Sou porque tu Es Pablo Neruda
Sou tão lotado de pecados que desnudo qualquer sapato. Não caíbo em corpo vazio ou mente ferida, mas destruo até costura fina.
Como nos superarmos entendendo o outro, que também sou eu?!.
Simples! Jamais ou se quer, entender que "sou melhor".
Os erros são de uma raça, nomeclaturada de "humana".
Percebem que; oque aprisiona ou vicia o outro são debilidades particulares as quais devemos superar.
Odiar o outro é ter, sem saber asco de si mesmo.
Sou movida a uma mistura de cafeína e culpa familiar.
Se eu sou louca por falar de amor,
que amar seja meu anticorpo.
Mais e mais.
Até que sucumba o egoísmo.
Até que dois tornem-se um.
Se amar for pecado,
que meu inferno seja eternamente amar.
Até que esses irregulares versos sejam poemas
e esses grunhidos uma canção.
Do amor nasceu a iniciativa.
Desnudando as mais centradas rimas
chega-se ao intocável.
Abstrato.
Vagaroso.
A explorar o inanimado.
Como se fosse a última vez.
Inexperiente.
Provocando o sensato.
Contornando os abismos do temor.
Até que dois tornem-se um.
Tilintar.
Desmedidamente.
Um brinde ao desconhecido.
Do amor nasceu a mais brilhante ideia.
Quem sou eu?
Sou um chefe de família que ao longo dos anos sempre procurei preservar e defender as pessoas que amo, sou assim, emotivo, sensível e protetor. Sou capaz de morrer para ver as pessoas que amo felizes, quando sentir que já cumpri com a minha missão aqui na terra, partirei em paz e espero deixar um legado que sirva de exemplo para todos que me amam do jeito que sou.
Às vezes finjo que não vejo, faço de conta que não sei, sou boazinha, às vezes bobinha, vem o vento e sussurra no meu ouvido: - para de enganar a si mesmo. Sorria enquanto pode, abrace com carinho, um beijo é sempre bem vindo, um oi, olá, tudo bem, bom dia, por favor, durma bem, uma boa conversa que passa sem contar os minutos ah como é bom, coisas simples assim devem ser vividas sempre, faça-as e veja como é fácil ser feliz!
Sou inteligente o suficiente para entender que, jamais entenderei o mundo e muito menos as pessoas, é perda de tempo.
Resistente a abandonar aquilo que sinto que sou, concluo que tal apego me leva a loucura. Mesmo disposto a romper-me, tal mudança não alcançaria aquilo que não deve ser mudado, pois ainda não está por todo descoerto.
