Sorriso

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Riso de Rosa

Nasceu no galho, entre espinhos,
mas não guardou nenhuma dor —
pelo contrário: fez caminhos
para o perfume e para a cor.

É como um riso que não cansa,
um beijo dado ao vento sul;
toda a sua doce bonança
faz o dia ficar mais azul.

Se tocar com carinho,
ela retribui em calor:
a rosa é flor de caminho,
é flor de vida e de amor.

Eba, é mais uma semaninha que começa!

É assim, segunda-feira é recomeço!
É felicidade, riso, choro, paz, tristeza, estresse, amor, alegria, cuidado, cansaço, prazer, agonia, carinho, aconchego, esperança, impaciência, luz, tudo zen, nada zen, tudo pelo social, nada pelo social, bom humor, mau humor, sossego, alívio...
É tudo isso e mais um pouco, é vida!
Nenhum dia é igual, igual é sua forma de enxergar seu mundo!

Chegaste trêmulo, fronte baixa,
carregando o riso gasto dos que imploram lugar.
Havia em ti um vazio tão ruidoso
que parecia mendigar palavras antes mesmo de falá-las.


Ofereci-te o que tinhas por hábito comprar:
presença.
Te dei portas, nomes, rostos,
e a cidade — ainda estranha para mim —
fui eu quem plantou aos teus pés.


Tu, que pagavas atenção como se fosse imposto,
ganhaste caminhos sem custo,
ganhaste gente,
ganhaste voz.
E cada ganho teu custou um pouco da minha.


Mas a criatura que ergui com cuidado
aprendeu rápido o truque da ingratidão.
Viraste o rosto, torceste o gesto,
inventaste razões onde só havia dívida.


Foste sombra que aprende a morder quem a carrega.
Foste cálculo frio atrás de sorriso emprestado.
Foste o erro que só se revela
quando a noite cai sem aviso e mostra o que sobrou de nós.


E o que sobrou?
Um rastro áspero, uma memória que fere sem metáfora,
um eco que me chama por um nome que já não reconheço.


Covarde, sim
porque escolheste atacar quem te deu chão.
Injusto, também
porque cuspiste no gesto que te fez caber no mundo.


Hoje, quando penso em ti, não penso em pessoa,
mas em fenômeno:
um colapso pequeno, íntimo,
capaz de ruir confiança com precisão cirúrgica.


Ainda assim, não te odeio.
Seria afeto demais.
Apenas te arquivo
no lugar das coisas que jamais devolvem o que tomam.


E fecho este capítulo sabendo:
não foste amor, nem amizade, nem queda.
Foste ilusão
e eu, a última testemunha do truque.




Poema: Não te odeio, seria afeto demais.
27 de julho de 2009

⁠Por que você riu? Porque riso malvado, constrangido, sensato ou malvado; Todos vão depender da ocasião para os tipos de risos; Riso não te adoece ou sente mal suas ações, é um ótimo remédio ao corpo.

Até um erro pode ser corrigido, mas o riso é tão espontâneo que seria absurdamente impossível desrir.

Pelos lindos momentos que tivemos
peço-te o riso
mas não gargalhes tanto
a inveja anda por ai à espreita...

Que oportunidade perdida!!
você seria a alegria
o riso extravagante
o caminho fácil
o abraço quente e acolhedor
o amanhecer na certeza do amor
mas optou por ser apenas alguém
que passou e corroeu sonhos
deixou marcas
que foi, como se nada tivesse acontecido
tamanha frieza, indecisão
entretanto, entre tantas coisas
doeu
não pelo que você levou
e sim pelo que era seu
por isso lhe digo
para mim você foi muito
mas sem dúvida
por ir
foi você quem mais perdeu...

Perfeitos
.
Obrigado por me permitir
por eu ser o riso que acalma
por ser constante, vivo
por nunca ter sido desprezado
obrigado
por tantas histórias que serão somente nossas
obrigado, pelo amor
pela paciência e pelo desejo de me ver melhor
obrigado mãe
obrigado pai
eu tinha que vir
e fazer dos dias, novas batalhas
novos ensinamentos
novos risos
tudo que quero
é ser amor, carinho e conforto
se por ventura vossas almas pensarem em chorar
não sou diferente, sou apenas eu
um ser que batalhou para nascer
um ser que ri
que vive e mostra ao mundo
o significado da palavra amor
obrigado mãe
obrigado pai
obrigado
Deus...

Se além do amor existe a parceria, tudo floresce: o abraço se torna abrigo, o riso vira cura e a vida ganha leveza. Porque amar é bom, mas amar e caminhar juntos, lado a lado, é transformar o sentir em eternidade.

Lamento por Orelha


Na areia da praia ficou o silêncio,
onde antes corria teu riso canino.
Orelha, amigo de olhar sincero,
te tiraram a vida num ato tão vil, tão mesquinho.


Não foi a natureza, nem o tempo,
foi a mão cruel que não soube amar.
Covardia não vence lealdade,
nem apaga o bem que soubeste deixar.


Teu latido ainda ecoa no vento,
teu afeto mora em quem soube te ver.
Descansa em paz, pequeno guerreiro,
há uma justiça maior a te acolher.


Quem ama jamais esquece,
quem sente, jamais se cala.
Orelha vive na memória
e no clamor de toda alma que não se conforma.

Medo de lembrar porque a memória não avisa ela chega traz seu nome seu riso o que fomos lembrar é abrir o que tentei fechar
porque algumas lembranças não querem ser lembradas querem ser sentindas

Entre o pranto e o riso, encontrei o caminho que prefiro caminhar.

Meu riso foi recolhido por mãos que nunca souberam o calor.

O riso é a terapia que o universo inventou para curar a seriedade excessiva.

O teu riso é o sol de inverno que tem a força de descongelar qualquer mágoa.

O riso escapa às vezes como quem rouba um remédio proibido. Dói o riso quando sei o preço que ele tem: esquecer por instantes. Mas prefiro esses lapsos de luz a um cotidiano contínuo de negrume, pois há beleza mesmo nos intervalos em que a alma consegue respirar.

Trago no peito a lembrança de um tempo simples, onde o riso corria solto e a vida cabia inteira na inocência de dois caminhos que ainda não conheciam despedidas. Éramos feitos de chão, de poeira e de afeto bruto, desses que não se explicam, apenas se vivem, como se o mundo fosse pequeno demais para nos separar. Mas o tempo, silencioso e inevitável, foi abrindo distâncias onde antes só havia presença, transformando parceria em memória. Hoje carrego comigo aquilo que ficou, não como peso, mas como parte de quem me tornei, marcado pelas ausências que ensinaram mais que qualquer permanência.
Porque existem laços que nascem lado a lado, mas o destino insiste em escrever em caminhos diferentes, deixando na alma a saudade do que poderia ter sido eterno.


- Tiago Scheimann

Do Choro por Dentro ao Riso que Transborda

Ouvi dizer que a pior lágrima é aquela que escorre para dentro.

Expressão mutante.
Olhos vazios.
Risos sombrios.
Corpo doente.

Vou deletar dos meus pensamentos dias assim.
Para mim, eles nunca existiram — nem nos meus olhos, muito menos no meu coração.

Agora, minhas risadas são molhadas.
Minha teimosia, quieta.
Minha alegria, barulhenta.
Minha sensação, contagiante.

Sim, o tempo é meu amigo.

⁠Antes eu era magia,
hoje, sou silêncio.
Antes eu era riso fácil,
hoje, eco por dentro.
Antes eu era chama acesa,
hoje, cinza ao vento.
Antes eu era presença,
inteiro em cada momento,
hoje sou ausência que pesa
no vazio do pensamento.
Antes eu era caminho,
passo firme, sem medo,
hoje me perco em mim mesmo,
guardando tudo em segredo.
Antes eu era mundo,
imenso, vivo, intenso…
hoje, sou só silêncio.

sem verniz, sem pedir perdão —
esse teu riso meio torto
que não cabe em padrão.
Chamam de ogro o que é verdade,
o que não sabe fingir,
o que prefere ser inteiro
a se moldar pra caber ali.
Mas não endurece por inteiro,
não deixa o mundo te levar:
até pedra guarda água
se aprender a escutar.
Helaine machado