Suavidade
Você é o sol que ilumina minhas noites e a lua que enfeita minhas manhãs, tornando os meus dias cheios de encantos, marcados pelo amor. E é na paz do seu falar e no cantar do seu sorriso que as flores nascem em mim. Porque é na suavidade do sentir que eu te encontro perfumando a minha alma, iluminando os meus momentos, dando razão para o tempo parar em você.
Por um minuto fechei os olhos e vi você. E foi a mais linda imagem que eles já viram. Os seus olhos brilhavam como o sol e o seu sorriso era largo, encantador, de uma profundeza indescritível. A expressão do seu rosto tatuava em mim suavidade, a leveza da paz, um poema que fora nunca lido, porém sempre recitado. Você desperta os meus sentidos como uma lembrança boa, um quadro valioso, a perfeita pintura do amor.
"Olhei para minha intensidade e descobri que vou do vermelho vibrante ao rosa suave, aprendi a lidar com meus tons vibrantes e aceitar minha suavidade. Minha alma é quente, nada de morno existe dentro de mim, nem de vontades covardes, nem de pessoas pela metade".
Que o amor chegue a você e te faça lembrar que um dia eu te amei: com respeito, em silêncio, sem limites, em demasia, mas na suavidade de uma canção que toca no coração. Que o amor chegue a você e que você possa se entregar a ele. Porque não há melhor entrega, quando a gente abre a alma para alguém e deixa o amor entrar na gente, numa sintonia mútua do aceitar, do ficar, do querer simplesmente amar.
Pra hoje: um toque suave de carinho; uma gentileza; um olhar e um desses risos bobos pra desarmar o mal humor e trazer mais leveza ao dia.
À procura da paz sem esforço
A rotina já é exaustiva que chega
É fundamental novas descobertas dentro de si
Seriedade já é suficiente e em alguns momentos necessária.
No fim da tarde, quero um café, um abraço confortante e rir de coisa idiota.
Enfim, somente tento me permitir cada vez mais buscando a suavidade de ser apenas eu.
Todos os dias me descubro.
Quero que minhas palavras sejam como pétalas, tocando devagarinho.
Que de minha boca saia apenas sons suaves e sutis, pra não assustar, não machucar.
Palavras grosseiras eu deixo pros rudes, as minhas foram feitas pra acariciar, para tocar com sutileza, para emocionar, para afagar...
Que pros seus olhos eu seja toda leveza, daquelas que o vento não consegue carregar.
Vento suave e frio que me embala, relento.
Esse escuro céu do momento, nubla-me,
traz-me ao que recordo seu alento...
Invade em mim uma nostalgia,
arregalo os olhos, olhos sem euforia
Vejo um passado que voou cinzento,
voou nas asas desse tempo.
Pra nunca mais voltar,
o que já foi por vir enganchou-se
lá em meus pensamentos, em papéis.
Pra ficar, alojou-se lá.
Vento que me embala, com suavidade,
faz em meu sangue
Pulsar saudade.
Para que seja vista em toda a sua extensão a vida requer amplidão: clareza de pensamento; leveza no olhar e uma boa pitada de magia.
CRUZES
"Cruzes escapam dos ventos de crenças reanimadas
Contorcendo conicidades, locações, histerias,
Tubérculos, escatologias, insolações
Na tentativa ensombrada
De reler licores e escolas sentadas
Que circulam sobre leigos doutra sobriedade.
Reitores do firmamento bitransitivo,
Cuja voz espartana redime
Tufões do sumiço da prova
Que estufou flores edulcoradas
Evitam o dessalgue da impaciência, do ardor e do afago
Postulando inícios encarecidos
Com ávida esportividade
Sob cabeiras e suavidades
Postas sob relicários perdíveis
Que estagnam os pistons do ópio,
Crivam o completo asseio do tempo,
Mas nunca apuram em imperatividades."
CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES
Perfumosos Momentos
(...) Eram sonhos
para serem
sonhados juntos!
Mas que não foram concretizados...
Ainda sinto o cheiro,
vindo da suavidade
do vento leve...
Que me faz lembrar
esses perfumosos momentos!
O peão é a peça mais suave e mais poderosa do jogo. Ele é o único que pode vir a ser rainha. No xadrez vence quem protege seus peões e permite a coroação.
A água suave que já correu sobre as rochas, sempre levará consigo, os resíduos da rocha.
Malogrado destino!
São as pequenas delicadezas que suavizam o caminho, colocam brilho no olhar e um pouco de cor nos nossos dias.
Eu acredito que sou um quadro abandonado por alguém que nunca desejou ser pintor. Alguém me pegou quando era uma tela branca e em vez de me pintar com a suavidade dos pincéis, me rasgou com o lado pontiagudo.
Viajar por teu corpo
Olhos fixos em teus cabelos, beijá-los
bem de leve, sentir deles o cheiro e a
suavidade.
Ver teu rosto, demoradamente a tua boca
beijar, dela escorregar meus lábios descendo
pelo teu lindo pescoço.
Dele avisto duas lindas elevações, até elas
vou, sinto a maciez que têm , e de cima delas
avisto uma superfície plana, que me conduz
a um oásis encantador, que é guardado, por
duas colunas diferentes, colunas macias e fartas,
beijo-as e da vida esqueço, sobre esse conforto.
Mais de uma vez isso faço, esqueço do mundo,
pois já és um mundo, e nele vivo, preso e absorto.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências.
Membro Honorário da Academia de Letras Brasil
Membro da U.B.E.
