditavam que o trabalho viria como recompensa. Outros, que a caridade cristã desceria dos púlpitos e dos palácios como chuva mansa. Mas a chuva não veio. Nem a caridade. Nem o trabalho. A liberdade, como os santos nos altares, era bonita de se ver, mas inerte ao toque.
Os senhores — agora ex-senhores — mostraram-se melancólicos. Alegaram prejuízos, saudades das "boas relações" com seus cativos, e passaram a vestir ares de vítimas. Alguns, mais práticos, converteram antigos escravos em serviçais por salário algum, chamando isso de transição. Outros apenas viraram o rosto, como quem se desobriga de um cão abandonado ao portão.
O Estado, por sua vez, considerou missão cumprida. E foi descansar.
No dia 14 de maio, portanto, nasceu no Brasil uma nova classe: a dos livres-sem-lugar. Cidadãos sem cidadania. Homens, mulheres e crianças com a dignidade estampada na Constituição e negada na calçada.
Seguimos livres no papel, presos na realidade. As correntes caíram, é verdade — mas com elas não caiu o silêncio, nem a desigualdade. Só mudou a forma da prisão.
O que é um minuto de aflição em um dia de 24 horas?
É tempo mais que suficiente para virem à tona os momentos mais importantes de nossa breve existência.
Curto tic-tac, longo suplício.
Efêmera sucessão de segundos num tempo que não passa.
Passou.
Passeei na alternância dos meus sentidos.
Graças a eles, senti que não preciso perder para lamentar; que, ao desacreditar, eu credito na conta alheia minhas frustrações; que algumas pessoas eu quero perto, feito a distância que separa dois travesseiros.
Perca-se no tempo, mas não perca tempo!
Dance, ame, tome banho de chuva, surpreenda, cozinhe seu prato preferido no almoço e peça pizza para o jantar. Se alguém te deixa feliz, retribua. Espalhe o que você tem de bom. Errou, peça desculpas. Acertou, repita a ação inúmeras vezes. Não desperdice energia, principalmente a vital.
Entenda: é perda de tempo não dizer a quem se ama o quanto sua ausência torna a vida sem sabor; é perda de tempo não desejar bom dia e esperar que a noite seja sempre boa; é perda de tempo não entrar em campo, mas querer fazer o gol da vitória.
Lembre-se: se a vida lhe pedir um minuto, conceda. Mas peça em troca tempo suficiente para viver como se nada dependesse daqueles sessenta segundos.
“Muitos desistam de algo;
não porque não conseguem,
e sim por, não querer o suficiente para não querer desistir.”
A pior coisa que eu odeio admitir é aceitar que não sou bom o suficiente para alguém em que me importo.
Eu não entendo tudo das escrituras. Mas entendo o suficiente para defender a verdade do Evangelho. E Dizer que só há um Deus e que Jesus Cristo é Deus igual ao Pai e que os sete espíritos de Deus são o Espírito Santo. E que há três pessoas em Deus. E volto a dizer só há um Deus!
O bom de não ser notável no início é que você ganha tempo suficiente para criar suas coisas sem dar satisfação para ninguém. Afinal de contas, as pessoas só vão criticar seu projeto quando ele estiver pronto!
O amor não é frágil como uma flor, nem inalcançável como o cacto. Ele é forte o suficiente para resistir e suave o bastante para tocar... precisamos apenas aprender a lidar com sua ausência, sem jamais esquecer sua magnitude.
É preciso ter maturidade suficiente para entender que a aprendizagem adquirida nas batalhas em direção ao topo, é muito mais valiosa que a euforia da vitória.
