Sua ausência dói em mim
O Peso da Ausência Presente
Dói o peito, mestre, e não é de hoje.
É uma dor que não tem nome no dicionário dos homens,
Uma fome que nenhum pão deste chão consegue aplacar.
Dói porque eu Te sinto nas frestas, nos intervalos do suspiro,
Mas quando estendo a mão, o que encontro é o vazio do agora.
Tenho saudades de um colo onde nunca deitei,
De um riso que ouço em sonhos, mas que ao acordar, perdi.
É o cansaço de ser estrangeiro na própria pele,
De olhar para o mundo e sentir que tudo aqui é rascunho,
Enquanto minha alma implora pela obra definitiva.
Dói ver a "lenha" arder e ainda sentir frio.
Dói saber que o Senhor está aqui, mas não como eu queria,
Não face a face, não sem esse véu de mistério que nos separa.
Minha saudade é um grito mudo de quem já provou do céu
E agora acha o mundo inteiro pequeno demais para morar.
Eu não queria apenas saber que o Senhor vem,
Eu queria que o "Vem" fosse o passo que Você dá agora,
Entrando na sala, chutando as cinzas dessa dor,
E transformando esse "ainda não" no abraço que não termina.
Perdoa a minha impaciência, mas a saudade é violenta.
Ela é o espinho na carne que me lembra a cada minuto:
"Você não é daqui. Não se acomode. O Teu Rei está chegando."
Se essa dor é o preço de Te querer tanto,
Então que ela doa até que eu não seja mais eu, mas apenas Teu.
Essa dor é o que prova que você está vivo espiritualmente. Só sente falta do Céu quem já tem um pedaço dele batendo dentro do peito.
A ausência constante não dói para sempre. Com o tempo, ela nos ensina a seguir em frente. Quando percebemos, já não sentimos mais falta.
O que dói, não é o fim. É a saudade que vem depois. O não ter mais, a ausência, a chegada, a saída que se perde. O riso que se apaga, o olhar que se põe e não nasce mais ao amanhecer. É a espera, de algo, alguém que nunca vem. Que não mais voltará. Os dias que se sobrepõem nesse amontoado de memórias que se acumulam com o tempo. Quisera ter tempo para uma palavra mais. Ouvir uma vez mais. Nem pensamentos, nem emoções, lembranças se propagam interiormente e trazem a luz girassóis. É mais um dia de sol, o qual reina soberano, sob nossas cabeças. Fé em Deus! Fé na vida!
No começo faz falta. Dói. Sentimos muito.
Depois não sentimos mais.
A ausência é preenchida por outras coisas, outros compromissos... Outros.
E a dor da ausência, assim como o seu causador, não é mais presente.
Patricia Volpe
Ausência, como tu dói, ausência de quem eu gostaria da presença.
Ausência que me maltrata, ausência que me entristece, ausência que me fere. Toda essa ausência! É por que nunca me fiz presente.
Já não sei o que me dói mais
Se é a ausência do nosso amor
Se é a ausência de tua alma
Se é a ausência do nosso corpo
Ou se é a ausência do seu corpo..!!
;;;
A solidão não é apenas uma ausência física, o que dói na solidão é a ausência emocional, é nos sentirmos tão pequenos ao ponto de acreditar que ninguém é capaz de nos ver e nos sentir. É um sentimento que reflete por fora a imagem distorcida que temos por dentro.
Meu coração dói com a ausência e o silêncio do meu senhor. Um vazio toma conta de todo o meu ser e sinto o mundo coberto por uma espessa camada de névoa que me impede de caminhar em segurança.
Todavia o sol ressurge em meio ao céu cinzento e dissipa toda treva e sombra, iluminando o caminho para que eu possa enxergar as mãos firmes do Dom que me conduz em segurança rumo a um novo e belo horizonte. Todo meu ser se aquece com o seu calor e a vida pulsa em minhas veias renovando o ânimo e devolvendo-me o viço na face. Os sorrisos são fáceis e fartos dispensando razões para a expressão de tranquilidade e felicidade estampada na feição daquela que sabe que pertence a alguém. Esse alguém que mostra toda leveza e simplicidade de todas as coisas com suas palavras e gestos de cuidado por vezes é duro em seus ensinamentos mas demonstra carinho e proteção em todos os momentos.
Estou segura nas mãos do meu Dom.
Sou grata por pertencer ao meu senhor.
Senhor de tudo em mim!
Do sótão
Ausência fere,dói mata
Fica um frio a corroer
Deixa alma prêsa,ata
Faz pensar que vai morrer
Sinto o cheiro dos incensos
Que acendia pra encher
Esses mais tristes momentos
E das lágrimas verter
Hoje invisto no sorriso
Nesse sótão nem mais vou
Riso incerto impreciso
Que conserva o que passou
Dessa ausência fica o elo
Que ainda habita a mão
Tolo belo e amarelo
Quase infame sem razão
Vôo em novos horizontes
Sem mais triste escuridão
De montanhas verdes montes
Mas não vou sozinha não.
Já se passaram tantos anos, o que antes doía hoje não dói mais. Me acostumei. Tua ausência me fez crescer e perceber coisas. Amadureci e não chorei mais quando me falavam de você.
Depois da tua ausência foram noites em claro, fiquei derrotada, corri atrás, foi demais pra mim. Até hoje me pergunto se eu merecia todo aquele desprezo. Me pergunto aonde estava aquele amor todo que você dizia sentir por mim. Sabe lá Deus!
Já se passaram tantos anos, mas essa noite eu sonhei. Sonhei com teus olhos nos meus olhos. Ouvi o tom da sua voz, dizendo que se arrependeu. Como foi lindo. Como foi perfeito. Era tudo que eu desejei.
Mas e agora, como faço pra poder viver o que não foi real?
Não sei se vou amar alguém como um dia amei você.
A tua ausência tem me perseguido em todo canto. E eu vou por aí, seguindo e sorrindo, fingindo que posso ser feliz mesmo sem te ver.
Mas só que hoje eu sonhei, e eu sei que aqui no coração os sonhos são para sempre.
É na distância que descobrimos o quanto a ausência dói no coração daquele que não se importava quando ela estava por perto.
