Sossego
(IN) SOSSEGO
Vá,
Sossegai
Agora e já...
Dormi muito
Muito,
Sem acordares jamais
Ó Parca terror dos mortais!
Parca das três Parcas fatais
Se já tendes vosso bicho roedor
Dentro de mim
Dilacerando-me as carnes em furor
Que quereis vós, afinal, em fim!?...
Para quê, ó Parcas porcas da má sorte
Não vos basta já o vosso nome de Morte
Porque me quereis tanto assim!?...
Se tendes tudo já de mim, em vida
Porquê desejar-me tanto a morte!?...
(Carlos De Castro, em Sonhos Lindos, Argoncilhe, 15-06-2022)
QUE SOSSEGO
Era só a minha avó.
E em tardes de calmaria
Debaixo da velha ramada
Das folhas do morangueiro
O corriqueiro,
Americano,
Ela, aos botões, dizia:
- Que sossego! Bendito ano!
Ela não sabia
Que eu estava
Com ela,
Mirando-a de uma janela
Pequenita que havia
Logo atrás dela.
E eu ouvia tudo naquela viagem
Feita miragem
Que minha avó fazia,
De consciência apurada,
Sem precisar de andar
Ou sola dos chinelos gastar
Em qualquer estrada...
Foi ela que me ensinou,
Aqui onde vou,
Que para sonhar,
Só basta estar!
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 29-05-2023)
Quero por hoje sossego,
um simples ser, sem querer querendo.
Um momento de alegria,
que por desatento até já existia.
E porque não uma reflexão?
Daquelas que nos levam as nuvens, mas com os pés no chão.
Confesso que apreciaria muito esquecer,
De tudo além de mim que insisto inutilmente em remoer.
Quem sabe findar uma epifania,
realizar o que a muito pretendia.
Aceito também um sorriso,
pequeno, singelo, sucinto.
Por fim, percebo, que o que mais quero e preciso mesmo é apenas dormir!
Um sono longo, continuo, sem fim.
A mar
Rápido estado
Ancestral de um indivíduo
Que vem do vento
Um sossego, uma unção
Estado leve anuncio seu lugar
Leve estarei parado aqui
No seu lugar
E eu te espio da varanda
Indo embora
Mas você vem
Hoje a janela
Me ofereceu a paisagem
Ressuscitando formas
Era um sujeito
Realmente distraído
Na hora de dormir
Beijou o relógio, deu corda no gato
E
Enxotou o olhar pela varanda
Venha pra cá deixe de ser
Bem acanhado
Do seu ditado
Agitado
Cabelo ao vento
Do saculejo
Dessas roupas
No varal
A mar
De onde
Que tu tiras tantas ondas
De onde
Que tu tiras vai e vem
De onde
Que tu vens tão descolado
Prá onde vai só do seu jeito
Descansado
Volte amanhã bem de manhã
Aqui estarei
Prá ver de perto
Seu molejo
Arretado
Agitando o ar
No
Seu espaço confinado
Tomando a fresca
Tomo o ar
Quarando o corpo
Em alguns lugares estratégicos
Já foi mar
Voou por sobre as montanhas e cabeças
Fez dali seu Espinhaço
Passou por cima
Do seu mundo
Seu lugar
Busca
Bem de lá
De onde vem seu infinito
Se esperar
Possa estar marcado em horas
Rochas
E no nascer
De
Espectativas fulminantes
Lá vem o mar
Trazendo a fonte e o defronte
Cavalga ventos
E a voz do sussurrado
Ginetes pronto aparado
A cavalgar
Alados ventos
Sobe e desce das areias
Ao espairecer espalha
Espuma em seu olhar
Já sinto aqui
O seu perfume estrangeiro
Bebendo em tua boca
O perfume dos sorrisos
Que o vento forte acaba aqui
De me entregar
Meus cacos estão farelos, contrários ao meu questionamento...
Minha saudade dói, meu sossego range os dentes...
O fã da estrela está sem vê-la...
Por ser feito poesia, não me comovo, persisto...
Etcetera pulsa em metade
Armando os céus
Pra tempestade...
”Antes de uma decisão verdadeiramente consciente, há um breve sossego que não depende das circunstâncias externas.”
O melhor lugar para viver,
é onde nos sentimos bem e compartilhamos de paz e sossego. As demais coisas, Deus proverá!!
Aprazível é o bom sossego, um alimento simples conseguido com esforço e probidade.
Inglório é o bem adquirido por trapaças, gerador de intrigas e maldições.
Imagem antiga do meu interior
Sossego!
Ruas de terra batida, cheiro da poeira fina, barulho de pés pisando o cascalho.
Sombra fresca do caramanchão.
Descanso da lida após almoço farto. Prosa boa ou cochilo. Tanto faz!
Na vendinha da esquina, fumo, cereais, pinga da boa, chapéus…e a caderneta do fiado.
Mães amorosas, pano branco na cabeça, levando os filhos para a escola.
Pracinha coroada pela pequena matriz de São Bernardo.
Janelas e portas sempre abertas, acolhedoras.
Na torre única, ninhos de andorinhas e o toque do sino que me toca.
Repica alegre anunciando uma boa nova?
Ou tange triste no adeus a alguém que sobe para morada final.
Que fica lá no limite da vista.
Entre a terra e o céu.
Como um aviso: É preciso apreciar, sem limites, o que o olho vê ou o coração sente.
A imagem antiga do meu interior, encanta o meu presente.
Pensar, relembrar você é meu sossego,
Ainda guardo aquele surrado pelego,
Em que nós dois com frio se deitava,
E da maneira em a gente se amava,
Naquele imenso e escuro galpão,
Onde as brasas do fogão,
Se misturava ao calor da paixão,
Num amplo reduto de prazer,
Onde fazíamos amor em noites frias,
Onde podíamos, gritar, chorar e gemer,
Realizando todas as nossas fantasias.
O "sossego" nesta vida só pode ser conseguido se você não se importar, mas, a tranquilidade da consciência só se fará presente fazendo o que é o certo em cada situação.
02/04/2024
UM #SEGREDO
Eu queria contar-lhe que a vida é também isso:
Não há sossego...
Para quem está cansado de esperar...
Segue até ao fundo de existir...
Faz-se velho...
Esfria-lhe a alma...
Sente a fúria fria do destino...
Sente tudo de todas as maneiras...
Sou o único a bordo do meu barco...
Ao meu redor...
Apenas monstros...
O mais temido veneno é o tempo...
Nascemos carne....
E a cada dia vamos nos transformando em sonhos...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
O amor, o apego, o sossego...
Das almas calma...
É o meu o canto...
Vieram hoje dizer-me mentiras a meu respeito...
Diga lá companheiro...
Mostre-me o que tem no peito...
Só quero hoje a verdade...
Despida de vaidade...
Mentiras, fora daqui...
Deixai-me à vontade...
Vontade de sono no corpo...
Vontade de não saber de nada...
Apenas vontade...
De ficar longe das maldades...
Não sei aonde vou...
Nem vejo o que persigo…
Sou só um momento...
Deixai-me ser como sou...
Mistério alegre e triste...
De quem vive à parte...
Seguindo...
Sem temer as tempestades.
Sandro Paschoal Nogueira
O amor é um misto das sensações; Desde o sossego a aflição, da cumplicidade a hostilidade, da proximidade à separação. Tudo natural... milimetricamente genuíno.
120822
ESTEJA EM PAZ
Esteja em paz, dê sossego ao teu coração, não há mais tempo. Os anjos se aproximam com intuito de ceifar. Agora veja! Toda notoriedade que sempre procurastes, tu mesmo sufocastes sob o glamour dos teus pés.
020823
Quero paz, sossego e harmonia nesse final de ano.
Abro mão da roupa nova, da viagem, do banquete
Quero olhar para mim e ficar satisfeita com o que vejo:
Uma pessoa que se embriaga de si.
- Relacionados
- Frases de Sossego
- Essência
- Paz e Sossego
- Frases de Dostoiévski
