Sou Exagerada, Dramática e Louca
Palavras a Alguém.
"Tu folgas travêssa e louca
Sem ouvires meu lamento,
Sonhas jardins d'esmeralda
Nesse virgem pensamento,
Mas olha que essa grinalda
Bem pode murchá-la o vento!
Ai que louca! abriste o livro
Da minh'alma, livro santo,
Escrito em noites d'angústia,
Regado com muito pranto,
E... quase rasgaste as folhas
Sem entenderes o canto!
Agora corres nos charcos
Em vez das alvas areias!...
Deleita-te a voz fingida
Dessas formosas sereias...
Mas eu te falo e te aviso:
– "Olha que tu te enlameias!"
Tu és a pomba inocente,
Eu sou teu anjo-da-guarda,
Devo dizer-te baixinho:
– "Olha que a morte não tarda!
"Maripôsa dos amôres
"Deixa a luz, embora arda.
"A chama seduz e brilha
– "Qual diamante entre as gazas
"E tu no fogo maldito
"Tão descuidosa te abrasas!
"Maripôsa, maripôsa,
"Tu vais queimar tuas asas!"
Conchinha das lisas praias
Nasceste em alvas areias,
Não corras tu para os charcos
Arrebatada nas cheias!...
Os teus vestidos são brancos...
Olha que tu te enlameias!...
Vc diz que sou louca
Que perdi a razão
Saibas que minha loucura
São efeitos da dor que me causou
Das noites que passei costurando os pedaços do meu coração
Juntando forças para
Mais um dia acordar sem você!
Talvez minha loucura
Seje temporária
E a sanidade reapereca
No dia que voltar a amar..
Mas felizes mesmos são
Os loucos..
Esses falam a verdade
Choram por nada
E sorriem por tudo..
E amam pra sempre
Jogue em meus braços
A tua ânsia louca de me amar
Te levarei aos céus…
Contarei as estrelas..
Trasbordarei dentro de você
Todos os meus versos de amor
Compostos apenas pra você.
VOLTEI A ME DROGAR!
Tudo estava certo em minha louca vida.
Contratei uma empresa muito conceituada chamada Gato Preto, para embalar e guardar meus livros de minha humilde biblioteca, para ser hermeticamente condicionada para viajar para onde eu decidir, seja dentro do território nacional ou para fora do País.
Mas não consegui me condicionar, voltei a usar as drogas e fiz novamente, agora depois da cura, voltei a usar drogas pesadas e estou na marginalidade. Livros, uma doença sem controle...
Vou pagar excesso de bagagem por causa de vocês...
Mães não deixem seus filhos comigo, eles podem entender a Teoria do Caos.
Gente é tão louca e no entanto tem sempre razão. Quando consegue um dedo, já não serve mais, quer a mão. E o problema é tão fácil de perceber, é que gente nasceu pra querer.
A vida é bem louca; uma hora ela te faz crer que é algo é bom, outra hora, que a mesma coisa não é tão boa assim...
Ou talvez a vida seja ainda mais sã do que pensamos, e loucos somos nós de tentar muda-la. Seja qual for a resposta, ninguém deve se entristecer por não ser como imaginavamos. E sim se alegrar por cada ensinamento. Em tempo em tempo a vida muda, consequentemente nós também...
Sejamos flexíveis pois, mas, sem perder nossa essência e maturidade, e que em nosso coração exista sempre a paz.
-Álefy Freitas
Que coisa! Mais louca.
Diariamente eu acordo com mais vontade da sua boca!
Como é possível isso?
Quais feitiços existem nos teus lábios?
Quanto mais tenho os teus beijos, maior é o desejo...
Nem dá para acreditar, mal o dia amanhece e a saudade de você já me faz despertar.
Eu lavo louça, limpo chão, faxino a casa e amo cozinhar. Mas, se precisar subir uma parede, eu coloco tijolo por tijolo.
nossa, realmente dá uma vontade louca de sair desse corpo
onde se vê as cicatrizes dos tombos e dos incidentes
onde se olha nos olhos e vê lá no fundo as imperfeições
onde se nota nas atitudes os erros mais grotescos
onde vem a memória as piores lembranças do passado
onde se enxerga um coracao rancoroso, magoado e amargo
e ver a forma da alma sem essa aparência mortal
eu sei que todo este pensamento
onde vi as coisas pelo lado negativo
a alma pode não ter agradável aparência
mas que dá uma vontade
ah! isso dá, seja lá qual a forma que eu encontrar
desde que eu não veja este rosto marcado
muitas vezes pelo desgosto
só então saberei se gosto ou não
do que sou e como sou
bem lá no fundo da minh'alma!!!
luto diariamente
contra a minha louca mente
contra tudo o que está errado em mim
e toda a maldade que faço
contra meus doídos sentimentos
contra os pensamentos bobos
contra os vícios da carne fraca
contra os medos ridículos que tenho
contra a violência dos tolos
contrariando o meu sono e os sonhos
luto sistematicamente
a favor do bem maior
a favor da vida, mesmo que até então sofrida
a favor de toda forma de amor e prazer
a favor da paz de espírito e da humanidade
a favor da igualdade em sua totalidade
a favor da gentileza, sutileza e delicadeza
a favor da fé, da justiça e do perdão
favorecendo a caridade e a bondade no coracao
luto contra e a favor do luto
este que morro diariamente e sistematicamente
sofrerei o meu luto eternamente
até aprender que ser gente
me dói pela falta de gratidão
luto pra sair do túmulo
quando for minha hora
e Deus me puxar pelas mãos!!!
Eu estou perdida entre versões de mim.
Irreais.
Um dia fria, o outro louca.
Quem garante que eu só mudo de roupa?
De pessoas.
Fragmentos perdidos no caminho.
Mudo de cara,
mudo alma,
mudo de mim,
mudo a minha calma.
Um dia você me conhece sim e o outro não.
Quem sou eu?
Essa é a questão.
Aquele pedaço escuro de mim.
Guardado na caixa da superação.
Perdida entre personalidades,
eu vivo assim.
Uma eterna batalha de eu contra mim.
Avistei a versão Sorriso Frouxo,
aquela despretensiosa.
Que, por vezes, emudece em mim.
Encarei a versão Autenticidade,
aquela espontaneidade, naturalidade.
Que, por vezes, foge de mim.
Trombei na versão Coragem,
aquela destemida, determinada.
Que, por vezes, suprime em mim.
Topei com a versão Silêncio,
aquela da reflexão.
Que, por vezes, exila em mim.
Esbarrei na versão Gratidão,
aquela do reconhecimento.
Que, por vezes, desbota em mim.
Tropiquei na versão Solidária,
aquela da empatia.
Que, por vezes, cala em mim.
Disparei na versão Criança,
Aquela ingênua, inexperiente.
Que, por vezes, esquece de mim.
Tropecei na versão Jovem,
aquela dos sonhos, descobertas.
Que, por vezes, machuca em mim.
Travei na versão Adulta,
aquela da responsabilidade e escolhas.
Que, por vezes, penaliza em mim.
Colidi com a versão Espiritualizada,
aquela da harmonia, da fé.
Que, por vezes, apaga em mim.
Encontrei a versão Amor,
Aquela que acolhe, perdoa.
Que, por vezes, mascara em mim.
Versões que se completam.
Algumas já não cabem remendos.
Outras são necessárias carregar.
E tem as que requerem leitura.
Versões lapidadas pelo tempo.
Vinculadas nas lembranças.
Equilibradas na essência.
Ela tinha uma vontade louca de dizer a ele coisas significativas, belas e grandes, mas nunca conseguiu. Na sua inocência de menina não sabia que perante a grandeza do amor qualquer palavra é pequena.
Não preciso muito pra ficar bem.
Coisas como ; não ter compromisso, pra cumprir, não ter louça pra lavar, ter cerveja gelada quando abro a geladeira, são alguns requisitos
