Sou seu Quase Amor Odeio meio Termos
ENTERRAMADO
Eu sou a muito tempo a petrificação da raiva.
Meu corpo já foi assim.
Meu corpo já foi liquidificado.
Meu corpo já juntou na terra.
Eu já fui enterrado,
em terra amarrado,
enterramado.
Meus pais, filhos e avós já choraram,
E já desistiram de lacrimejar.
Minha compania já se casou no verão,
Nem vem mais me visitar.
E eu sou solidão,
Aqui no fundo do mar.
Do mar bíblico,
onde o colosso da justiça,
lança o pecado.
Cá estou .
No mundo do esquecido.
Oque fiz eu pra isso?
Bom não me lembro,
morro esquecido.
Lembro do pior acontecido.
Morri.
Não foi de febre,
Nem de saudade,
Não foi porque quis,
Nem pela idade.
Morri por má sorte,
Porque encontrei no caminho o espírito covarde.
E os anjos estavam ocupados.
Sei lá, talvez no céu ceavam.
E eu fui machucado.
Me espancaram.
Me mutilaram.
Me enforcaram.
Me alvejaram.
Me estruparam.
Me jogaram no lago.
Mas calma,
não foi simples assim .
Me machucaram, quando voltava da missa, próximo do ponto de ônibus me raptaram, me doparam, me usaram.
Me quadricularam, me puserram fogo,
me deixaram na terra.
E como esses, meus outros também me abandonaram.
Me espancaram, quando fui ouvir minha música favorita,
riram da minha roupa,
me chamaram de bicha,
me jogaram no chão,
arrastaram pelos cabelos,
me segaram com os próprios dedos, arrancaram minha roupa e enfiaram todos os dedos em mim.
Depois levaram minhas feias roupas,
sem deixar meu corpo eu cobrir,
nem minha mãe me descobrir,
eu não tinha nem um dente,
minha cabeça se fundiu com a calçada, quem me viu ,
até hoje não consegue dormir,
minha mãe acha até hoje que na verdade eu só fugi.
Me mutilaram, quando neguei dois tragos.
Me espalmaram a cara,
me prenderam no quarto,
e tiraram do peito meu filho,
me empurraram pela casa,
me levaram pra fora,
levaram também uma faca,
ela andou por tudo,
andou bem mais que as minhas lágrimas,
só perdeu pro meu sangue na caminhada,
com cigarros me queimaram,
onde já nem doia,
doía deixar meu filho ainda no início da vida.
Me largaram lá mesmo do lado de fora as traças,
depois do jornal eu fui capa,
meu filho já estava longe,
e eu nem constava no mapa.
Me enforcaram, quando menti dizendo que não sabia onde ela estava,
tinha medo que ela acabasse enforcada,
fui levada pro banheiro,
ajogada na privada,
eu gritava mas a TV estava ligada,
me deram vários tapas na cara,
me ergueram pelos cabelos,
me estrangularam na mão,
deixaram a vida me escapulir de olhos abertos,
foram perversos.
Me alvejaram,
perto de casa,
eu só caminhava com uma sacola de pão,
a morte vinha automatica,
seu barulho eu conhecia,
me veio não sei de onde,
foi de costas possívelmente,
esse tipo de morte,
por satisfação e lazer nunca vem de frente.
Corri mas já era tarde,
senti sede mas nessas horas a garganta arde,
a vizinha gritou,
chutou a roda do covarde,
a sirene soou mas já era tarde.
Na sirene mais alarde,
na minha morte mais covardes.
Me estruparam,
quando fui tomar banho de rio,
quando me escondi atrás da pedra,
Escondida do meu tio,
quando corri entre a plantação de pinho, quando me espremi entre os frepinhos, quando cai em meio aos espinhos,
quando eu não tinha nada,
nem sabia falar os corrigindo.
Me deixaram ali as margem do rio,
e naquele dia choveu,
fui pra depois da fronteira,
o porco da selva fria meu corpo comeu.
Me jogaram no lago, quando beijei ele depois da aula,
se consumiram de inveja,
me seguiram até a passarela,
me pediram satisfações,
eu não tinha pra lhes dá,
então levaram meu celular,
gravaram eu apanhar e me empurraram de lá,
aproveitaram que ninguém viu chamaram seus primos,
e me tiraram da água,
brincaram comigo,
me lançaram no fundo do lago,
que é tão frio que até hoje existo.
Em dois planos em alma vivo,
entre esse lago ou aquele do destino esqueçido.
Há quem sou ,
Ou melhor quem eu teria sido.
Não vale a vida ,
Se na verdade nada é vívido.
Não tem razões me dar um nome,
se passar o resto dos anos no subsolo pérfido.
Não queria ter pisado nesse mundo perdido.
Não tenho se quer um túmulo vazio,
Eles casaram,
Morreram de velhice,
Foram condecorados,
Praticaram outros assassinos,
Voltaram pra casa e almocaram.
E eu estou aqui,
pra sempre calado.
Eu sou o morto,
Eu sou o que colhe os frutos do cruel.
Se existir justiça,
Ela não está nem aí na terra,
Nem aqui no céu.
As vezes faço pose, na verdade eu acho que sou um nerd, gosto de café, cafuné, beijo na testa é respeito.. Enfim! Não faço algo apenas visando meu lado, se estou com alguém prefiro que ambos fiquem feliz.
Nas areias do tempo
Sou eu quem lhe dar as mãos solidão
.
.
Texto de Renata Pereira (Relopes)
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Doutor do sertão
Sou poeta, agricultor e vaqueiro
Sou mais um filho desse nordeste brasileiro,
Da palma verde ao solo rachado
Pense num Nordeste caprichado!
Bebi água de pote e me furei na macambira,
Desde criança era de baladeira
que eu treinava minha mira.
fachear era brincadeira de infância
ô saudade arretada daquele tempo de esperança.
A terra secava que chegava a rachar
Mas eu era moleque e só pensava em brincar.
Baixinha de corpo magrin, mainha mata um leão por dia
E eu comendo meus passarim, só agradecia.
A vida parecia ser pequena, mas nordestino é batalhador
Fui para a cidade grande, me inventei de virar doutor
Ô sofrimento da gota serena,
Trabalhei mais que beata fazendo oração,
Mas só de lembrar do meu sertão, já me corta o coração
Saber que eu tenho água nos canos,
E mainha ainda tá trabalhando as 18 horas do dia
Carregando água pra dar de beber a nossa famia.
Painho eu nunca vi, o Pai de cima levou de mim,
Mas de herança, papai deixou a enxada
Que muito já me servia, era pra ajeitar a terra e limpar o feijão
E foi com isso que mainha nos deu educação.
E hoje, lembrando do meu sertão,
Senti foi falta do meu cuscuz,
Mas tenho fé em meu Jesus
Que um dia eu consigo voltar.
Vou ligar pra minha véia e dizer que me achei
Perdido em outros estados vou dizer quem me tornei;
Sou poeta, doutor e serei sempre vaqueiro
Sou mais um filho desse nordeste brasileiro.
@CarvalhoEscrito
Mudou Minha Vida
Saber que eu sou o motivo mais sincero dos teus sorrisos, isso mudou minha perspectiva sobre a tudo,
Eu encontrei a felicidade, ela tem alma, tem o coração, tem um nome, ela tem amor,
O teu amor é como a corrente de um rio, carrega os males e ao mesmo tempo purifica o ambiente,
Olho para o horizonte caminhando a beira mar emocionado e compreendo o real valor da maior dádiva da minha vida.
Sou poetisa...
E tento tecer em palavras
Aquilo que o corpo vivencia...
E exprimir o que está no interior em poesias...
Sempre procuro racionalmente saber o que acontece dentro do ser...
A ciência será capaz de nos dizer muitas coisas sobre a química e os mecanismos cerebrais envolvidos no amor...
Mas não nos fará entender sua magia...
Isso só se pode entender estando apaixonado.
É essa paixão que faz moradia na minha alma...
Sou uma eterna apaixonada pela vida...
Uma singela gotícula de sereno eleva meus pensamentos...
Esbraveja meus sentidos...
Uma simples maneira de olhar...
Ou será apenas uma voz...
Ou um jeito da mão... que sem razão... me faz poetizar....
Usando recursos linguísticos...
Na volatilidade das falas
Sua beleza é triste e nostálgica
Mesmo melancólica, ilumina os olhos de quem sente...
Emerge os sentidos...
Fica exótico, torna erótico...
Então... eclipse...
Sou Nara Jerusa, você Júlio César
Sou inverno, você verão.
Sou noite, você dia.
Sou açaí, você coxinha.
Sou biologia, você história.
Sou ar, você terra.
Sou fogo, você água.
Sou açúcar, você sal.
Sou dança, você música.
Sou sabedoria, você oratória.
Sou barulho, você silêncio.
Sou cérebro, você coração.
Sou risada, você sorriso.
Sou introvertida, você comunicativo.
Sou teórica, você prático.
Sou exigente, você compreensivo.
Sou romance, você ação.
Sou organização, você bagunça.
Sou cuidado, você carinho.
Sou lua, você estrela.
Sou criativa, você curioso.
Sou sensível, você choroso.
Sou abraço, você beijo.
Sou neve, você chuva.
Sou caneta, você papel.
Sou fé, você esperança.
Somos amor. Somos um.
BEIJO DO MAR
Sou poeira de um sonho que tive,
No qual o mar, vinha me beijar.
Poeira de areia,
Fina que lhe escapava entre os dedos.
Em um sonho,
Que sonhei a muito tempo,
No qual você, vinha me amar.
Ao acordar suada,
Pude sentir, ainda em meus lábios,
O doce sabor úmido dos seus beijos.
Mais mesmo ao acordar,
Percebi que o sonho, tinha sido,
Sonho dentro de sonho.
E que talvez você nunca saberá,
Do amor que sinto.
Talvez em sonho seu,
Você descobrirá, o doce sabor,
De me amar.
Deus mora no meu coração
e com Ele eu sou tão feliz!
Ele realiza os meus planos como eu sempre quis.
Deus me protege e me guia:
eu estou bem guardado.
Ele é Amor em toda parte
e eu fui por Ele abençoado.
Ok, eu sou um ninguém, um ninguém
Que ajudou mais que os caras que desejaram
Você. Ok, Replay again
Ontem bebi demais e nem fez efeito,
Mas, tanto faz como tenho feito
Tudo estava indo tão bem...
Parece que fui derrubado, como
Algo estagnado, não tenho medo do escuro
Sou amigo desde os 8 anos de idade,
Com pouca idade
Só queria dormir mais um pouco,
Mas que droga, isso não me
Acalma nem um pouco
Já tô sumindo também, quer saber?
Foda-se você também
Me deixou aqui esperando por ninguém
Sem dar adeus me ferrou também
Tô me sentindo meio frio, sei que também
Sentiu, o olhar de quem aguenta tudo isso
Sem expressar nenhum fio
Eu sou o movimento do vento nos galhos e folhas e ele o tronco e a raiz no chão.
Sou a inovação e ele a preservação
Me jogo pro mundo e ele guarda tudo no profundo
Eu sou a melodia e ele a letra
Sou o português e ele a matemática
Sou história e ele geografia
Sou um mundo em mim e ele um ser único e solitário no mundo
Eu sou voz, ele é eco
Sou vida, ele é morte
Sou saúde, ele adoece
Sou feliz, ele é triste
Ele é razão, eu sou emoção
Eu sou controle, ele é desorientação
Ele é a embalagem, Eu sou conteúdo
Talvez juntos sejamos a vida
"Trouxa"
Olho pela janela, vejo você e outra
Mas logo anoitece...
Percebo que não sou eu que está junto a você
Esse sentimento me estremece
Cada lágrima que cai,
Cada lágrima que se vai...
Já perdi as contas de quantas lágrimas já se foram
Rolando em meu rosto, a sua procura
Trouxa, trouxa, é assim que eles me chamam.
Deveriam me chamar de apaixonada
Já que te amo...
Assim que encontrar meu travesseiro pela noite,
Lembrarei de nós e dos nossos sonhos
Deixando mais uma vez minhas lágrimas irem
Não sou a primeira, nem a última
Todos já sofreram por alguém
E nunca esqueceram por quem
Essa não será a primeira vez, nem a última
Somos poucas,
Mais logo seremos muitas!
Sofremos, choramos e te amamos...
Nunca esqueceremos vocês!
E novamente repetirei...
Somos muitas,
Mas logo seremos poucas!
Quando estiver em seus braços
Recuperarei minhas lágrimas que se
vão em sua busca.
Sou falha. E quem não é?
Eu amo! Muito.
E como eu te amo!
Pena que corro o risco de te perder por não ser clara ao expressar meus sentimentos em atos.
Meu jeito torto de te amar te machuca, nos prejudica, nos enfraquece.
Você grita pra nos fortalecer eu te escuto mas você não consegue me ouvir. O meu silêncio é uma barreira que preciso quebrar. Ele nos afasta, me faz ter medo, te faço se sentir insegura.
E tudo o que eu gostaria era que você sentisse o amor que tenho por você.
Minhas palavras não condizem com minhas ações eu sei, estou tentando aprender a sincronia de tudo.
Eu te amo e não quero te perder.
Desconfio do meu ser
Por ser apenas o que sou
Se sou o que sou
Por que me parece que há
mais do que esse ser?
Não sou nada que não seja apenas eu
Mas sou todos que em mim habitam.
Eu sempre amei de verdade, mas nunca fui amado verdadeiramente. Hoje eu sou um babaca, e as pessoas me julgam por eu ser assim, mas nenhuma delas sabem o que eu passei, para ser quem eu sou hoje!.
Por ventura sou amada
Por ventura sou fiel
Por ventura sou estrela
Que brilha no teu céu
Por ventura desço a rua
Por ventura te encontro
Por ventura ganho um beijo
Que há tempo sonho
Aí, que sorte!
LUZ E SOMBRA
Você representa
luz
bondade e
Pureza
E para muitos
Eu sou nada mais
Nada menos
Que as trevas
A maldade
E a propria escuridão
alguns dizem que nascemos juntas
Você era popular
E eu apenas uma sombra
Você recebia abraços calorosos
E eu recebia gritos
Você cresceu ao redor da felicidade
Eu cresci ao redor da tristeza
Você ganhou a paz
Eu ganhei a guerra
Voce salvou o mundo
Eu acabei com ele
Você era brilho
Eu apenas poeira
Você era luz
Eu escuridao
Voce foi clareza
Eu fui apenas sombra
Você iluminou as minhas trevas
Eu lhe mostrei que nem tudo é reluzente
Nos conhecemos em meio à tantos Adãos e Evas
Mas acima de tudo,
Eu te amo mesmo sendo tão diferente
