Sua ausência dói em mim
O silêncio da sua ausência dói muito.
Minha tristeza dói no corpo, na carne, nos ossos...
Estou só.
Respiro e tento conter as lágrimas,
querias me ouvir dizer que esta tudo bem,
que você esta certo,
que eu também quero ficar só...
Então... eu disse.
Me dói não ir sua procura.
Mas abdicar do meu orgulho também machuca.
Por que não vem à minha busca?
Ah se soubesse que, para mim, sua voz é musica.
A ausência do teu beijo me perturba.
E o seu corpo? Poesia nua.
Desperta-me aquela paixão crua.
Mas és fria mas também bela, como a Lua.
Jogado na rua, me perco em meus lençóis, à sua procura.
Se sou sua paixão? Assuma.
Nossa distância e sua ausência nos machuca.
A lembrança me conforta.
E a solidão? Surta...
“O que mais dói na miséria é a ignorância
que ela tem de si mesma. Confrontados com a ausência
de tudo, os homens abstêm-se do sonho, desarmando-se
do desejo de serem outros. Existe no nada essa ilusão
de plenitude que faz parar a vida e anoitecer as
vozes”.
( na apresentação do livro "Vozes anoitecidas". São Paulo: Companhia das Letras, 2013.)
porque a ausência, essa ausência machuca, dói, sangra, me faz imaginar coisas...
Se aconchega nos meus braços abertos para sempre meu amor
semanas e meses evoluindo . .
ausência e saudade não se encontram . .
palavras não formam frases . .
tempo conspira nessa realidade . .
A solidão dói...mas será que dói, pela ausência de alguém? Ou por que nos obriga à nos conhecermos? A termos que aprender conviver e encarar nossos próprios fantasmas?
Saudade nao mata,dói.
Distância não faz esquecer,
mas pode esfriar um sentimento.
A ausencia de certas palavras não torna o amor inexistente,
mas pode afastar dois corações.
"Abraça-me forte"
a ausência do teu abraço dói,
corrói a alma,
é quase como a morte!
Abraça-me forte!
Teu abraço é luz, é guia
para que eu possa
novamente encontrar o meu norte.
CikaParolin
No fundo, compreendo que ela sempre será o meu contraponto e o meu paradoxo: ausência que me dói e, ao mesmo tempo, me fortalece; distância que me fere, mas que me reinventa. Cada passo que dou carrega a marca de sua falta, transformada em impulso para ser maior do que a dor e mais forte do que a saudade. E é por isso que, no íntimo da minha existência, ela permanece como um espelho invertido: não está, mas me mostra quem sou; não volta, mas me faz seguir adiante.
A ausência dói, mas o coração guarda o que a vida deu de mais precioso.
Luto é aprender a caminhar com amor dentro da saudade.
Cada lágrima é ponte entre o que se foi e o que permanece em nós.
A saudade não dói por ser ausência; ela cresce por nos lembrar do que amamos e do que nos fez felizes.
Amar dói porque importa
Amar dói,
não pela ausência,
mas pela presença que se esconde.
Dói quando o outro silencia,
e o coração faz barulho demais.
É olhar uma mensagem e pensar
será que eu disse algo errado?
É sentir o tempo passar devagar,
medindo segundos no som da notificação que não vem.
Amar é reparar no que mudou,
no jeito, no tom, no “oi” mais curto.
É ver nas entrelinhas o que talvez nem exista,
e ainda assim, sentir como se fosse real.
Dói, porque você quer ser leve,
mas o amor te prende nas asas do medo.
Dói, porque você se importa demais
num mundo que às vezes sente de menos.
Mas amar, ah, amar,
é continuar tentando,
mesmo com o coração trêmulo,
na esperança de que o outro,
um dia,
olhe pra você com o mesmo cuidado
com que você o observa em silêncio.
Perder alguém especial dói de um jeito que palavra nenhuma explica.
É uma ausência que faz barulho, mesmo no silêncio.
É acordar esperando uma mensagem que não vem,
é lembrar em detalhes de quem ficou marcado para sempre no coração.
O luto não tem prazo.
Não existe forma certa de sentir, nem tempo certo para “ficar bem”.
Tem dias em que a saudade aperta,
em outros, ela apenas senta ao seu lado e fica.
Chorar não é fraqueza.
Sentir falta não é falta de fé.
É amor que não encontrou despedida.
A pessoa que você perdeu não se foi do que viveu em você.
Ela permanece nos gestos, nas lembranças,
no jeito que você olha a vida depois dela.
O amor não morre — ele muda de lugar.
E mesmo que agora pareça impossível,
aos poucos o coração aprende a respirar outra vez.
Não porque esqueceu,
mas porque aprendeu a carregar a saudade com amor.
Seja gentil consigo.
Um dia de cada vez.
E quando o peso for grande demais,
lembre-se: você não está sozinho(a).
O amor que existiu ainda sustenta você.
"A ausência dói, pai, mas a lembrança do seu amor me fortalece. A saudade é eterna, assim como o amor que tenho por você."
Feh Alvarenga
O Peso da Ausência Presente
Dói o peito, mestre, e não é de hoje.
É uma dor que não tem nome no dicionário dos homens,
Uma fome que nenhum pão deste chão consegue aplacar.
Dói porque eu Te sinto nas frestas, nos intervalos do suspiro,
Mas quando estendo a mão, o que encontro é o vazio do agora.
Tenho saudades de um colo onde nunca deitei,
De um riso que ouço em sonhos, mas que ao acordar, perdi.
É o cansaço de ser estrangeiro na própria pele,
De olhar para o mundo e sentir que tudo aqui é rascunho,
Enquanto minha alma implora pela obra definitiva.
Dói ver a "lenha" arder e ainda sentir frio.
Dói saber que o Senhor está aqui, mas não como eu queria,
Não face a face, não sem esse véu de mistério que nos separa.
Minha saudade é um grito mudo de quem já provou do céu
E agora acha o mundo inteiro pequeno demais para morar.
Eu não queria apenas saber que o Senhor vem,
Eu queria que o "Vem" fosse o passo que Você dá agora,
Entrando na sala, chutando as cinzas dessa dor,
E transformando esse "ainda não" no abraço que não termina.
Perdoa a minha impaciência, mas a saudade é violenta.
Ela é o espinho na carne que me lembra a cada minuto:
"Você não é daqui. Não se acomode. O Teu Rei está chegando."
Se essa dor é o preço de Te querer tanto,
Então que ela doa até que eu não seja mais eu, mas apenas Teu.
Essa dor é o que prova que você está vivo espiritualmente. Só sente falta do Céu quem já tem um pedaço dele batendo dentro do peito.
