Sorriso

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Se eu soubesse que era o fim,
teria guardado teu riso assim,
não para prender, mas para entender
que cada instante ensina a crescer.
Não apagaria o último dia,
pois até a dor revela a sabedoria.
O tempo leva, mas também faz ver
que cada adeus ensina a renascer.

"INTERVALO ENTRE O GRITO E O RISO"


Há dias em que o caos veste perfume
e passa por paz, só pra te confundir..
Você olha o céu, ele tá bonito demais
mas sabe que amanhã chove, e tudo bem.
porque no fim, o que salva não é o sossego,
é o intervalo entre o grito e o riso,
onde a alma respira, meio cansada,
meio viva, totalmente sua.

As pessoas passam quando veem flores.
Param quando há festa, riso fácil, promessas leves.
Mas desviam o olhar diante da cadeira, do silêncio,
do corpo que pede cuidado e não encanto.
Fico.
Não por vocação ao sacrifício,
mas porque amor não negocia presença.
Ser só eu e ela pesa,
não pelo caminho em si,
mas pela constatação de que poucos sabem caminhar
quando o chão exige firmeza.
Aprendi a ser suave sem ser frágil,
a seguir sem plateia,
a entender que quem vai embora
não falhou comigo,
apenas revelou seus limites.
E sigo.
Com menos mãos ao redor,
mas com a consciência limpa
de quem não trocou amor por facilidade.

Posso ser calma, silêncio que acolhe,
ou tempestade que tudo revolve.
Posso ser riso solto no ar,
ou nó no peito difícil de desatar.
Posso ser casa, porto e chão,
ou estrada sem direção.
Posso ser força quando dói ficar,
ou fraqueza que precisa chorar.
Posso ser faca, palavra afiada,
ou cura lenta, bem pensada.
Posso ser fogo que aprende a conter,
ou cinza fértil pronta a renascer.
Posso ser muitas, sem pedir perdão,
contradição viva em expansão.
Não me resumo, não caibo em um ser:
sou mil maneiras de simplesmente ser.

“A vida levada a sério demais perde a graça, perde o riso e, muitas vezes, perde também a verdade.”
Do livro Entre a Razão e o Delírio, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“Há mais verdade em um riso espontâneo do que em muitos discursos impecavelmente sensatos.”
Do livro Entre a Razão e o Delírio, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“A insensatez necessária é aquela que nos devolve ao riso, ao corpo, ao instante e à coragem de viver.”
Do livro Entre a Razão e o Delírio, de Nina Lee Magalhães de Sá.

Estás há tanto tempo comigo, mas ainda não me conheces de verdade.
Finges entender meu riso, mas nunca lês o que eu sinto.
O tempo passa, e eu continuo aqui, mostrando meu mundo, enquanto você nem percebe.

Meu silêncio gritava, e mesmo assim você não escutou.
Estás ao meu lado, mas tão distante.
Suas palavras não me tocam.

Eu te dei meu coração, inteiro, sem desfazer dele.
Quem sabe, um dia, você veja o que existia aqui, em minhas mãos.
Mas, quando isso acontecer, talvez seja tarde demais.

Que junto com a claridade do novo dia apague-se toda a escuridão que ontem me tirou a paz, o riso e a leveza deixando minha alma pronta para receber a luz da esperança que chegou com amanhecer.

"Há um riso no rosto, um brilho fugaz,
Entre vozes e grupos, a saudade se faz.
Embora rodeado, o vazio é certeiro:
No meio da gente, o ser continua solteiro."


Roseli Ribeiro

⁠Bom demais é o sol que te encontra sem pressa é o café que esquenta a conversa é o riso que escapa você pedir licença e fica bom demais é a vida nos detalhes pequenos o vento na rua o tempo sem freio é saber que mesmo no caos sereno Ainda cabe recomeço.

Me permito ser lua. Ora riso frouxo ora Monalisa e em outras, por vezes, nem a face é refletida.

"O riso encontra companhia fácil;
a dor verdadeira, quase sempre, caminha sozinha."


Ou, mais enxuta:


"Sorrimos acompanhados, mas choramos a sós a dor que ninguém aprendeu a ler."


Ou, com um fio de esperança ao final:


"A alegria reúne uma plateia; o sofrimento profundo costuma conhecer só o silêncio, até que alguém, enfim, se disponha a escutá-lo."

Riso de Rosa

Nasceu no galho, entre espinhos,
mas não guardou nenhuma dor —
pelo contrário: fez caminhos
para o perfume e para a cor.

É como um riso que não cansa,
um beijo dado ao vento sul;
toda a sua doce bonança
faz o dia ficar mais azul.

Se tocar com carinho,
ela retribui em calor:
a rosa é flor de caminho,
é flor de vida e de amor.

Eba, é mais uma semaninha que começa!

É assim, segunda-feira é recomeço!
É felicidade, riso, choro, paz, tristeza, estresse, amor, alegria, cuidado, cansaço, prazer, agonia, carinho, aconchego, esperança, impaciência, luz, tudo zen, nada zen, tudo pelo social, nada pelo social, bom humor, mau humor, sossego, alívio...
É tudo isso e mais um pouco, é vida!
Nenhum dia é igual, igual é sua forma de enxergar seu mundo!

Chegaste trêmulo, fronte baixa,
carregando o riso gasto dos que imploram lugar.
Havia em ti um vazio tão ruidoso
que parecia mendigar palavras antes mesmo de falá-las.


Ofereci-te o que tinhas por hábito comprar:
presença.
Te dei portas, nomes, rostos,
e a cidade — ainda estranha para mim —
fui eu quem plantou aos teus pés.


Tu, que pagavas atenção como se fosse imposto,
ganhaste caminhos sem custo,
ganhaste gente,
ganhaste voz.
E cada ganho teu custou um pouco da minha.


Mas a criatura que ergui com cuidado
aprendeu rápido o truque da ingratidão.
Viraste o rosto, torceste o gesto,
inventaste razões onde só havia dívida.


Foste sombra que aprende a morder quem a carrega.
Foste cálculo frio atrás de sorriso emprestado.
Foste o erro que só se revela
quando a noite cai sem aviso e mostra o que sobrou de nós.


E o que sobrou?
Um rastro áspero, uma memória que fere sem metáfora,
um eco que me chama por um nome que já não reconheço.


Covarde, sim
porque escolheste atacar quem te deu chão.
Injusto, também
porque cuspiste no gesto que te fez caber no mundo.


Hoje, quando penso em ti, não penso em pessoa,
mas em fenômeno:
um colapso pequeno, íntimo,
capaz de ruir confiança com precisão cirúrgica.


Ainda assim, não te odeio.
Seria afeto demais.
Apenas te arquivo
no lugar das coisas que jamais devolvem o que tomam.


E fecho este capítulo sabendo:
não foste amor, nem amizade, nem queda.
Foste ilusão
e eu, a última testemunha do truque.




Poema: Não te odeio, seria afeto demais.
27 de julho de 2009

“Tem riso que só existe… pra ninguém perceber quem tá prestes a desabar.”

"Esse é meu riso por aceitar que o mundo é um bug de uma programação que deu errada."

É perfeitamente dispensável, diante do palhaço, o riso das hienas.

Podem até tentar matar o riso, mas ele morre contando uma piada.