Subir

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Queda livre

Procurei o fundo do poço para tocar e subir.
Não tinha fundo.
No começo isso é o pânico inteiro.
Depois entendi que sem chão não há onde quebrar.
Quem cai para sempre, em algum ponto, voa.
Parei de procurar o fundo.
E abri os braços no escuro.

O céu começa nos pés que aceitam subir.

​"Continue pedindo conselhos a uma mula sobre como subir em árvores. Quem sabe, no final, você não termine com uma sela nas costas."⁠

"Eu ainda acho que preciso chegar ao topo antes de convidar alguém para subir comigo. Como se o amor fosse um prêmio entregue ao final da corrida."

⁠Quem pisa nos outros para subir na vida, certamente vai tropeçar na mesma logo ali.

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Quero a esperança da fumaça
Que morre tentando subir as estrelas
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Lembre-se: não se chega ao topo com apenas um salto; é preciso subir degrau por degrau.

O que muitos vêem como avanço, subir um degrau, "crescer" na carreira... Para mim é mais uma icógnita... Sinto que a cada avanço estou a um passo a menos para o NADA. Não sinto que estou saindo de um lugar para alcançar algo, muito menos chegar a algum fim. Sinto que só estou descendo uma ladeira, acompanhando a inclinação e a gravidade... Uma hora eu vou cair, a queda parece inevitável... Não acredito mais que vou atingir o meu "sonhado sucesso"... Acho que nunca acreditei.

Quando você está no fundo do poço, Deus faz você subir a nado através de suas lágrimas, segurar na mão Dele respirar fundo e dar o grito da VITÓRIA!

Ir além, dar um passo a mais
subir no monte e olhar a exuberância da vida
como um eco ter várias existências
liberto em palavras, ser imortal
como um rio, ser puro
idêntico ao mar, desejado
infinito como os desejos
lindo como o beijo
azul feito de céu
doce incomparável
Ter além de mim mesmo
um sonho
uma vida intensa
ser criança de vez em quando
adulto quando precisar
água para purificar
mas o que somos na vida,
senão um tempo que passa
enruga e amassa
e como passa ligeiro
esvai como fumaça
levando pelo vento, o tempo
aquele que passou por nós...

" Já andei descalço em dunas ferventes,
senti o calor subir pelo corpo e precisei de água
já estendi as mãos a ingratos que não souberam dizer valeu
vi o mundo mudar, crianças crescerem
vi amores confundidos com amizades
e amizades maiores que amores
vi filhos deixarem suas casas
e suas mães chorando
já vi filhos chorando
a ausência de suas mães
e ai o mundo foi escola, lar
tribunal e verdade
já vi arrependimentos verterem em olhos cansados, vermelhos
e a dor acompanhar até o fim
vi mãos que nunca deram nem pediram perdão
já andei de sandálias novas e isso foi muito bom
conheci realidades, duras e belas sociedades
conheci o amor e a beleza da vida
conheci colo de mãe
e lá foi o melhor lugar do mundo...

Não adianta rebolar, emagrecer, engordar, subir ou descer do salto, espernear, a SUA, e tão somente a sua vida foi feita exatamente sob medida prá você!
E é justa!
Pode acreditar.

Ele nunca teve uma árvore para chamar de sua.


Enquanto as outras crianças aprendiam a subir nos galhos, ele aprendia a amarrar cordas. Enquanto aprendiam a cair e serem apanhadas, ele aprendia a cair e se levantar sozinho.


Não havia braços esperando por ele no fim da queda.


Então ele fez das mãos a sua casa.


Ele descobriu cedo que o amor não é uma palavra que se diz. É um nó que se faz. E ele se tornou um artista dos nós — dos nós que seguram, dos nós que protegem, dos nós que salvam.


Mas há um nó que ele nunca aprendeu a dar: o nó que prende uma pessoa à outra sem corda.


Ele olha para Ela e vê uma mulher que ele ama com a força de quem nunca teve certeza de que o amor fica. Cada vez que Ela se aproxima, Ele sente o cheiro do que poderia perder. E ele aperta os punhos, como quem segura uma corda que pode se romper.


Ele cresceu aprendendo que o mundo é um lugar onde as pessoas somem. Não por maldade — por gravidade. Elas se vão como a neblina que ele vê das montanhas: estão ali, e de repente não estão mais.


Então ele segura.


Segura o trabalho, segura os projetos, segura o corpo dela na cama, segura a mão dela na rua. Segura como quem segura a própria existência.


Mas ele não segura as palavras.


As palavras, para ele, são como pássaros que ele não aprendeu a domesticar. Elas voam para longe antes que ele possa nomear o que sente. Porque nomear o que sente, para ele, é abrir a porta do quarto onde a vida já morreu. É lembrar que o colo que teve foi tirado dele.


Ele não fala sobre a ausência que o formou.


Não fala sobre a infância sem porta, sem quintal, sem o som de uma voz chamando pelo seu nome à noite. Não fala sobre o instante em que descobriu que o mundo não tem dívida com ninguém — que o amor não é um direito, é uma aposta.


Talvez Ele aposta n'Ela. Mas aposta com o medo de quem já perdeu a aposta mais importante da vida.


Ele não sabe que o amor não é uma corda. Que não precisa ser segurado com tanta força. Que o amor é como o vento: a gente não segura, a gente sente. E, sentindo, a gente não precisa ter medo de que ele vá embora — porque, mesmo quando vai, ele deixou marcas.


Ele tem marcas.


Cada gesto de cuidado que ele tem por Ela é uma marca da vida que ele perdeu. Cada vez que ele estende a mão para ajudar alguém, ele está repetindo o gesto que a vida não repetiu por ele.


Ele é um homem que aprendeu a ser pai e mãe de si mesmo.


E isso, meu amigo, isso é a coisa mais solitária que um ser humano pode ser.


Então ele não sabe como responder a perguntas. Quando Ela pergunta o que aconteceu, ele responde com o que acontece. Não com o que se sente.


Ela quer o sentimento. Ele oferece o fato.


Ela quer a presença. Ele oferece o corpo.


Ela quer a alma. Ele oferece o que tem: a corda, a proteção, o café quente, a carona, o abraço firme.


Mas não é suficiente. E ele sabe que não é suficiente. E isso, isso o faz sentir-se como um menino novamente: pequeno, incapaz, com as mãos vazias diante de uma mulher que merece mais do que ele sabe dar.


O que ele não entende é que ela não quer mais. Ela quer diferente.


Ela quer que ele se sente no chão com ela. Que ele não tente consertar. Que ele apenas fique. Que ele confie que ficar é suficiente.


Ele nunca aprendeu que ficar é suficiente.


Porque, na vida dele, ficar sempre foi o prelúdio da partida.


Mas agora, com Ela, ele pode aprender. Se ele tiver coragem de desaprender o que a sobrevivência ensinou. Se ele conseguir soltar a corda por um instante e sentir que o vazio não vai engoli-lo. Se ele conseguir acreditar que o amor não é uma coisa que se constrói para não cair — mas uma coisa em que se cai, e se é apanhado.


Ele já foi apanhado por Ela.


Agora, ele precisa aprender a se deixar cair.


... coisa sobre Ele

⁠A minha intenção na vida, foi subir o mais alto possível, mas como eu não tinha as manhas, acabei caindo todas as vezes que tentei.
Mas não desisti, continuo subindo e caindo.

O Asno retornou de suas longas viagens, peripécias jamais imaginadas para tal animal, ao subir em sua montanha descobriu que agora teria que compartilha-la com seus inimigos. Sempre dizendo 'Ja', serviu um banquete de 40 milhões de reais para todos e viveram felizes por alguns anos Asnos.

Lula tem que subir o tom! Os EUA passaram dos limites! Não deve ser diplomático com tiranos e insanos! O Brasil é soberano!

O importante é que, enquanto alguns pensam em te derrubar, você pensa em subir cada vez mais e mais, até chegar a uma altura em que eles não vão mais te alcançar. Continue!

⁠Gostaria de subir
No mais alto da montanha
E cantar para ti
Uma canção docemente.

Sentir o vento acariciar
Minha pele, enquanto as notas
Flutuam no ar, tocando
As estrelas no céu noturno.

Deixar minha voz ecoar
Pelos vales e montes
Enquanto a melodia se entrelaça
Com a natureza ao meu redor.

E assim, me perder na música
No topo do mundo, encontrando a sonhada
Paz e serenidade, como se a canção
Fosse a própria essência da vida.

É possível subir ao palanque e flertar com a verdade, ainda que o eleitorado saiba que tens um antigo caso com a mentira.

O homem nunca aceitou descender dos macacos não por sua capacidade de subir em árvores, mas por sua incapacidade de dominar o próprio ego.