Sorriso
O piano emudeceu-se, como o riso na fotografia da parede, hoje só restam lembranças, do ontem so ficou saudade.
O toque, o cheiro, a companhia, o olhar, o riso, e as relaçóes vão sendo construídas e novas histórias vão nascendo e novos amores vão crescendo... Mas, e quando não se tem nada disso? E quando tudo que se tem são palavras? Puras e simples
palavras? Como se explica um amor que nasce da cumplicidade, da empatia, das semelhanças das almas que se encontram por acaso do destino? Encontram-se mas não se veem, não se tocam, não se olham nos olhos... Riem, compartilham momentos, sonhos, planos, tornam-se cúmplices... Mas o encontro real é sempre adiado... Se o amor requer toque, cheiro, olho no olho, como explicar um coração que se rende ao outro quando o olhar não se cruzou, quando as mãos não se tocaram? Alguém pode explicar o amor e todos os seus mistérios? Se é mistério... Se é amor... Quem explica?
Amante da noite
Assim sou
Mas nesta noite
Pensando em ti estou
Pensando em seu riso
Que me tirando a concentração
Quando o escuto paraliso
Pois é minha preferida canção
Saber que você esta feliz
É o que alegra meu coração
Você é minha oculta imperatriz
Sem saber, me enche de emoção
Brilhares de estrelas está a brilhar
Mas é em ti que estou a pensar
Já não da pra disfarçar
Que estou a me apaixonar
Até some minha amiga lua
Que me livra da solidão
Some quando te vejo na rua
Sorrindo, alegrando meu coração....
E como uma leve brisa,
Sente-se de tão sensível riso
acomodo prazeroso, devaneio das sensações
Inquietudes do seu próprio ego.
E assim passam-se as coisas, e,
ficam-se as inquietações.
Me ligue vá! Diga que sente saudades... Fale que adora meu riso contigo. Que não existe equilíbrio de você sem mim. Futuro, carinhos, mãos, braços e abraços sem mim. Que não existe você sem mim!
Em seis horas
O peso dos ombros, a coluna ereta
Riso, óculos e chapéu
Combinados e prontos pra sair
A identidade pintada para poder pisar a calçada e cuspir na rua
Até terminei de escrever as falas
Mas eram tristes para o dia de hoje que enchi a cabeça de cores
Ausentando-me do sopro frágil do suspiro
Ausentando-me da saudade da presença
Enxergando nas mãos o interior
Revolvo os motivos
Os utensílios, os vícios
Ressignificando o que me toca com ou sem dor
A estação é a mesma, ainda não passou.
Não me basta um amor SÓ de palavras.
Palavras não acolhem meu riso
Não recolhem minhas lágrimas.
Eu quero o lábio sábio que me aquece,
Que de mim não se esquece
No meio da madrugada.
Se no derradeiro ato existir uma possibilidade.... viva-o!
Nunca é tarde para descortinar o riso.
Publicado no facebook em 3 de Agosto de 2011 às 10:40
Mesmo no riso o coração pode sofrer, e a alegria pode terminar em tristeza.
E se você é daquelas que tem crises de riso envolvendo situações em que não se pode rir de maneira alguma... Tamo junto!
Sou boba mas as vezes sou chata. Tenho minhas crises de riso mas também tenho as minhas crises de choro. Estou feliz mas quero mandar meio mundo ao inferno. Gostaria de estar aqui e ali ao mesmo tempo. Sou durona em certas coisas e dramática em certas palavras. Sou indecisa com as minhas escolhas e impaciente com as decisões dos outros. Sou boa em dar conselhos para os outros e péssima em considerá-los na minha própria vida. Esse é o meu problema, não sei quem sou, como sou ou o que sinto. Só sei que sou assim. Indefinida e complexa como a vida.
